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José Maurício Costa quinta-feira, 15 de maio de 2008 - 14:40:38 TATAME

Ex-editor da revista TATAME, fundador da agência de lutas B-TOUGH em 2005 e do Jornal do Vale-Tudo em 2006, o jornalista e empresário José Mauricio Costa realizará, no próximo dia 25 de maio, a primeira etapa de 2008 do Circuito Nacional de Vale-Tudo Amador. Na entrevista abaixo ele fala sobre o evento que está por vir e sobre as metas para o Circuito Nacional de Vale-Tudo Amador.

Como está organizado o cronograma do Circuito Nacional de Vale-Tudo Amador?

Será um longo primeiro ano com dezenas de lutas pela frente. Temos feito lutas preliminares em alguns eventos profissionais para divulgar nossas regras e o espírito do circuito, mas nosso primeiro evento será no próximo dia 25 deste mês de maio. Depois, já temos mais duas etapas confirmadas: em julho, em São Paulo, e em setembro em Brasília. No fim do ano, teremos uma etapa final que premiará os campeões do Circuito em cada categoria, aqueles que somarem mais pontos e os melhores resultados ao longo da temporada 2008. Esses terão o título de campeões do Circuito Amador 2008.

Você fala do Vale-Tudo Amador como uma nova modalidade... É isso mesmo?

Com certeza é uma nova modalidade. Pegamos o Vale-Tudo profissional e criamos um esporte paralelo. Um esporte que pode ser praticado por adolescentes a partir de 14 anos, um esporte em que as mulheres sentem mais segurança para se testarem, e um esporte em que há até categoria máster. Essa, aliás, foi uma grata surpresa para mim. Muita gente com mais de 35 anos está vendo no Circuito a oportunidade de lutar Vale-Tudo. É gente que ama o esporte, treina, mas não tem mais idade ou intenção de se profissionalizar. Eu não havia pensado em uma categoria máster quando criei o circuito, mas tive que criá-la para atender a inúmeros pedidos.

Qual a expectativa para o evento do próximo dia 25? Ainda dá tempo de se inscrever?

Lançamos o Circuito em um evento na academia Delfim, em novembro do ano passado, com 19 lutas e um público de 250 pessoas. Seis meses depois vamos para o Olaria, um ginásio com capacidade para cinco mil pessoas e temos a meta de realizar 50 lutas em um dia. É um grande salto e requer muita organização, mas a expectativa é a melhor possível. Inovamos com a premiação de troféu para as três equipes que mais pontuarem nessa etapa e estamos recebendo inscrições de todo o Brasil. Tudo está sendo feito com muito cuidado e tenho certeza de que será um belo evento. Vamos casar 80% das lutas esta semana e o restante no início da semana que vem, até o dia 20. Mas ainda estamos recebendo pedidos de inscrição pelo nosso site.

Muita gente não acreditava ser possível realizar um evento de Vale-Tudo cobrando inscrição. Como você conseguiu vencer essa barreira?

Graças a Deus eu sempre tive um trabalho sério no meio das lutas e acho que isso contou muito. As pessoas me deram um voto de confiança e eu agradeço a todos por isso. Na verdade nós não cobramos inscrição para evento de Vale-Tudo. O nosso evento é um Circuito de Vale-Tudo Amador. É bem diferente. Os atletas lutam com proteção, não vale golpear a cabeça no chão, os rounds são de três minutos e por aí vai. Nós investimos em segurança para os atletas e criamos um movimento para viajar o Brasil e dar oportunidade para todos lutarem. Quem paga inscrição e luta no Circuito faz porque acredita na nossa proposta e está contribuindo para que esse movimento se fortaleça cada vez mais. O atleta paga R$ 35, ganha uma camisa, uma medalha, e participa de um movimento que vai criar uma categoria de base e dar um grande impulso ao nosso esporte. Nada que seja diferente dos outros esportes amadores.

Por que você batizou o circuito com o nome de Vale-Tudo e não de MMA?

Porque o Vale-Tudo é o nome original do nosso esporte. Nasceu aqui no Brasil e eu não concordo em rebatizá-lo por imposição dos americanos. E não me venham dizer que para conseguir divulgar o esporte na mídia, para conseguir apoio de autoridades e para conquistar patrocinadores de fora do meio não dá para usar o nome Vale-Tudo. Em vez de mudar o nome do santo, temos é que aprender a contar o milagre da forma correta. É por isso que insisto no nome e por isso que criei o Jornal do Vale-Tudo, em 2006, com esse nome mesmo. Hoje o jornal é a publicação oficial do nosso circuito de Vale-Tudo Amador.

Antes de criar o Circuito Amador em 2007, você havia criado a agência B-TOUGH dois anos antes para cuidar da carreira de atletas profissionais. Como você está conciliando essas duas atividades?

Na verdade estou dando um tempo no agenciamento profissional para me dedicar ao Circuito Amador. Quando entrei no ramo de agenciamento, entrei com o intuito de levar atletas que não pertenciam a grandes equipes a chegarem em grandes eventos. Tive êxito, abri a porta de eventos nacionais e internacionais para vários atletas, mas hoje estou muito focado no Vale-Tudo Amador. E acho que com o Circuito Amador ajudo mais o esporte e a um número bem maior de atletas. Os atletas que hoje lutam no nosso circuito com 14, 15, 16 anos serão profissionais bem mais preparados quando estrearem profissionalmente. Quero aproveitar para agradecer ao apoio de todas as equipes, professores e atletas que tem nos prestigiado, e agradecer em especial ao apoio incondicional da Confederação Brasileira de Muay Thai e dos nossos patrocinadores Winner e Fight Brazil.


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