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Junior Cigano quinta-feira, 30 de outubro de 2008 - 18:00:01 Por Eduardo Ferreira

A estréia de Junior “Cigano” no UFC não poderia ter sido melhor. Competindo no MMA há apenas três anos, período em que conquistou sete vitórias e perdeu apenas uma luta, o baiano mostrou que não entrou no octagon americano a passeio, nocauteando o experiente Fabrício Werdum em pouco mais de um minuto de luta e surpreendendo o público americano, que não conhecia o brazuca. Em conversa com a TATAME, Cigano falou sobre a felicidade da vitória, a tática para o combate, a inspiração dos treinamentos e analisou a categoria no UFC, que tem como campeão interino seu amigo Rodrigo Minotauro. Confira abaixo a entrevista completa com o casca-grossa.

 

Qual foi a importância desta vitória em sua estréia no UFC?

 

Foi muito importante, mostrou que o trabalho que eu fiz deu certo. Foram três meses, entre o Rio de Janeiro e Salvador, de trabalho duro. Foi bastante desgastante, muito puxado, mas valeu a pena. Foi gratificante sair daquele octagon com a vitória. A sensação é incrível, depois da luta as pernas ficaram moles (risos).

 

A estratégia que vocês traçaram para essa luta foi essa?

 

Trocação não é o forte do Werdum, mas no chão ele é um fenômeno, então a tática era manter a luta em pé. Vimos que ele baixava muito a cabeça quando dava o cruzado, então trabalhamos o upper, que é um golpe que eu gosto muito e sempre apliquei bem no Boxe, para chegar a esse resultado.

 

As entrevistas dele antes da luta te motivaram mais?

 

Me motivaram sim, porque luta é luta e, apesar dele ser experiente, ele deveria ter me respeitado mais. A experiência conta com certeza, mas não podemos prever o resultado de uma luta antes da hora só porque o outro cara não é conhecido.

 

Quem mais te ajudou no treino para esta luta?

 

Muita gente acreditou e me apoiou, mas o (Luis) Dórea foi meu treinador e meu psicólogo, fez o tempo todo eu acreditar que poderia vencer essa luta. O Minotauro e Minotouro também me ajudaram muito, me apoiaram e me treinaram, o Drago me ajudou muito na preparação física, ele me deixou muito forte e com muito gás. Eu sabia que o Werdum ia querer me colocar para baixo, mas não seria fácil, porque eu estava me sentindo muito forte. A preparação talvez tenha sido a minha maior mudança, pois nunca tinha trabalhado tanto essa parte. Estabilizei meu peso com 108kg e fiz um grande trabalho de força e depois de explosão.

 

O Minotauro é o campeão interino do UFC e pode vir a ser o campeão oficial do evento. Caso ele esteja no seu caminho rumo ao cinturão, você o enfrentaria?

 

Impossível eu enfrentá-lo. Ele é o meu mestre de chão. Como acredito que ele vença esse “mini GP”, eu seria o seu guardião. Para lutar com ele teriam que me enfrentar primeiro (risos).

 

Quando você deve voltar a lutar no UFC?

 

Acredito que só ano que vem, mas depois desta vitória quero voltar o mais rápido possível a lutar naquele octagon.


Confira o Arquivo UFC
 
 
     

 



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