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Assuério Silva domingo, 21 de junho de 2009 - 17:45:01 Por Marcelo Alonso

Depois de enfrentar grandes nomes do MMA mundial no UFC e Pride, como Tim Sylvia, Aleksander Emelianenko, Brandon Vera e Cheik Kongo, e não lutar desde setembro de 2008, Assuério Silva está voltando com todo vapor aos ringues nacionais. De olho em novas oportunidades no exterior, Assuério está com luta marcada em dois eventos e abriu uma nova academia. Em conversa com a TATAME, Assuério falou sobre as lutas, o começo da academia Total Punch, os treinos com Shogun e relembrou os melhores momentos da sua carreira. Confira abaixo a entrevista exclusiva com o peso pesado.

 

Eu soube que você esteve treinando com o Shogun... Aonde você está agora?

 

Agora eu vim para São Paulo. Estava em Curitiba, onde estamos construindo uma rede de academias e a matriz é lá, temos aqui em São Paulo, em Campo Largo. Também estamos nos espalhando pelo Brasil com diversas academias, então fiquei um tempo parado aí, desde minha última luta do Jungle, e agora estou retornando de novo. Eu estive treinando com o Shogun e o Murilo Ninja e, com certeza, esses treinos vão continuar, porque eu vou estar aqui em São Paulo, mas vou estar em Curitiba também. Quando eu estiver em Curitiba, vou estar com eles, pois são uns camaradas que eu me dou bem. A intenção é estar treinando com eles para uns ajudarem os outros, mas minha parte agora vai ser mais aqui em São Paulo.

 

É verdade que você vai fazer um evento de Muay Thai? Que evento é esse e com quem você luta?

 

Estive rodando pelo Brasil, estou consciente que tenho que refazer minha carreira de volta. Não fui muito bem no ano passado em algumas competições, tive algumas lesões... Estou com uma turnê de lutas pelo Brasil e eu vou continuar lutando tudo. A minha primeira luta é dia 5 de julho contra o Brandão, que treina com o Vitor Miranda, em um evento que vai rolar em Curitiba, um evento grande na Máster Hall. Vou fazer uma luta de Muay Thai no peso pesado, evento principal da noite... Vai ser um evento que vai ter Vale-Tudo, Boxe... Tenho uma luta marcada no Jungle, tenho outra luta de Muay Thai em agosto, num evento que a Fairtex está fazendo aqui em São Paulo, tem outros eventos também com o Carlão Barreto e por aí vai. O Wallid vai fazer três Jungle Fight aqui em São Paulo e, nesses três eventos, já tenho garantida a minha participação, e tem outras lutas que estou para marcar, em Fortaleza, Natal, e esses eventos vão ser a vitrine para eu voltar ao topo no mundo da luta.

 

Você já lutou no Pride, UFC e nos maiores eventos internacionais. Quando é que seus fãs vão te ver de volta no cenário internacional?

 

Espero que em breve... Tenho algumas propostas para eventos internacionais, mas, no ano passado, não levei sorte. Tinha assinado com alguns eventos que faliram, tipo o HCF, o EliteXC, mas meus empresários estão correndo atrás disso, de umas lutas internacionais para mim, mas, antes disso, preciso passar por essa reciclagem. Primeiro, tenho que fazer essas lutas aqui pelo Brasil e aparecer na mídia para concretizar esse contrato internacional, estou aguardando.

 

Você que esteve treinando com o Shogun. Como você vê essa volta dele contra o Lyoto?

 

Na verdade, eu só cheguei a treinar uma vez com ele, o Ninja e outra rapaziada nas outras vezes que eu fui. O Shogun é sem palavras, um atleta espetacular e vai ter uma luta dura pela frente, contra o Lyoto. Não tem como eu arriscar um resultado, os dois são brasileiros e é uma pena eles estarem se enfrentando tão cedo. Acho que deveriam rolar mais outras lutas antes desse confronto, mas eu desejo boa sorte para os dois, pois, além de serem brasileiros, são muito gente fina.

 

E com relação ao Fedor, você vê alguém para ganhar dele?

 

O Fedor é encrenca, né, cara? Ele é o cara a ser batido e, sinceramente, não vejo ninguém para bater nele, mas luta é luta. Você sabe como é luta de peso pesado, é aquele esquema. Entrou um soco, encaixou direitinho, caí, não tem como.

 

E o Wanderlei, o que você acha dele nessa nova categoria? Acha que é melhor ele lutar até 84kg ou 93kg?

 

É difícil falar, é uma coisa que ele tem que sentir. Eu já tentei baixar para 93kg, mas é difícil, porque eu sou um peso pesado baixo, é difícil esse negocio. Eu consegui baixar para 97kg, fiquei muito magro... Acho que ele tem que passar por uma fase de adaptação e acho que ele tem tudo para arrebentar nessa categoria, porque ele é um cara forte e vai ficar mais rápido. Torço por ele, o cara é um espetáculo.

 

Como está o seu cartel? Qual foi a luta que mais marcou sua carreira?

 

Já estou com 48 lutas profissionais, tirando as amadoras no nordeste, na época em que não existiam luvas. Nessas lutas, eu tive três derrotas no UFC, uma no Pride e uma no Jungle. Minha luta mais marcante foi contra o Fierro, na Paraíba. Nós saímos na mão por 28 minutos direto, sem uso de luvas, foi muita porrada. Tomei muita porrada do negão, tomei um soco no olho e lutei com o olho esquerdo praticamente fechado. Foi muito marcante, e eu me recordo até hoje porque foi uma verdadeira guerra, até que, aos 38 minutos de luta, eu consegui encaixar um mata leão e finalizar aquela luta. O nível técnico não foi tão apurado quanto é hoje, eu estava fazendo 18 anos, estava em fase de crescimento, mas marcou mesmo.

 

Quando é que você e o Shogun voltam a treinar juntos?

 

Eu vou manter o contato com o Shogun e estou fazendo um contato com o Cunha, mas soube que ele não se acertou bem com o Shogun e voltou para os gringos, não sei como está. Eu vou manter agora o contato com o Shogun. Como vou ter essas seletivas de lutas, pretendo estar com ele bastante lá, assim como minha academia aqui em São Paulo, a Total Punch está de portas abertas para ele. Essa semana estou entrando em contato com ele e trocando essa idéia.

 

Fale um pouco da Total Punch. Quem dá aulas de MMA e outras artes?

 

A minha academia fica na Rua João Pedro Cardoso, 363, perto do aeroporto de Congonhas. As aulas de Boxe são com o Peter Venâncio, o MMA é com o Daniel, que é meu sócio aqui na academia, o Jiu-Jitsu é com o pessoal da Lótus Club e a parte do Muay Thai sou eu que comando.


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