Com um ritmo intenso de lutas, Ronys Torres construiu um cartel de 14 vitórias em 15 lutas, lutando praticamente uma vez a cada dois meses, e teve a chance de lutar no UFC. Mas as duas derrotas no octagon americano foram o bastante para ele ser demitido do maior evento do mundo. Após recarregar as baterias em Manaus, o faixa-preta está de volta ao Rio de Janeiro e conversou com a TATAME, revelando que já tem duas lutas marcadas, comentando a intenção de lutar o máximo possível e os triunfos da equipe nos Estados Unidos e Japão, além da ida de Willamy Chiquerim para o UFC.
Você tirou esses dois meses para ficar com a sua família, descansar e esquecer o que houve no UFC?
Bom, deu para dar uma descansada legal, descansei até demais... Fiquei sem treinar lá, fiquei relaxando com os amigos e com a família para recarregar as baterias e começar tudo de novo. Estou renovado, a cabeça continua de pé, então vamos continuar o trabalho e fazer tudo de novo para tentar voltar para lá, esse é o meu desejo.
Quando você volta?
Eu luto dia 14 de agosto contra o Adriano Martins, uma revanche. Ele pediu a revanche, então eu vou lutar com ele. Devo voltar em setembro também. A galera está querendo fazer essas lutas lá em Manaus, então essas duas lutas já estão praticamente certas.
A gente verá o Ronys voltando a fazer de oito a dez lutas por ano?
Era o que eu estava falando com o Dedé (Pederneiras), a gente estava até brincando... Eu falei que vou tentar bater o meu recorde e tentar fazer o maior número de lutas. Se der para lutar todo mês, eu vou lutar... Estou na guerra de novo, estamos vivos.
Em que categoria você vai ficar?
Vou ficar até 70kg. A cada treino que passa fica mais complicado da gente bater o peso, eu fiquei dois meses em Manaus sem fazer nada, só comendo e comendo... Cheguei com um peso que eu nunca tinha chegado, bati 91kg, estava gordão. Agora já estou treinando forte, estou baixando, estou com 87kg agora e vou continuar nessa categoria, por mais que seja difícil de bater esse peso.
Você saiu e quem chegou lá foi o Willamy Chiquerim. Qual conselho você daria a ele?
Ali é matar ou matar. A gente vai treinar em cima dele agora, vai chegar lá e representar da melhor forma possível a equipe. É muito difícil lutar no UFC, é muito complicado, é muita pressão, mas ele tem tudo para se dar bem. A gente está até falando para ele vir treinar aqui conosco, fazer um treino melhor para ele do que o que ele faria lá em Fortaleza e ele já deve estar chegando por aí. A gente vai cair matando para ajudar ele a se dar bem lá no UFC.
O Chiquerim vai fazer sua estreia logo contra o Thiago Tavares, um brasileiro que tem um bom jogo em pé e no chão também. Como você acha que vai ser essa luta?
Eu acho uma luta boa para o Chiquerim... Ele gosta de trocar, o Thiaguinho também. O Thiago vem de lesão, então eu acredito que o Chiquerim esteja em um ritmo bem melhor e a nossa torcida é toda para que o Chiquerim chegue lá e arrebente!
O Amilcar vai lutar em qual categoria? Como está o treino dele?
Até 77kg. A gente está treinando com ele a parte de chão, a parte em pé dele é muito boa, então a gente está focando mais na parte de chão e no Wrestling dele, até porque ele vai pegar um cara que é muito bom de Wrestling, então estamos pegando pesado tanto no treino dele como no do Chiquerim para que eles cheguem lá e arrebentem.
Seus companheiros de treino são o Marlon Sandro, no Japão, e o José Aldo, nos Estados Unidos, os dois com cinturão, e os outros que chegaram aí, como o Renan Barão, que estreou ganhando, o Wagnney Fabiano, que baixou de peso... Como você está vendo esse sucesso dos seus companheiros na categoria abaixo da sua?
Fiquei amarradão porque a gente vê o desempenho de cada um aqui dentro da equipe. Eu considero essa equipe de leves a melhor do mundo, então não é à toa que estamos com dois cinturões e eu acredito que venha muito mais. A gente fica amarradão, porque os caras são irmãos, estão bem próximos da gente, então a gente torce e, se eles estão felizes, a gente fica feliz também. Estamos muito felizes com esse novo cinturão do Marlon, ele é um merecedor, rala para caramba, vem de uma família humilde, então eu só desejo sucesso para ele, para o Aldo e para todo mundo que está arrebentando.
Você está com a camiseta da Argentina, mas a torcida na Copa é para o Brasil, certo?
A torcida é para o Brasil, mas eu gosto do estilo de jogo da Argentina. É um jogo bem pegado, os caras caem para dentro mesmo e, por incrível que pareça, eu tenho uma camisa da Argentina e não tenho uma do Brasil (risos), mas a minha torcida é para o Brasil. Estou usando a camisa da Argentina só porque daqui a pouco vai ter jogo.