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Paulo Filho terça-feira, 08 de dezembro de 2009 - 18:00:01 Por Erik Engelhart

Após duas lutas em menos de um mês, Paulão Filho voltou a se apresentar abaixo do esperado, mas o período afastado o fez rever as coisas erradas e tirar as lições para o retorno. E a volta ao octagon já tem data marcada: 12 de dezembro, contra Tatsuhiko Nishizaka, no Bitetti Combat 5. Em entrevista à TATAME, Paulão falou sobre a expectativa para o recomeço, as vaias sofridas na sua última luta, a recuperação e muito mais.

 

Como estão os treinamentos, você está no ritmo?

 

Estou voltando firme agora. Tive mais uma crise de depressão, enfim... Não estou me justificando, são coisas que acontecem na vida e a gente tem que passar por isso. Existem coisas piores, pelo menos não é um câncer, uma AIDS, então dá para a gente resolver.

 

Você conhece o japonês que irá enfrentar no Bitetti Combat?

 

Não conheço, nunca ouvi falar, mas não desrespeito, tem uma turma nova chegando arrebentando e eu vou lutar para valer. Vai ser uma categoria melhor para mim, vou lutar até 88kg. É um peso bom, porque vou ficar veloz e não vou perder a minha força. Tomara que Deus me abençoe e eu possa ganhar bem essa luta para pegar o ritmo e ano que vem poder estourar novamente.

 

O que a galera pode esperar do Paulada nessa volta?

 

Eu não quero iludir ninguém dizendo que eu vou voltar 100%, por que eu estaria  mentindo, mas vou estar bem melhor. Na luta anterior eu não lutei bem, não havia treinado e a minha cabeça estava muito ruim, eu fui para cumprir o meu compromisso, porque eu não gosto de fugir de compromissos. A escola Carlson Gracie sempre pregou esse lema, então eu fui mais por isso, mas dessa vez eu aprendi a lição e vou para finalizar.

 

Por mais que você não tenha lutado bem, você venceu. As vaias que você sofreu te magoaram?

 

Realmente foi uma coisa que me entristeceu muito, você vencer uma luta no seu país e ainda ser vaiado. Eu não fico com raiva nem ódio, apenas fico triste.

 

Você acha que o brasileiro é muito impaciente com seus ídolos, Por que acha que isso ocorre?

 

Nós somos um país de momento, não temos passado e o futuro talvez, é aquela história nego te levanta em uma luta e já te condena em outra, esquecem o que o atleta já fez. Se eu venho de dez derrotas e ganho de um Anderson Silva, viro o melhor do mundo. Nós, atletas, temos que saber disso, que somos pessoas comuns, normais, apenas tivemos sorte de ter aprendido alguma arte e levar a sério a ponto de conseguirmos fazer uma diferença e o resto é muito treinamento e fé em Jesus Cristo.

 

Mesmo não estando nas condições ideais, o coração do guerreiro vai estar firme e forte...

 

Isso com certeza, coração é uma coisa que nunca faltou em mim e nunca vai faltar, herança do Carlson Gracie. Como eu gostaria de ter tido a oportunidade de conversar mais com ele para trocar mais informação, mas foi o suficiente, ele foi uma personalidade que fez eu me tornar um guerreiro. Independente de preparação ou não, eu não fujo do meu compromisso, lutar é a minha vida e eu dou muito valor a isso.


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