Considerado o melhor meio-pesado em atividade no Brasil, Glover Teixeira quer dar vôos maiores na carreira. Com um cartel de 10 vitórias e apenas duas derrotas, o mineiro não sabe o que é perder desde 2006 e só este ano já foram três vitórias. Glover já esteve perto do UFC, mas há dois anos briga para regularizar o seu visto americano. Enquanto isso, o casca-grossa tem lutado no Brasil e fez sua estréia na Austrália com vitória por nocaute sobre Marko Peselj no Impact FC 2. Enquanto negocia com o evento canadense MFC, Glover segue treinando pesado com Pedro Rizzo, Vítor Miranda, Antoine Jaoude e Thales Leites, e faz planos para a carreira. Confira a seguir a entrevista com Glover.
O que você achou dessa vitória na Austrália?
Foi bom para mim. Qualquer vitória é vitória. Foi maneiro lutar em um evento internacional de novo e ter repercussão internacional é o meu sonho. Eu só acho que já está na hora de eu lutar com alguns caras de mais nome. Não estou menosprezando meus últimos adversários, mas eu preciso lutar com um cara que está mais calibrado. Já estou com uma sequência de vitórias, então eu acho que tenho que pegar uns caras com um nome mais pesado no mundo do MMA.
Você está com uma luta marcada para o MFC, no Canadá. Eles já falaram quem será seu adversário?
Essa luta marcada a gente está vendo ainda. Na verdade, alguém botou em algum site e eu não sei se este site falou com o promotor e se o promotor disse que eu estou no card. Mas, com certeza, se eles me quiserem, eu vou lutar “amarradão”. Não sei com quem eu vou lutar ainda, mas espero que seja alguém que dê um levante na minha carreira.
Você vem numa sequência impressionante de bons resultados. O que está faltando para você fechar com um grande evento, como o UFC?
Cara, na verdade falta resolver o negócio da imigração. A gente fala com os caras, mas eles não me dão uma data. Acho que é só isso, porque eu tenho contato com o Dana White, com o UFC na verdade. Quando eu vim para o Brasil eu tive contato com o (Chuck) Liddell, porque eu tinha que ver essa coisa do visto, então tive esse contato. Desde lá eu não perdi luta, então eu tenho que dar uma valorizada, mas para entrar em um evento grande só falta isto mesmo, é só o processo de autorização.
O que aconteceu para estar demorando tanto a sua volta para os Estados Unidos?
Eu estou no processo de legalização do green card. Eu sou casado com uma americana e estou no processo de avaliação do meu green card. O processo demora e pode chegar a 27 meses. Mas é só isso que está faltando, este processo lá, e eu vou ter que esperar porque não tem como eu e nem ninguém fazer nada. A lei dos Estados Unidos é muito chata. Enquanto rola esse processo, eu tenho que ficar aqui no Brasil.
Como você analisa uma possível entrada sua no UFC?
É engraçado falar disso porque é difícil você falar de uma coisa que você nem sabe ainda, entendeu? Você vê esses caras entrando nos eventos e com três ou quatro lutas, como aconteceu com o Brock Lesnar, que até perdem a primeira luta e, com duas vitórias, conseguem ter a chance de disputar o cinturão. É engraçado a gente falar isso, mas tem que estar no evento para lutar com os caras. Eu me vejo no topo da categoria. Não vou falar que eu estou pronto para desafiar o campeão ou qualquer coisa, mas eu me vejo ganhando umas lutas, pegando uma experiência naquele octógono e me vejo entre os tops da categoria, com certeza.