Líder da Gordo Jiu-Jitsu, Roberto Gordo está mais do que satisfeito com o desempenho da equipe no Brasileiro por Equipes. Superando a favorita Alliance e levando o título entre os pesados em parceria com a Ryan, Gordo falou com a TATAME sobre o título, o diferencial da equipe e comentou as constantes mudanças nas equipes no Jiu-Jitsu, abrindo cada vez mais espaço para as equipes menores. Confira abaixo a entrevista completa com Roberto Gordo, que ainda comentou a estréia de Rafael dos Anjos no UFC, quando acabou derrotado por Jeremy Stephens no dia 15 de novembro (UFC 91).
Enquanto você estava no UFC, sua equipe se uniu com o Ryan e saiu campeã entre os pesados. O que achou do resultado?
Achei ótimo. O (Braga) Neto veio dos Estados Unidos só para lutar o campeonato, estava se sentindo bem e isso animou os garotos mais leves. Apesar de ser o mais novo, ele é o mais pesado e veio liderando a equipe. Eles estavam com muita vontade justamente por não serem os favoritos.
Essa vitória mostra que o carro chefe da equipe é mesmo o Jiu-Jitsu?
Meu carro chefe sempre foi o Jiu-Jitsu. Temos um pessoal da equipe de MMA que treina e estamos tentando buscar espaço aí também, mas minha equipe sempre foi de Jiu-Jitsu.
Mesmo sendo uma equipe pequena, você conseguiu esse ano excelentes resultados no Jiu-Jitsu. Qual é o diferencial da Gordo JJ?
É aula mesmo. Dou aula há 17 anos sempre focado no Jiu-Jitsu. Algumas equipes tiraram o foco do Jiu-Jitsu e algumas equipes grandes relaxaram um pouco, então abriu espaço pras outras equipes chegarem junto também.
O que você acha que está acontecendo com as outras equipes, que vem rachando e perdendo seus principais atletas?
Na realidade é difícil uma equipe grande permanecer junto. Os caras acabam se separando, cada um pensa de uma maneira e isso é uma tendência das equipes, se separar e ficar menores. Eu mesmo, há dois anos, era da Gracie Barra, mas sempre tive a minha academia, e hoje tenho a equipe sozinho e acho que isso é uma tendência.
O que fazer para que isso não aconteça?
Eu acho que é até bom, porque vão ter mais equipes. Um campeonato como esse Brasileiro foi mais movimentado, estava morto há dois anos, só tinha a Gracie Barra, Nova União e a Alliance. Quem não tinha equipe grande não entrava. Hoje tem equipes menores como a Checkmat, todo mundo com várias equipes e o campeonato fica mais movimentado.
Na sua opinião, quais são as equipes mais fortes do Jiu-Jitsu atualmente e por que?
Eu acho que a equipe mais forte, que vem provando isso no ano, é a Alliance, porque é uma equipe grande e com um trabalho técnico bem feito também. Com a separação do Léozinho da Brasa e a Checkmat vai equilibrar um pouco, aí vamos ver o que vai acontecer, mas a Alliance continua sendo uma equipe forte.
Como você vê o surgimento de novas equipes e as constantes mudanças de atletas de equipe?
Acho bom, porque vai obrigar as grandes a correr atrás, não se acomodarem. Vi esses dias na TATAME que o André Galvão já fez uma equipe também, e a tendência agora é essas equipes de pequeno e médio porte darem uma subida pra equilibrar um pouco.
E o que você achou da estréia do Rafael dos Anjos no UFC?
A luta estava excelente, tudo perfeito. Sabíamos que ele (Stephens) era perigoso, um striker, mas no terceiro round tomou uma porrada e perdeu. Mas apesar de tudo, devido à luta ter sido boa e sabermos que vamos ter outra oportunidade, foi uma boa experiente para o Rafael, aprendemos com a derrota também.
O que ele poderia ter feito diferente?
Ele poderia ter finalizado no omoplata quando teve a chance, o cara até falou depois da luta que machucou o ombro. Ele teve a oportunidade e deixou escapar, e o cara, quando teve, conseguiu...
Como foi a receptividade do pessoal do UFC depois da luta?
O Rafael ainda não é conhecido do público americano, mas o UFC recebeu bem a luta, gostaram, e o público gostou da luta também, acharam boa.
Já foi falado alguma coisa sobre a próxima luta?
Não, ainda não. Falei com o Joe Silva e ele me garantiu que volta, mas não falou nada específico.