Campeão absoluto e novo dono do cinturão, Rodolfo Vieira foi o grande nome da National Cup, evento da WLPJJ que agitou o último final de semana em São Paulo. Em entrevista à TATAME, o faixa-preta comemorou o fim de semana perfeito, principalmente depois de se recuperar de uma crise de catapora... Mas ele quer mais. “Meu objetivo é lutar tudo, quero ganhar tudo o que puder e o que não puder também (risos). Estou animadão. Ano que vem vou estar dentro de todos esses eventos importantes, e vou treinar muito pra tentar ser campeão de todos”, comemora Rodolfo, que comentou a sexta vitória sobre Leo Nogueira, o triunfo sobre o atual campeão mundial Bernardo Faria e muito mais.
Como foram as suas lutas no peso e no absoluto?
Comecei o absoluto lutando com o Rodrigo di Blazio, da Pit Bull, e finalizei do cem quilos. Na segunda peguei o Thiago, de Manaus, e consegui passar, montar e finalizar. A terceira foi com o Leo Nogueira. Ele me puxou, eu consegui chegar na lateral e encaixar um katagatame e finalizar. A quarta foi com o Alexandre de Souza. Fizemos uma luta bastante movimentada e acabou empatada, só que o juiz esqueceu de me dar uma vantagem por ter chegado na lateral dele. Só que no final ele deu e eu saí com a vitória. A semifinal foi com o Serginho Moraes. Entrei de single leg e sai nas costas, já pulei com um gancho. Depois coloquei o outro e ganhei os pontos e administrei até o final. Na categoria fiz a primeira com o Leo Nogueira de novo. Ele me raspou e faltando dois minutos pra terminar consegui finalizar no triângulo. Na segunda peguei o Alexandro Ceconi, que tinha me vencido em Gramado, e dessa vez consegui vencer com uma queda numa luta muito dura.
Mais uma vez você enfrentou o Leonardo Nogueira duas vezes e finalizou nas duas. O fato de tê-lo enfrentado outras vezes está facilitando o seu jogo contra ele?
Cara, na verdade é a sexta vez que a gente se enfrenta e foi só lutão. Graças a Deus sai vencedor de todas, só que o fato de eu ter ganhado dele todas as vezes ou ter finalizado ele as duas vezes na National Cup não me facilita em nada. Cada luta é uma luta. Sempre que vou lutar com ele esqueço de todas vezes que lutei e penso como se fosse a primeira vez.
Por que você resolveu abrir para o Alexandre de Souza no peso, já que você tinha o vencido no absoluto?
Resolvi abrir pra ele porque, independente do resultado da luta, se eu perdesse ou ganhasse eu ia sair muito cansado, e domingo eu estava muito mal. Perdi muito peso, estava fraco e achei melhor não lutar pra me poupar pro absoluto, que valia mais grana, né? E graças a Deus minha estratégia deu certo (risos).
Como foi a final contra o Bernardo Faria, que recentemente foi campeão mundial?
Lutei com o Bernardo três vezes já... Ano passado, na final do Rio Open, ganhei de uma vantagem, e esse ano lutamos na Seletiva de Gramado e eu consegui finalizar nas costas. O cara é o número um do peso, não tem o que falar. Ele provou isso nesse Mundial, acabando com a invencibilidade do Xande, que era o atual tetracampeão da nossa categoria. Hoje em dia é o top da categoria, e ter vencido ele na final do National foi emocionante pra mim. Fiquei amarradão, muito feliz mesmo, até porque não ia nem lutar o evento, porque peguei catapora uns 10 dias antes... Fiquei muito mal, mas graças a Deus me recuperei rápido e consegui mandar bem lá.
Depois das contusões, você pode dizer que agora está 100%?
Depois de todas as contusões, acho que hoje estou quase 200%, me sentindo super bem. Espero que continue assim sempre, sem nenhuma lesão séria, treinando muito forte, fazendo tudo do jeito que tem que fazer... E o resto só deixar com papai do céu.
Agora que está recuperado, quais são os seus objetivos na faixa preta?
Meu objetivo é lutar tudo, quero ganhar tudo o que puder e o que não puder também (risos). Estou animadão, esse ano infelizmente não pude lutar o Brasileiro, o Mundial Pro e nem o Mundial porque tive uma lesão no joelho, mas ano que vem vou estar dentro de todos esses eventos importantes, e vou treinar muito pra tentar ser campeão de todos.
Quando você volta a competir?
Tenho que ver com o Julio, mas com certeza vamos lutar aquele evento de Brasília que está dando um carro pro campeão absoluto. Depois tem o Brasileiro de Equipes, Brasileiro No Gi... Vou para o Mundial No Gi... Não sei muito bem a ordem (risos), mas em dezembro vou lytar a World Cup, outro evento do Fepa.