Fechando 2008 com três vitórias nas vezes em que pisou nos ringues, Rogério “Minotouro” Nogueira não tem do que reclamar. Voltando ao Japão após mais de um ano do fim do Pride, Minotouro derrotou Moise Rimbon na decisão dos juizes, mas se engana quem pensa que o casca-grossa só quer saber de descanso. Com luta marcada para o dia 24 de janeiro, contra Vladimir Matyushenko na segunda edição do Affliction, Rogério conversou com a TATAME sobre a estréia no Sengoku, a volta à Terra do Sol Nascente e a preparação para a revanche contra Vladmir, para quem perdeu em 2002. Confira abaixo a entrevista completa com o lutador.
Como foi a sua luta no Sengoku?
Achei a luta boa, mais uma vitória, lutei bem, fui superior tanto em pé quanto no chão, nas quedas, mas não fiquei tão feliz por não ter finalizado. Ele recuou muito, não veio para cima para que eu conseguisse as quedas e finalizasse. Ele ficou chutando muito e correndo pra trás, muito omisso de tentar nocautear, tentou levar a luta pra perder por pontos.
Porque você acha que ele entrou assim, para evitar o chão?
Com certeza. A tática dele era ficar em pé e usar o Muay Thai, chute e soco, mas quando viu que eu bloqueei tudo ele ficou sem plano “B”, não queria ir para o chão e depois queria dar queda, mas eu defendi tudo também. A tática dele era essa, mas viu que eu defendi e entrei bem na mão, então ele começou a andar pra trás.
Qual foi a sensação de voltar a lutar no Japão? Como foi a recepção dos fãs?
Japão é como se fosse a minha segunda casa, fiz minha carreira lá por quase oito anos e é emocionante poder voltar ali, os fãs, aquele calor... A galera adora muito as lutas, sinto que eles entendem muito da luta no chão, entendem o que está acontecendo, admiram o lutador como um samurai mesmo, a verdadeira essência da arte marcial, e poder voltar e mostrar o meu trabalho, que eu estou melhorando e aprimorando, não só tecnicamente como fisicamente. Estou numa grande fase, estou com três vitórias esse ano e se Deus quiser vou lutar no ano que vem de novo, lutar no Japão é gratificante.
O Sengoku deve realizar um GP dos meio-pesados ano que vem. Você pretende participar?
Não sei, não tive proposta ainda, depende da negociação. Se eu puder conciliar as lutas lá e nos Estados Unidos vou fazer com certeza. Tem muitos lutadores dos Estados Unidos que estão no Sengoku também, e acho que se eu puder conciliar seria interessante.
Qual o seu próximo compromisso agora?
Vai ser no Affliction no dia 24 de janeiro, vou enfrentar o Vladimir Matyushenko.
Você já o enfrentou em 2002... Qual o plano para esta luta agora?
O cara é do Wrestling, já lutei com ele e perdi, mas vou ter a revanche. Não tinha treinado nada para essa luta, fui chamado uma semana antes, não sabia nem quem ele era... Ele ficou por cima me martelando o tempo todo, até encaixei um arm-lock mas ele conseguiu sair, e dessa vez estou muito mais treinado e sou muito mais lutador do que naquela época. Estou mais confiante e agora vai ser diferente. Eu já vinha treinando para ele desde outubro, quando o evento foi cancelado.