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Luana Alzuguir segunda-feira, 29 de março de 2010 - 17:53:01 Por Erik Engelhart

Após ser derrotada por Bia Mesquita na final da seletiva de Gramado para o Abu Dhabi Pro, Luana Alzuguir conseguiu carimbar o passaporte para os Emirados Árabes na seletiva que rolou no Rio de Janeiro, neste final de semana. Atual campeã mundial e campeã do ADCC, Luana foi o destaque feminino da competição na categoria até 63kg e faturou o ouro ao vencer Ana Maria Índia por 20x0 na final. Em um bate-papo com a TATAME, a faixa-preta comentou sua derrota para Bia e como mudou seu jogo, falou sobre como se adaptou às lutas de seis minutos e analisou a seletiva.

 

Na Seletiva de Gramado, o seu favoritismo de atual campeã acabou não prevalecendo e você acabou perdendo para a faixa-marrom Bia Mesquita. O que você tirou de aprendizado dessa derrota?

 

Na seletiva de Gramado eu fiz grandes lutas, mas infelizmente acabei perdendo na final para a Bia Mesquita. Essa vitória foi algo muito importante para o meu ano, porque eu precisava ajustar muitas coisas no meu jogo, tinha que correr atrás e essa derrota abriu a minha cabeça. Tive duas semanas para correr atrás e acertar bastante coisa. Mudei um pouco a minha cabeça em relação a estratégia e isso influenciou diretamente no resultado dessa seletiva do Rio de Janeiro, onde eu estava com a cabeça um pouco mais direcionada para o campeonato.

 

Qual o balanço que você faz da sua participação e do nível do campeonato?

 

Entrei bem confiante, fiz lutas duríssimas na seletiva aqui do Rio. O nível estava realmente altíssimo, muitas meninas boas, graduadas, faixas-marrons e pretas com um Jiu-Jitsu bem afiado. Graças a Deus entrei bem preparada, pude corrigir alguns erros e tudo deu certo em todas as minha lutas. Peguei meninas muito duras, mas consegui me destacar.

 

Na final contra a Ana Maria Índia você abriu um placar bastante elástico. Acredita que teria finalizado caso a luta fosse de dez minutos?

 

O objetivo é sempre finalizar, até porque esse é o objetivo do esporte. Se eu tiver que ganhar por apenas uma vantagem, que seja, mas eu entro no tatame sempre buscando a finalização. Eu não gosto do Jiu-Jitsu amarrado, procuro colocar ele sempre para frente, busquei isso o tempo todo e faltaram segundos para que eu desse uma puxada a mais.

 

Você acha interessante essas lutas de seis minutos?

 

Acho que é muito uma questão de estratégia, e lá em Gramado eu acabei me perdendo um pouco com isso. Acho que isso me prejudicou em Gramado. Aqui no Rio eu já consegui fazer um jogo mais cabeça e soube administrar esse tempo. Acho que tem suas vantagens a luta ter seis minutos, o jogo fica mais dinâmico, com menos amarração. O negócio fica corrido, você não pode parar um minuto.

 

Como está a ansiedade e a expectativa para lutar em Abu Dhabi?

 

As minhas expectativas são as melhores, meu objetivo inicial foi cumprido, que era conquistar a vaga para Abu Dhabi. Agora é treinar muito, já que é o que eu faço como profissão, e antes de tudo, é uma excelente oportunidade para o esporte e temos que agarrar. Vou lá, quero fazer o meu melhor. Vão estar muitas meninas duras, a única certeza que eu tenho é que não vai ser fácil, mas vou dar o meu melhor aqui nos treinos e lá na hora de lutar.


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