Após conquistar sua segunda vitória entre os pesos plumas no WEC 49, o faixa-preta Wagnney Fabiano quer alçar vôos maiores no octagon. Em entrevista exclusiva à TATAME, o casca-grossa comentou a vitória sobre Frank Gomez, na decisão unânime, falou sobre a expectativa para o futuro na categoria e comentou as vitórias de Renan Barão, Diego Nunes e Marlon Sandro no final de semana, mantendo o 100% de aproveitamento da equipe Nova União.
Mais uma vitória no WEC... O que você achou da sua luta?
Foi maneira, bem legal, ainda mais que os três da Nova União venceram... Só isso foi uma grande vitória pra gente, não estou pensando só em mim. Vitória é sempre vitória, para mim não importa como foi a luta. Não foi como eu queria, mas venci.
Como foi lutar na primeira edição do WEC no Canadá, país onde você mora há bastante tempo?
Foi legal, uma experiência maneira. A última vez que eu lutei aqui eu perdi (contra Jeff Curran, no APEX, em 2006), então voltei agora com vitória e foi bem gratificante.
Você desceu de peso e já venceu duas lutas. Qual a sua expectativa para o seu futuro no peso pluma?
As expectativas são as melhores possíveis, agora vão me colocar contra as paradas mais duras... Mas é isso, está na chuva é para se molhar... Não estou nem aí, vou enfrentar quem colocar na minha frente. Desde que não seja o (Renan) Barão estou tranquilo, pode vir qualquer um.
Você espera voltar a lutar nos card principais do WEC?
É... Lutei uma vez no card principal e agora me botaram no preliminar, mas não ligo pra isso. Logicamente, quando você luta no principal ganha mais grana por causa do patrocínio, mas eu quero é lutar, não estou nem aí se for “undercard”, não tem essa... Lutando e ganhando é o mais importante para mim.
O que você achou das vitórias do Barão e do Diego Nunes no evento?
O Barão é uma promessa, treino com ele e sabia que, se ele tivesse uma oportunidade, ia estourar. Ele está no lugar certo, na hora certa e no time certo. Ele é um menino bom e quer vencer. O Diego é um moleque muito bom, está chegando ao time agora e a galera o recebeu de braços abertos, e eu sabia que o jogo do Raphael não ia bater com o dele, sabia que ele ia ganhar.
Enquanto isso, no Japão, o Marlon Sandro conquistava o cinturão do Sengoku... Fim de semana perfeito para a equipe, hein?
O Marlon é outra fera, tenho a maior admiração e respeito por ele. Ele veio do nada, foi melhorando e hoje é o que é, mas ele não veio à toa. Tenho o maior respeito por aquele “paraíba” (risos). Fiquei contente, ainda mais pelo jeito que foi... Eu sabia, aquele upper ali é que nem um tiro: se pegar, cai. Já tomei alguns e sei do que estou falando (risos).