Um dos líderes da American Top Team, Ricardo Libório visitou o Brasil para acompanhar o Bitetti Combat e aproveitou para bater um papo com a TATAME. Na entrevista, Libório falou sobre as novidades da equipe e negou os rumores de racha. Confira abaixo o papo exclusivo, em que o faixa vermelha e preta aposta em Thiago “Pitbull” como próximo postulante ao título do UFC.
Você veio só para ver a garotada lutar ou vai passar um tempinho aqui no Brasil?
Eu vim aqui a convite do Mestre Índio para acompanhar os garotos e dar um suporte emocional. Assistir aos garotos lutando é algo que me dá muita emoção. Eu acompanho o trabalho do Parrumpinha, Gesias e todo mundo contribuiu na vitória dos garotos e vim curtir um pouco desse Brasil, né? São muitas saudades.
Como anda o trabalho na ATT?
Estamos em um período de adaptação porque a equipe cresceu muito. Tem muita gente, é tudo uma questão de adaptar o trabalho aos novos instrutores para que as coisas funcionem, mas estão todos contribuindo da melhor maneira. Estamos indo bem, em 2010 as coisas vão ficar melhores. Perdemos alguns bons instrutores para a imigração, o que abalou um pouco, somado a alguns problemas pequenos que toda equipe tem, mas está tudo controlado, não existe racha nenhum e a equipe é forte e continua unida.
Algumas vezes temos que tomar decisões como em qualquer empresa, e as decisões foram tomadas, não tem racha na equipe. Existem preferências por determinados treinadores ou treinamentos. Vários fatores externos também influenciaram na equipe, minha filha teve problemas físicos e passei por um período de um ano resolvendo situações, ela fez duas cirurgias no cérebro e ficou cega, foi um período muito duro. Isso me tirou um pouco da concentração nos treinamentos e o Parrumpinha assumiu, o Conan está lá, está tudo caminhando. A equipe crescendo, ninguém pode ser mais que a equipe. Não pode existir individualismo, a equipe que pensar diferente vai ter um tempo limitador, e não queremos isso. As coisas estão sendo resolvidas. É como uma grande família, os caras da primeira geração vão ser os coaches.
Quem você destacaria da equipe para ser o próximo desafiante ao cinturão?
O Thiago Pitbull tem uma luta bem dura agora contra o Jon Fitch, que é o segundo do mundo. O Pitbull é o terceiro do mundo e o ganhador é o contender para o cinturão, e essa é a luta mais importante que nós temos no momento. O Pitbull vem se recuperando de uma lesão no joelho e agora está com uma lesão no pescoço, mas parece que já está ficando bem e vai dar tudo certo. Lutadores de alto nível sempre vão estar com algum tipo de problema, mas a equipe está sólida. Temos problemas que se resolvem internamente, não vamos quebrar, principalmente porque o suporte financeiro da equipe não vem através dos lutadores e assim através da marca e da conquista de projetos que nós realizamos. A estrutura profissional da ATT foi muito bem formada e está bem administrada e isso ajuda muito. Outras equipes que perderam grandes lutadores que eram a fonte de dinheiro, tiveram um abalo.
Como é o esquema na ATT, tem que assinar contrato?
Todos têm que assinar contrato, não treinamos nenhum atleta que não seja contratado. Nós temos um período de treinamentos, é onde qualquer um pode aparecer, mas tem que se adaptar com a filosofia da equipe, tem que respeitar os limites que nós impomos, os limites do bom senso, saber conviver em equipe, saber respeitar a bandeira. Diferenças existem, não adianta, um quer treinar com esse treinador, outro quer treinar com outro. Numa equipe de 70 lutadores isso vai acontecer sempre, mas há organização e a equipe continua forte e crescendo. O que é o mais importante, de 2009 para 2010, a empresa American Top Team cresceu mais ainda e 2010 vai ser melhor ainda. Continuamos muito fortes, sem racha e com surpresas.