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Demian Maia domingo, 16 de novembro de 2008 - 16:43:47 Por Guilherme Cruz

Pela quarta vez pisando no octagon do UFC, Demian Maia provocou uma sensação de déjà vu nos fãs de MMA que acompanharam suas outras lutas. Conquistando a quarta vitória por finalização no Ultimate, desta vez sobre Nate Quarry no UFC 91, que rolou na noite de ontem (15) em Las Vegas, o paulista chegou a dez vitórias em uma carreira perfeita no MMA, se firmando como um dos grandes nomes do peso médio do evento. Se preparando para embarcar de volta ao Brasil, Demian conversou com a TATAME sobre a excelente vitória, o desafio feito ao inglês Michael Bisping, a possibilidade de ser treinador no The Ultimate Fighter 9 e fez uma análise das lutas do evento.

 

Como está a comemoração por mais uma grande vitória no UFC?

 

Está tranqüilo, agora já é passado. Estou no aeroporto para voltar ao Brasil. Está tudo ótimo, agora só estou pensando em voltar para o Brasil. Já estou aqui há mais de um mês e estava desesperado para voltar.

 

O que você achou da luta?

 

É mais uma a caminho do que eu quero, ser o melhor da categoria. Graças a Deus o trabalho está dando certo, estou dando poucas aulas e cada dia sou mais profissional. Sempre treinei muito, mas estou dando poucas aulas, com vida de atleta mesmo. Desde a minha última luta com o Jason (MacDonald) evoluí bastante na trocação e nas minhas deficiências, fazer meu Jiu-Jitsu e acho que vai dar tudo certo.

 

Pela primeira vez você venceu no UFC e não ganhou o bônus extra de finalização...

 

É, mas o Dana White deu um presentinho por fora...

 

No final da luta você disse que gostaria de enfrentar o Michael Bisping. Você acha que seria uma boa luta para crescer no UFC?

 

Eu acho. Ele está com uma popularidade alta, é um bom cara para lutar agora e acho que seria uma boa luta. Não quer dizer que vou ganhar, mas ele já lutou com vários caras e sempre luta bem, mas eu acho que seria uma boa luta para a minha carreira. Preciso disso, de lutas boas e acho que essa hora chegou.

 

Como você acha que seria uma luta contra ele?

 

Ele é um cara de luta em pé mais do que no chão, mas não é bobo. Eu acho o de sempre, ele vai tentar manter em pé, fugindo do chão, e eu botando pra baixo e fazendo meu Jiu-Jitsu, tentando finalizar.

 

Estão rolando uns rumores sobre você ser o próximo técnico do The Ultimate Fighter 9... Foi falado alguma coisa com você sobre isso?

 

Chegaram a comentar, e acho que seria ótimo para mim. Isso é a melhor coisa que tem nos Estados Unidos. Eu aceitaria na hora, apesar de ter que ficar um tempo sem lutar. E acho até que um dos caras vai ser o Bisping.

 

O que você achou das outras lutas do UFC 91?

 

Achei que o Rafael (dos anjos) lutou super bem, mas deu azar no terceiro round. O (Gabriel)  “Napão” foi muito bem, e sempre que ele está bem eu gosto. E o Randy (Couture)... Eu gosto dele, o Robert (Drysdale) treina com ele lá e o Comprido com o Brock (Lesnar), é até engraçado, dois da minha equipe, mas achei que estava mais para o Randy essa luta. O cara (Lesnar) é muito bom, pesado, não é bobo e com certeza não é uma luta fácil pra ninguém.

 

Ele agora vai enfrentar o vencedor da luta entre Rodrigo Minotauro e Frank Mir... Quem você acha que passa nessa?

 

Isso eu prefiro nem comentar... O Frank me deu a maior força para ser técnico dele (no The Ultimate Fighter 8), eu adoro o Minotauro e nem gosto de comentar essas coisas. Vou estar no fim do ano na luta do Wanderlei (Silva) e vou ver a deles também, mas é complicado, gosto muito dos dois.

 

Quer mandar um recado para o pessoal que te ajudou para essa luta?

 

Quero agradecer aos meus treinadores André Lopes, Rafael Alejarra, ao Wanderlei Silva, que me deu uma força... Não é porque é o Wanderlei que estou falando o nome dele, ele me ajuda muito, puxa meu treino, uma coisa que quem conhece ele fala que nunca fez isso pra ninguém, e me dá uma ajuda impressionante. Meus alunos no Brasil que me ajudaram muito também.


Confira o Arquivo UFC
 
 
     

 



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