No comando da Federação Baiana de Jiu-Jitsu, Ricardo Carvalho há muitos anos tem trabalhado forte para manter o Jiu-Jitsu na Bahia sempre forte. Cumprindo seu segundo mandato como presidente, Ricardo está organizando, juntamente com a CBJJE, o Pan-Americano da arte suave, que agitará Salvador nos dias 24 a 26 de outubro. Em entrevista para a TATAME, Ricardo falou sobre o Jiu-Jitsu baiano, a experiência com a Copa do Mundo de Jiu-Jitsu, que foi realizada na Bahia, em 2004, e a expectativa para o Pan-Americano.
Como anda o Jiu-Jitsu na Bahia?
O Jiu-Jitsu na Bahia tem crescido muito, graças a Deus e ao trabalho sério que procuramos fazer desde o inicio da criação da FBJJ, pelo Sensei Edson Carvalho em abril de 1997, com o nosso lema (Jiu-Jitsu Contra as Drogas) e os grandes eventos que realizamos durante todo esse tempo de existência da Federação.
Hoje, existem quantos praticantes de Jiu-Jitsu na Bahia e quantos campeonatos são realizados por ano?
Hoje temos aproximadamente 6000 atletas filiados à FBJJ, cadastrados, porém existem muitos praticantes que ainda não foram registrados, o que praticamente dobra o número de adeptos. Temos um circuito baiano que envolve quatro grandes eventos no estado, criando assim o Ranking Baiano de Jiu-Jitsu para cada ano. Além desses, temos alguns pequenos eventos, como copa Kids, para crianças, e eventos nos municípios do interior do estado. Também criamos em 2008 o Circuito Baiano de Submission Fight, organizado pela FBJJ. O nível técnico cresceu muito na Bahia, e muitos atletas têm se destacado em eventos internacionais, como Gimaldo Oliveira, vice-campeão mundial na faixa-preta adulto peso super pesado da CBJJE, Pablo Teixeira, campeão no mundial de Submission peso galo, nos EUA, da CBJJ, Luana Gomes, campeã absoluta na faixa-preta no mundial da CBJJE, entre outros. Esses são fortes candidatos a medalhas no Pan, em Salvador.
Há quanto tempo você está à frente da FBJJ?
A Federação Baiana de Jiu-Jitsu existe desde 1997, foi fundada pelo Sensei Edson Carvalho que cumpriu o primeiro mandato de quatro anos e logo depois mudou-se para os Estados Unidos, New Jersey, onde reside até hoje e ministra aulas para a SWAT. Foi quando assumi a FBJJ, dando continuidade a este trabalho, do qual estou no segundo mandato com grandes reformas e realizações. Preparando o meu substituto, para assumir em 2009, quando terei de passar a presidência para outro conforme manda a lei, o que todos deveriam fazer, para que tenhamos um esporte democrático e respeitado por todos, e um dia pensarmos em ser Esporte Olímpico.
O maior evento que vocês realizaram foi a Copa do Mundo em 2004. O que mudou de lá para cá?
Como você mesmo colocou, a Copa do Mundo de 2004 foi considerado um dos maiores eventos mundiais já realizados, onde tivemos na categoria absoluto 60 faixas-pretas disputando o titulo, do qual o vitorioso foi o grande Ronaldo Jacaré, apos vencer 12 lutas e a final com o grande Fernando Margarida, fechando com chave de ouro o evento. Com tudo isso, os eventos baianos bateram os recordes de 800 a 1000 atletas por etapa realizadas, abrindo novos horizontes não só na Bahia como todo o Norte Nordeste.
A Copa do Mundo ajudou no crescimento do Jiu-Jitsu no Nordeste?
A Copa do Mundo ajudou muito em todos os sentidos o Jiu-Jitsu neste estado: mais apoio ao esporte, maior adesão de atletas, maior número de competições, visibilidade de mídia, enfim, uma maior profissionalização do esporte, que nos dá hoje a capacidade de realizarmos qualquer tipo de evento estadual, nacional e internacional.
Quais as lições e aprendizados que vocês tiraram da Copa do Mundo de 2004?
O maior aprendizado foi com os erros, o que na organização de um grande evento requer bastante atenção, não só com a parte estrutural, mas também com a equipe de trabalho. Desde bem antes do evento ser realizado, o Jiu-Jitsu tem que inserir nos seus ensinamentos muita disciplina e respeito juntamente como e a filosofia das artes marciais.
Como e quando será realizado o Pan-Americano da CBJJE?
O Pan-Americano será realizado no mesmo local que foi a Copa do Mundo, no Sesc de Piatan, em frente ao mar da orla de Salvador, próximo à famosa praia de Itapuan, um lugar agradável onde todos que vieram na Copa do Mundo tiveram o prazer de desfrutar. A cidade da capoeira e do carnaval será o palco do Jiu-Jitsu Pan-Americano, nos dias 24 a 26 de outubro.
Qual a expectativa para este evento?
A expectativa é que será uma grande festa do esporte Pan-Americano, em que ofereceremos uma estrutura aonde todos aqueles que vierem jamais esquecerão, tal qual foi a Copa do Mundo em 2004. Fica o convite a todos participarem deste grande evento, onde serão muito bem recebidos por nós.