Depois de dar show na faixa-marrom ao lado do irmão Guilherme, Rafael Mendes estreou na faixa-preta garantindo mais um título para o currículo. No Abu Dhabi Pro, que rolou este mês em Porto Alegre, o faixa-preta deu show e mostrou que ainda tem muito a mostrar, depois de vencer nomes como Mário Reis e Michel Maia e ainda garantir uma vaga na seleção brasileira que competirá no Asian Super Cup, nos Emirados Árabes, em dezembro. Em entrevista à TATAME, Rafael falou sobre a emoção da primeira conquista na faixa-preta, a expectativa para o evento nos Emirados e falou sobre o Brasileiro por Equipes. Confira abaixo a entrevista exclusiva com o atleta.
Como foi conquistar o primeiro titulo na faixa-preta?
Foi maravilhoso estrear em um evento como o Abu Dhabi Pro e ainda vencer feras como o Mario Reis, foi sem palavras. Eu estou muito feliz e ainda mais motivado a treinar, eu sempre fui determinado e mantive um foco, desde a faixa-amarela eu já sabia o nível que queria chegar e estou conquistando isso aos poucos, isso é só o começo se Deus quiser.
O que achou do seu desempenho neste Abu Dhabi Pro?
Foi perfeito. Eu luto pra finalizar, luto pra frente, só que a redução do tempo e a estréia em uma categoria nova, entre caras mais experientes, me forçaram a criar uma estratégia. Lutei todas as lutas com o placar na frente o tempo todo, a estratégia que eu, o Ramon (Lemos) e o André (Galvão) criamos para mim foi perfeita, deu tudo certo. Quero agradecer toda a galera da academia, que são fundamentais no meu treinamento, meu preparador físico Thiago Mendes, que usa o método treinamento de resultado, do Studio Personal, o Ramon e o André, somos realmente uma equipe, somos muito unidos.
Na sua categoria tinham, além de você, seu irmão e o (Bruno) Frazatto. A derrota deles antes da sua luta mexeu com você de alguma forma? Isso te motivou mais ou ficou um peso maior nas suas costas?
Eu realmente não esperava a derrota deles, eles estavam tão bem quanto eu, mas luta é luta, não se ganha todo dia, são grandes campeões e vão fazer muita história nessa categoria, podem escrever isso. A derrota do Bruninho me surpreendeu demais, mas essas coisas acontecem, todo mundo tem seus altos e baixos, e ele está entre os melhores e todo mundo sabe disso. Meu irmão estava tão bem quanto eu e fez uma das melhores lutas que eu vi no evento contra o Marcelino, acho que ele errou na estratégia, mas ele lutou pra finalizar a luta o tempo todo, quem estava lá viu, mas acabou perdendo por dois pontos. Mas ele sabe avaliar a derrota e vai corrigir pra ganhar no próximo. Nossa meta era que um de nós ia vencer a categoria, tínhamos que levar esse titulo pra casa, e o objetivo foi concluído.
Você enfrentou duas das maiores pedreiras da categoria, Mário Reis e Michel Maia. O que achou deles e o que representou para você uma vitória sobre eles?
O Mario é realmente muito bom, tinha uma torcida enorme a favor, mas eu sabia que não podia me intimidar, a responsabilidade de ganhar era toda dele, eu fiz o que meu técnico Ramon Lemos planejou, fiz a estratégia correta, e graças a Deus deu tudo certo. A final com o Michel Maia também, eu trabalhei minha cabeça pra esquecer tudo que tinha feito até ali, e só pensava uma coisa, que se eu ganhasse aquela luta eu ia ser campeão. E nossa meta era essa, ser campeão. Então o Ramon me chamou, conversou comigo e me encheu de confiança, eu sabia que eu podia ganhar, o Michel também é muito bom, esta sempre nos pódios das principais competições no leve, mas eu acreditei no meu Jiu-Jitsu e caí pra dentro. Para mim essa vitória representou a consagração do meu trabalho neste ano.
Você vai lutar o Brasileiro de equipes?
Não sei ainda, nós estamos estudando isso. Eu vou lutar o Asian Cup e a equipe vai focar pra me ajudar a vencer este evento. Se nós lutarmos, provavelmente a equipe vai ser, eu, meu irmão Guilherme Mendes, Bruno Frazatto, Gilbert Durinho, e um faixa-marrom que está muito bem, Rodrigo Caporal, e esperamos sempre a vitória.
O que espera do Asian Cup em dezembro?
Espero representar muito bem o Brasil e minha equipe, acho que é quase impossível estar mais complicado que a seletiva, mas minha disposição e cabeça é a mesma em todo campeonato, esqueço tudo que fiz e luto como se fosse o primeiro. É um sonho lutar lá e não vou desperdiçar, vou para trazer este titulo se Deus quiser.