Faixa-marrom da Brasa, Guilherme e seu irmão Rafael Mendes estão treinando forte na equipe para o Deep sem quimono. Sob o treinamento de Ramon Lemos, os irmãos Mendes fecharam a categoria pena na faixa-marrom e partem com tudo em busca do Brasileiro e do Mundial. Em entrevista ao site TATAME, Guilherme e Rafael falaram sobre a expectativa para os próximos eventos, suas conquistas no Jiu-Jitsu e uma possível mudança para o MMA. Confira abaixo a entrevista completa com o faixa-marrom Guilherme Mendes.
Como foi a vitória no Paulista de Jiu-Jitsu?Foi tudo como nós esperávamos. Sabíamos que ia ser um pouco mais complicado, pois, além da mudança de faixa houve a mudança de peso, mas isto é uma questão de adaptação e vamos lutar tudo nessa categoria. Fizemos três lutas cada um e fechamos a categoria.
Quais os títulos que vocês possuem?Rafael é tetracampeão da Copa do Mundo, bicampeão Mundial, tetracampeão da Copa do Brasil, bicampeão brasileiro, cinco vezes campeão paulista e foi vice na seletiva do ADCC ainda de roxa. Eu sou é bicampeão da Copa do Mundo, tricampeão Mundial, tetracampeão da Copa do Brasil, bicampeão brasileiro, cinco vezes campeão paulista.
Por que vocês não lutaram o Pan-Americano?Não lutamos o Pan por alguns motivos, pois ainda existem alguns problemas em relação a patrocínio, apesar de ter empresas que realmente acreditam em nosso trabalho, ainda existem dificuldades financeiras. Vamos lutar todos os eventos no Brasil, mas estamos mais focados no Brasileiro, no Mundial e no Deep. Esperamos que ano que vem possamos lutar o Pan, o Europeu e quem sabe o Asiático, pois o Ramon estará ainda este ano abrindo uma filial da Brasa no Japão. Mas este ano vamos lutar o Brasileiro e o Mundial. Estamos treinando muito e estamos confiantes. Nosso treino já esta tendo bastante resultado, primeiro com o Bruninho no Pan e agora a gente vencendo o Sul-Brasileiro de Jiu-Jitsu. Vamos com tudo para o Brasileiro!
O que vocês acharam da atuação do Bruno Frazzato, novo companheiro de equipe de vocês, no Pan-Americano?Queremos parabenizar o Bruninho pela campanha no Pan. Ele é um excelente atleta, acrescenta muito no nosso treino e acredito que a gente tem ajudado bastante ele também. O fato de sermos do mesmo peso torna o treino mais forte e apostamos nele no Mundial. Essa historia do Cobrinha falar que queria dar giro é porque ele está vendo que a coisa ta ficando difícil. O Cobrinha é excelente, mas deu mole em falar essas coisas. Queriamos parabenizar também o André Galvão, pois nós treinamos com ele antes do Pan e ele ensinou muita coisa pra gente, ele é um exemplo a ser seguido como atleta e como pessoa. É nele que a gente se espelha.
O Frazzato é da mesma categoria de vocês...Ele é uma excelente pessoa, um atleta muito regrado. Os treinos aqui já eram fortes, com a entrada dele só veio a acrescentar. Outra pessoa que vem ajudando muito nos nossos treinos é o Gilbert 'Durinho' Alexander, que esta morando aqui em Rio Claro e treinando o dia todo. Ele já era aluno do Ramon no Rio, mas com a vinda do Ramon para o interior de SP ele continuou treinando com outros no Rio, mas agora esta mais uma vez com nosso professor. E sobre o fato do Frazatto ser da mesma categoria, não vejo problema, ele é dos melhores da categoria e isso serve como termômetro para nós.
Como tem sido os treinos com o Frazzato? Acredita que ele possa vencer o Mario Reis e o Cobrinha? O que ele tem que fazer para vencê-los?O treino é sinistro, a porrada come (risos). Ele tem um jogo bem complicado e é confiante, acreditamos que ele pode vencer qualquer um na categoria, independente de quem seja. Para vencê-los tem que treinar bastante, pois todo mundo é igual, a diferença é quem treina mais e correto.
Como vocês entraram para o Jiu-Jitsu?Nós começamos a treinar com nosso primo que era faixa roxa, aluno do Ramon Lemos e do Leonardo Santos, em 2001, num projeto pra crianças aqui na cidade. Depois de alguns meses ele já nos levou para treinar com o Ramon e o Leo. Hoje, Rafael está com dezoito e eu com vinte.
Vocês treinam com o Ramon desde a faixa-branca?Sim, o Ramon e o Leo Santos davam aula juntos, mas ainda de amarela o Leo resolveu voltar para o Rio para seguir treinando e competindo. O Ramon assumiu todas as aulas e estamos com ele até hoje, ele que nos graduou na amarela, verde, azul, roxa, e marrom.
E o Mundial de Jiu-Jitsu? Pretendem repetir o feito das outras faixas?Na verdade, para quem vive de Jiu-Jitsu a vitória é o que importa. “Essa história que o importante é competir não passa de demagogia”, como já dizia Ayrton Senna (risos). Esperamos repetir o feito de todas as faixas, estamos muito focados e a cada competição que entramos está acrescentando muito no nosso treinamento. Acredito que só está 100% quando finalizamos todas as lutas, é por isso que Roger é o que é.
Vocês já pensam em Vale-Tudo?Estamos muito focados no Jiu-Jitsu. Temos um caminho bem longo a cumprir, queremos ganhar tudo em todas as faixas e lutar ADCC, mas não quer dizer que não passe pelas nossas cabeças, já que este caminho é natural pra quem vive de luta.