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Falaniko Vitale sábado, 06 de fevereiro de 2010 - 18:05:01 Por Guilherme Cruz

Com mais de 10 anos de carreira, Falaniko Vitale está treinando forte para tentar segurar o brasileiro Murilo “Ninja”. Escalado para enfrentar o curitibano no Shine, nos Estados Unidos, o havaiano conversou com a TATAME sobre a expectativa para o confronto e revelou como começou a lutar MMA, falando sobre os treinos com BJ Penn no Havaí, as experiências no UFC e muito mais. Confira abaixo o papo exclusivo do casca-grossa com a TATAME.

 

Como estão os treinos para a estreia no Shine?

 

Está ótimo, estou treinando muito.

 

O que você espera da luta contra o Ninja?

 

Acho que vai ser uma grande luta. Nós dois damos tudo de nós nas lutas. Lutamos contra muitos atletas duros e temos muita experiência. Será uma guerra, definitivamente.

 

Ninja já foi considerado um dos melhores da categoria. Como você se sente enfrentando um atleta tão renomado?

 

Tenho muito respeito pelo Ninja, ele é incrível no que faz. Eu o considero um dos melhores lutadores do mundo, é uma honra enfrentar um cara tão consagrado como o Ninja.

 

Você já enfrentou caras como Robbie Lawler, Matt Lindland, Yushin Okami... Você acredita que ele será o seu desafio mais complicado?

 

Ele é muito diferente da maioria dos caras que já enfrentei. Cada lutador que lutei era forte em algum ponto, mas o Ninja é um cara balanceado. Não sei se ele será o mais duro, mas definitivamente é um oponente duro.

 

Você não luta desde 2008... Por quê?

 

Dei um tempo. Lutar por 10 anos é complicado. Queria manter o meu foco na família e procurei estudar sobre o esporte. Treinei estilos diferentes e vou voltar à minha base no Jiu-Jitsu.

 

Você acredita que este tempo parado será ruim?

 

Não acho... Estive cuidando muito de mim. Ajudar outros lutadores a se preparar para as lutas me manteve em forma, acho que isso não será um problema.

 

Grande parte das suas lutas aconteceu no Havaí. Como você decidiu começar no MMA?

 

Essa é uma longa história, mas vou tentar resumir. Fiquei interessado pelo esporte quando vi Royce Gracie batendo todos aqueles caras maiores que ele nos primeiros UFCs. Queria ser como Royce. Após jogar futebol americano profissionalmente, meus amigos me apresentaram a um cara que treinava com Relson Gracie em 1996. Treinei Jiu-Jitsu com Kelly Matsukawa por alguns anos, e esses treinos me levaram à minha primeira luta, em 1999. Eu não me sentia pronto, mas como sou bastante competitivo eu queria tentar. Após o árbitro levantar a minha mão, eu fiquei balançado (risos).

 

A sua família apoiou essa decisão?

 

No começo eles pensaram que eu era maluco, mas depois de me assistir lutando eles viraram meus maiores fãs.

 

Quando falamos de MMA no Havaí, o BJ Penn sempre vem na nossa cabeça. Você o conhece?

 

Conheço bem o BJ, treinei com ele na sua academia durante um tempo, mas ele mora em Big Island e eu moro em Oahu. Infelizmente, não pude treinar mais com ele, mas eu definitivamente treinaria se pudesse.

 

Como os treinos com um cara como o BJ te ajudaram?

 

Tenho treinado com caras de diferentes escolas, como Eric Kiahi, Chris Leben, Brandon Wolf, Scott Junk. É difícil ter qualidade de treino aqui no Havaí porque temos recursos limitados, mas isso não importa para nós. Conseguimos o que queremos com o que temos, nós só juntamos nossos conhecimentos e treinamos forte.

 

Em dez anos de carreira, você já lutou em eventos como UFC e Strikeforce. Qual foi o melhor momento da sua carreira?

 

Minha carreira teve seus momentos... Eu agradeço a Deus por me dar o talento de lutar e competir, jogando sua graça e me mantendo bem, saudável. Estou feliz por ter lutado no UFC e Strikeforce.

 

Quais são os seus objetivos hoje?

 

Vou levar uma luta de cada vez, não sei o que vai acontecer. Mas, se tudo der certo, quero competir no nível mais alto. Quem sabe uma chance pelo cinturão no Strikeforce ou UFC.

 

Fique à vontade para mandar uma mensagem aos seus fãs...

 

Queria mandar um “aloha” para todos os meus fãs, familiares e amigos pelo apoio, especialmente meu senhor Deus que tornou tudo isso possível.


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