Foto Marcelo Alonso
Único atleta a defender o cinturão do Shooto em sete oportunidades, Alexandre “Pequeno” Nogueira não luta no evento desde 2005. Convocado para enfrentar Takeshi, atual campeão da categoria, o brasileiro está animado para voltar ao show que o consagrou. “Estou muito feliz de voltar ao Japão, o lugar onde comecei a lutar e vivi os melhores momentos da minha vida. Takeshi é um grande lutador, mas muitas pessoas acham que ele tinha que me enfrentar para provar que é o verdadeiro campeão, e estou honrado em ter essa oportunidade”, disse Pequeno, ao jornalista Marcelo Alonso.
Pronto para voltar ao Japão, o brazuca comenta o jogo do adversário. “O Takeshi é um lutador completo, é muito bom no Boxe e domina bem o ringue. As mãos dele são rápidas e ele é muito bom no contra-ataque. Na verdade, não vejo pontos fracos no jogo dele”, analisou, revelando como pretende vencer o japonês. “Mesmo sendo bom no chão, me vejo como um lutador melhor no chão. Vou trocar alguns socos e tentar colocá-lo no chão e encaixar a minha guilhotina”, garante o casca-grossa, que conquistou sete das duas 13 vitórias desta maneira.
Sem lutar desde junho de 2008, quando foi nocauteado por José Aldo no WEC, Pequeno reconhece que o tempo afastado pode ser favorável ao seu oponente, mas garante que seus treinos estão pegando fogo. “Estou treinando forte três vezes por dia para tornar isso um ponto positivo pra mim, estou sedento para fazer uma grande luta e, finalmente, ter a oportunidade de disputar o cinturão novamente”, disse, revelando que esta luta não será válida pelo título. “Se eu vencê-lo, me darão a oportunidade pelo cinturão”.
PEQUENO QUER REVANCHE CONTRA ALDO
Além da vitória no Shooto, Pequeno sonha em vingar sua última derrota, para Aldo. “Quando o enfrentei no WEC 34, há um ano, estava com sérios problemas pessoais, minha cabeça não estava boa. Gostaria de enfrentá-lo novamente na minha melhor forma”, revela, apontando José Aldo entre os melhores da categoria, ao lado de Mike Brown e Takeshi.
Dividindo o tempo entre os treinos e a família, Pequeno conta que seu filho, Kayque Nogueira, de apenas dois anos, já está se apaixonando pelas lutas. “Já comecei a mostrar as minhas lutas para ele, e ele está adorando”, conta. E o filho já está mostrando que leva jeito para a coisa, mas o pai tenta controlar. “Já tive problemas com ele na escola, porque quando alguém fazia alguma coisa que ele não gosta, ele gostava de pegar as crianças na guilhotina... Agora, estou explicando a ele que isso é o pai dele quem faz, e só pode ser feito no ringue”, finalizou.