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Anderson Silva sábado, 01 de novembro de 2008 - 17:30:01 Por Eduardo Ferreira

Campeão dos médios do UFC, Anderson Silva defendeu o cinturão pela quinta vez, diante do canadense Patrick Cote. Fechando a noite do UFC 90 com a vitória no terceiro round, após uma lesão no joelho do adversário, Anderson chegou a oito vitórias consecutivas no Ultimate e fez história. Em um bate-papo exclusivo com a TATAME, Anderson falou sobre o combate, a estratégia utilizada contra o canadense e respondeu às críticas sobre sua postura no octagon. Confira abaixo a entrevista com o campeão, que ainda falou sobre seu próximo compromisso no evento.

 

O que você achou da luta contra o Patrick Cote?

 

A luta foi boa, pena que ele se machucou. A gente desce de peso, treina, tem lesões, mas a luta estava boa, interessante de ver. A gente conseguiu impor um jogo que estava confundindo bastante ele, mas infelizmente não conseguimos acabar.

 

Muitas pessoas criticaram a sua postura, e alguns acharam que você estava até “brincando” durante a luta. O que você tem a dizer sobre isso?

 

Falar de mim é fácil, difícil é ser eu. Eu cheguei aonde cheguei não foi brincando, foi trabalhando sério. Meu trabalho é sério, não é brincadeira. Em momento algum o menosprezei ou brinquei, estava fazendo uma tática que estava dando certo, confundindo ele e induzindo-o a errar e aí nocautear. A gente treinou para fazer cinco rounds, não treinamos para nocautear no primeiro ou no segundo. O treinamento era para isso, render nos rounds finais e estava acontecendo. Estávamos vendo os erros dele, e infelizmente não conseguimos terminar a luta, mas para mim foi válido, toda nossa experiência, a técnica que impomos funcionou, os golpes que jogamos, todos pegaram, não foi nenhum jogado a esmo, desperdiçado. Estávamos ganhando a luta por pontos, e se tivesse mais um ou dois ruonds com certeza a gente ia pegar ele, mas fazer o que, crítica é crítica...

 

O Cote foi um dos poucos que chegou ao terceiro round com você... O que faltou para você nocauteá-lo?

 

Não faltou nada, nosso objetivo não era esse, era induzir ele a errar e levar a luta para onde queríamos, e estava acontecendo, mas infelizmente ele se machucou.

 

Por que escolheram essa tática?

 

A gente fez um treino todo voltado para um tipo de luta que ele faz. Vimos as lutas dele, coisas que ele rende round a round e isso foi o que treinamos. Eu acho que uma coisa é o cara errar muito no primeiro round e ser nocauteado, e a outra é você fazer uma estratégia.

 

Após a luta o Cote falou que você teve medo de trocar com ele. O que você acha disso?

 

Olha, como eu falei, falar de mim é fácil, difícil é ser eu. É complicado, quem tem boca fala o que quer, não vou me preocupar com isso. Ele não conseguiu acertar nenhum golpe, botamos ele pra baixo, tomou chute na cara, joelhada, cotovelada, então mais do que isso eu não ia fazer. Eu não ia entrar no jogo dele de trocação franca e arriscar tomar um pombo sem asa e perder a luta. Fiz a luta do meu jeito e o que treinamos estava funcionando, ele pode falar o que quiser.

 

Você aceitaria uma revanche contra ele?

 

Isso não é uma decisão que eu tenho que pensar, agora compete ao Dana White achar se ele merece uma nova chance. Eu estou treinando para lutar com os melhores e desenvolver meu trabalho e minha técnica.

 

Estão rolando rumores de que você enfrentará o Chuck Liddell na sua próxima luta. É verdade?

 

Obrigado pela informação, mas eu não estava sabendo disso.

 

Conversamos com o Paulão e ele disse que você estava se poupando para voltar ao octagon em dezembro, possivelmente contra o Liddell. Você enfrentaria o Liddell?

 

Vamos ver, acho que tudo é possível, mas ainda não tem nada definido. Vamos aguardar e ver o que vai acontecer.

 

Você acha que o Thales Leites, após essa vitória, se torna um dos fortes candidatos a disputar o cinturão?

 

Posso achar muitas coisas, e acho que a gente não pode ser pretensioso. Ele está buscando o espaço dele, correndo atrás, e a hora acharem que ele merece essa luta, com certeza eu farei.

 

Quem você aponta como o adversário mais duro na categoria para sua próxima defesa de cinturão?

 

Não acho que tenha um adversário mais duro e sim vários lutadores bons, duros, que estão galgando o mesmo espaço.

 

Como você vê o fato de alcançar o recorde de oito vitórias consecutivas de Royce Gracie e John Fitch no UFC?

 

É legal. Graças a Deus o trabalho que estamos desenvolvendo está dando certo.


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