Um sonho para qualquer esportista é participar de uma Olimpíada, mas chegar a esse objetivo é o ponto final de uma jornada política, técnica e esportiva. O Comitê Mundial de Grappling da FILA (FILA-WGC), e no Brasil, a CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) vêm trabalhando com determinação para fazer dessa modalidade uma realidade Olímpica e passos importantes já foram dados.
O Grappling foi aceito pela FILA no final de 2006 e sofreu algumas mudanças em seu comitê (regras, membros e organização/planejamento mundial), visando tomar a estrutura mais correta possível para agregarmos mais países, técnicos e praticantes ao redor do mundo. Seguindo conceitos olímpicos, estamos criando Comitês Continentais gerando mais autonomia de trabalho para cada região e empurrando todos os envolvidos a trabalharem sob a mesma perspectiva e planejamento mundial, de acordo com o Comitê Mundial de Grappling da FILA.
Porém o caminho não é tão simples quanto parece para muitos. Seguem os principais tópicos, segundo documento do COI:
- interesse da mídia e de público ao redor do mundo, devem ser considerados
como elemento chave para o sucesso dos Jogos.
- os valores sociais do esporte (impactos sociais, saúde dos atletas, educação, não descriminação, jogo limpo, solidariedade)
- para entrar nos Jogos um esporte deve mostrar enfase direta nos jovens e no desenvolvimento. Organizar competições mundiais e continentais para as categorias de base para homens e mulheres.
- ter um sistema de julgamento e regras que presem pela objetividade, transparência e lisura.
- é preciso que tal esporte seja praticado por homens e mulheres. Entretanto, tal esporte não precisa ter esta representatividade nos Jogos.
- tolerância de peso não devem ser dadas, a não ser para esportes de combate e levantamento de peso
- além disso: representatividade continental (aceitação pelas Federações Nacionais e Comitês Olímpicos), quantidade de eventos continentais e mundiais
Dessa maneira, realizamos (FILA-WGC) o primeiro evento internacional (Rio, 24/Agosto/2008) e teremos o primeiro mundial da modalidade em Dezembro na Suíça.
A cada passo que damos agregamos mais adeptos, e principalmente, os formadores de opinião estão aderindo às regras e as diretrizes da FILA. Quem acreditar, apoiar e trabalhar verá uma modalidade em poucas décadas dentro do programa dos Jogos Olímpicos.
Francis F. Abramson
Membro FILA-WGC
Diretor Executivo - Depto. Nacional de Grappling e Beach Wrestling