Por Erik Engelhart
Fotos Erik Engelhart
A arte suave invadiu o Distrito Federal no último domingo (13). O Open Brasília de Jiu-Jitsu (FBJJ e CBJJE) ferveu o Ginásio Asa com um bom nível de lutas, destaque para o absoluto faixa-preta, onde quinze atletas entraram na disputa pela moto, prêmio oferecido ao campeão e que foi para as mão de Gilmar Oliveira, da Gracie Barra. Na faixa-marrom, quem roubou a cena foi o atleta local “Luizinho” Roberto, da equipe Juquinha, que finalizou todos os seus adversários, tanto no peso quanto no absoluto, e recebeu ainda no pódio, a faixa-preta das mãos do mestre Juquinha. Na classificação geral por equipes, a campeã foi a equipe Juquinha, seguida pela CEI Jiu-Jitsu e Nova União.
Roney Silva, Presidente da FBJJ, fez um balanço da competição: “nossa Federação é nova, estamos completando dez meses e graças a Deus estamos conseguindo fazer eventos como esse, onde vieram faixas-pretas de fora de Brasília e fechamos com chave de ouro. A Federação está com essa bela estrutura, fazendo um evento de excelência. Brasília era meio apagada no cenário do Jiu-Jitsu, só se falava em Rio e São Paulo, mas agora temos mais um estado competindo e crescendo a cada dia”, comentou Roney, adiantando que o Pan-Americano de Jiu-Jitsu (CBJJE) vai ser em Brasília, ao invés da Bahia.
“O presidente Moisés Muradi nos adiantou que dia 22, 23 e 24 de outubro vai acontecer o Pan-Americano de Jiu-Jitsu em Brasília, é mais uma conquista de Brasília. Fizemos um grande trabalho que foi reconhecido e temos uma boa estrutura aqui e deu para gente esse Pan. Vamos ter mais novidades, vai haver premiação e eu devo dar mais uma moto”, finalizou o presidente. Confira abaixo os detalhes das principais disputas:
GILMAR ANDRADE BRILHA NO ABSOLUTO
O atleta da Gracie Barra começou sua caminhada rumo ao título, diante de Rafael Crisostomo (Nova União), derrotando-o nas vantagens em uma luta bastante amarrada. Na sequência, o casca-grossa não teve dificuldades para abrir uma vantagem de 10 a 0 e finalizar Daniel Calil (Constrictor Team). Na semi-final, Gilmar enfrentou o duro paulistano Marcelo “Ramones” Coppa (Lotus), que vinha fazendo grandes combates até então. Os atletas fizeram uma luta acirrada, até “Ramones” dar bobeira com o pé, onde foi finalizado.
Na grande final, Gilmar enfrentou o duro Denis Gomes (Constrictor), que derrotou Bruno Ramos (Nine Nine), Nielsen Nunes (Gracie Barra) e Thiago Pereira (Juquinha), que havia o vencido na final do Brasiliense desse ano. O combate foi muito disputado e decidido por uma raspagem a favor do faixa-preta da Gracie Barra, que não esperava faturar a moto, já que estava há dois meses sem treinar e foi inscrito na última hora por companheiros de equipe.
“Esse título foi uma dádiva de Deus porque faz dois meses que eu não treino, pois estou trabalhando direto. Eu sou Vigilante e, normalmente, treino no intervalo do trabalho, mas como eu cobri as férias de um companheiro, isso tirou todo o meu tempo de treino, ainda mais com a faculdade me sugando no final de semestre. Isso tudo acabou me arrebentando e eu não me inscrevi, o pessoal que me colocou de última hora e foi uma surpresa ter chegado onde eu cheguei, vou poder fazer um natal melhor, a família agradece”, comentou o campeão.
LUIZINHO ROUBA A CENA NA MARROM
Campeão europeu (CBJJ) em 2009, o brasiliense Luiz Roberto fechou o ano com chave de ouro. O casca-grossa finalizou todas suas lutas, no peso e no absoluto. Em sua categoria, o peso-pesado finalizou Luiz Danúbio (Cia Paulista) com um justo triângulo e na final finalizou André Luiz (Nine Nine) com um estrangulamento pelas costas. “Eu me aventurei nessa categoria, porque na realidade eu sou mais leve, lutei com atletas muito fortes, mas graças a Deus deu tudo certo”, disse o casca-grossa.
No absoluto, a primeira vítima de Luizinho foi Robson de Oliveira (Tannuri Jiu-Jitsu), que acabou finalizado com um estrangulamento, depois de estar perdendo por 10 a 0. O faixa-marrom de Juquinha enfrentou Gean Carpegiano (Juquinha) na final, e adivinhe o que aconteceu? Finalizou mais um com um estrangulamento pelas costas. Emocionado, o faixa-marrom, agradeceu a Deus pela conquista e, ainda no pódio, chorou de felicidade ao ser congratulado com a faixa-preta, diretamente das mãos do seu mestre, o Juquinha.
“Eu já conquistei muitos títulos esse ano, mas infelizmente estou atrás de patrocínio, porque eu ainda não tenho, gostaria de agradecer as pessoas que me apóiam como a Body work, Loja Leader, Academia Cia de Lutas, minha família , meu professor Admilson Brites e em primeiro lugar a Deus, porque foi ele que me honrou”, desabafou o mais novo faixa-preta. Confira os resultados completos do Open Brasília de Jiu-Jitsu no site www.fbjjdf.com.br.