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Leandro Paiva prepara nova obra para 2011 domingo, 05 de setembro de 2010 - 16:09:01

Depois do enorme sucesso da primeira edição de seu livro “Pronto Pra Guerra”, Leandro Paiva resolveu quebrar um segredo que vinha sendo mantido a sete chaves e, em primeira mão, disponibiliza para os leitores da TATAME a capa, apresentação e introdução da obra que está escrevendo: “Olhar Clínico nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate”. “Acrescentei tópicos inéditos baseados em outras informações advindas de artigos e livros publicados no Brasil e em outros países, com temas relevantes para serem divulgados, em minha opinião, com máxima urgência”, revela o autor, logo na apresentação do livro. Confira abaixo um aperitivo do livro:

 

Apresentação:

 

Após ter escrito o livro “Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação”, minha fome de escrever só aumentou. Queria cada vez mais dar conta desse vício de me comunicar por meio de palavras, especialmente no segmento de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Como livro-texto de primor e rigor científico, o “Pronto Pra Guerra” cumpre bem sua função: instruir estudantes, professores, atletas, técnicos e fãs de lutas com informações básicas e também avançadas sobre essas práticas. Por outro lado, percebi alguma dificuldade de leitura dos indivíduos que nunca se depararam com textos científicos mais abrangentes.

 

Assim, decidi mudar o contexto sem perder o foco. Na presente obra, a apresentação de informações baseadas em artigos e livros técnico-científicos está mantida. No entanto, ao invés de discorrer sobre temas abrangentes, serão tratados tópicos especiais em diversas vertentes: preparação física, psicológica e técnico-tática; lesões; aspectos sociológicos; alimentação e suplementação, etc. De fato, estava “tocando” outros projetos de publicações futuras, quando em conversa informal surgiu a ideia de convergir informações de pesquisas recentes com tópicos mais aprofundados do que já havia escrito nos artigos para plataforma web (internet) e cursos que ministro por todo país. A intenção declarada é: publicar um livro menor e complementar ao “Pronto Pra Guerra”; contudo, de forma alguma simplório ou menos importante do que ele. Apenas mais acessível para todos.

 

Como citado anteriormente, alguns tópicos foram baseados em artigos já publicados no Blog que mantenho (www.prontopraguerra.blogspot.com) e nos slides dos cursos. O que fiz relacionado ao que estava “pronto” foi adicionar novas informações complementares aprofundando ainda mais o tópico. Além disso, acrescentei tópicos inéditos baseados em outras informações advindas de artigos e livros publicados no Brasil e em outros países, com temas relevantes para serem divulgados, em minha opinião, com máxima urgência. Essa rapidez na divulgação dessas informações origina da minha constatação de que, do mesmo modo que meu “apetite” para escrever tem aumentado, também, proporcionalmente, está cada vez aumentando mais a fome dos leitores por novas informações direcionadas às Lutas.

 

Ressalto que o selo na capa deste livro contendo a frase: “Contém Dados Inéditos”, é referente aos resultados obtidos de algumas pesquisas ainda não publicadas e no fato de que até a data de publicação desta obra, diversos dados oriundos de artigos científicos publicados em periódicos nacionais e, principalmente, internacionais, ainda não haviam sido adaptados para publicação no Brasil neste formato (livro). Dentre eles, destaque especial para inclusão de dados de difícil acesso publicados em periódicos russos e ucranianos.

 

Como pauto minha vida pessoal e profissional de maneira pró-ativa em vez de somente sonhos e projeções sem realização (apesar de, eventualmente, “viajar” em meus pensamentos...), arregacei as mangas para concluir este livro antes dos outros que já estão sendo minuciosamente preparados. Espero conseguir cumprir a proposta.

 

Leandro Paiva

 

"É claro que meus filhos terão computadores, mas antes terão livros." (Bill Gates)

 

Introdução:

 

“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.” (William Blake)

 

Em diversos estudos foi observado que 80% das informações que nos chegam vêm pelos olhos (Christofoletti, 2004). Nossos olhos são radares individuais, alertas a mudanças no ambiente e ao movimento dos corpos. Em função disso asseveramos que olhar é muito mais do que ver. É contemplar, sondar, ponderar, julgar e estudar. Também é pesquisar, examinar, atentar e considerar. Olhar transcende um fenômeno físico. É uma forma de compreensão, um ensaio de sensibilidade e racionalidade.

 

A concepção do “olhar clínico” ganhou força no segmento médico-biológico a partir do século 17, constituindo-se em um conhecimento que sistematiza o funcionamento normal do organismo e define o que é patológico (doença) para fins de intervenção, controle e normalização. É um olhar que pensa revelar a extrema verdade pela libertação de uma estrutura implícita, que além de ler o visível, tenta descobrir alguns “segredos” (Foucault, 2004). Caracteriza um olhar clínico: sensível, direcionado, atento, qualitativo, com sutil percepção e que não descarta o essencial.

 

Atualmente é bem aceita a concepção de que um olhar clínico não é um olhar que ocorre somente no meio médico como se pensava antigamente. É, sim, um método clínico de observação da realidade. Nas lutas, pode ser ressignificado por intermédio do interesse crescente de pesquisadores em decodificar diversos elementos relacionados a essas práticas. O utilizam como instrumento de investigação na coleta de dados para o diagnostico e possível intervenção nas dificuldades associadas a situações de treinamento e competição.

 

Podemos afirmar que o olhar clínico nas lutas, artes marciais e modalidades de combate é um olhar que procura, interroga e escava. Tenta ultrapassar os elementos biológicos, sócio-culturais e pedagógicos visíveis (e explícitos) e descobrir outros implícitos – “escondidos” – correlacionados ou não à interação lutador-adversário.

 

Com este livro, o leitor será capaz de dominar tópicos específicos com muito mais propriedade. A proposta é de não enfatizar nenhuma luta em especial, com exceção do Vale-Tudo ou MMA – Mixed Martial Arts. Julgamos baseados na concepção do Mestre de Jiu-Jítsu (faixa vermelha) e Doutor em Psicologia do Esporte, João Alberto Barreto, que de fato, o MMA não representa um tipo de luta na qual as artes marciais se misturam originando outra. Na opinião dele (e na nossa), elas se integram.

 

Assim, apesar da ênfase sobre o MMA por integrar lutas, artes marciais e modalidades de combate ocidentais e orientais, tentamos distribuir igualitariamente as informações sobre outras lutas não privilegiando nenhuma em especial. Nosso principal objetivo foi o de estimular o senso crítico e reflexivo do leitor para que adapte as informações à modalidade que pratica, ensina ou terá de realizar algum trabalho físico, alimentar, psicológico, etc.


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Cadu 10/02/2012 20:08 Drogas Ae rapaziada, pra quem tiver interesse sobre a questao de doping de drogas consideradas recreativas aqui vai a materia uma: http://waves.terra.com.br/surf/noticia/colunas/tulio-brandao/velha-polemica-de-roupa-nova/51332; ou mesmo uma recente dissertaçao de mestrado: http://igitur-archive.library.uu.nl/student-theses/2011-0628-200548/Scriptie Michel Riemersma.pdf. Este assunto esta em discussao no surf. A ASP vai iniciar esse ano a pegar a \"danada\" no doping.. Entao ja viu, muita polemica... abs
LACRAIA 10/02/2012 17:25 MELHORES DO K-1 Ele era baixinho, porém um verdadeiro carne-de-pescoço. Estou falando do MIKE ZAMBIDIS.
Rafael Soratto Souza 10/02/2012 15:33 P/ Wellington. Otimos seus comentários, assino embaixo.
juliano ramos pitombo 10/02/2012 14:58 Treinadores no TUF Brasil As equipes escolhidas por Vitor e Wanderley são interessantes nos seus aspectos de mudanças no MMA. Enquanto o Cachorro loco foi na base da camaradagem, escolheu praticamente amigos seus e parceiros de treinos. O Vitor que não tem essa de raízes foi ao que tinha de melhor, pegou o melhor treinador de boxe de MMA aqui no Brasil, que tem duas participações no TUF, pegou o melhor professor de Wrestling Rodrigo Artilheiro, trouxe o Francisco Filho o melhor lutador do Brasil no K1, como sempre o Vitor não tem preocupação de acolher os parceiros de treinos, tem o Gilberto Durinho que é considerado pupilo de Vitor, acredito que é uma forma de promover o menino. Já o Wand foi à base da amizade pegou os parceiros da academia de Rafael Cordeiro, pegou só amigos não sei se foi uma boa escolha, claro que não vou comparar os treinadores um por um, mas se fosse acredito que o Vitor começou melhor, agora resta ver as equipes de lutadores.
Ricardo Lemos 10/02/2012 14:48 Charles Charles, a faixa preta ta indo rápido demais mesmo. Mas pelo jeito é só para atleta profissional. Isto deve ser explicado porque a faixa preta dá mais status para o lutador, mais promoção. Então eles já entregam a preta mesmo, o que vai contra a filosofia de arte-marcial do jiu-jitsu. Muitos lutadores não mereciam a faixa preta, mas já a tem. Agora, quando se trata de puro jiu-jitsu, até onde sei, é dureza pegar a faixa preta!!! A não ser que o sensei seja amigo do aluno e esteja observando a evolução dele beem de perto! Numa academia com vários alunos, se destacar para conseguir a faixa-preta demora muitos anos de persistência na arte suave, muitos dedos ralados, orelhas inchadas, litros de suor e muitos, mas muitooosss 3 tapinhas no tatame! OSS
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