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Caio Terra quarta-feira, 03 de novembro de 2010 - 18:14:41 Por Eduardo Ferreira

Campeão mundial de peso galo, Caio Terra vem chamando a atenção pelo seu desempenho entre os grandalhões do absoluto. Só este ano, o faixa-preta venceu a categoria aberta no Naga, Las Vegas Open e Campeonato Americano. “Me tornei o cara mais leve a vencer um absoluto do Naga”, comemora Caio. Num bate-papo exclusivo com a TATAME, o peso galo comentou suas aventuras no absoluto, falou sobre os treinos nos Estados Unidos e deixou em aberto a possibilidade de partir em busca do absoluto no Mundial No Gi, além de tentar o tricampeonato na categoria.

 

Você andou se aventurando em alguns absolutos e saiu com a vitória. Como foi lutar com caras mais pesados?

 

Foi divertido... Fui lutar pra aprender, e também queria saber como eu estou tecnicamente, e gostei dos resultados. É difícil a mídia e muitas das pessoas te respeitarem tanto quanto respeitam os pesos mais pesados, então meu pensamento era um dia provar pra mim e para os outros que uma pessoa com menos de 60kg poderia fazer o que os grandões fazem. Todos os pesos são duros, eu acredito que todos ali lutando estão treinando e se preparando, então quando luto, tanto no peso quanto no absoluto, não desmereço ninguém. Todos temos uma chance.

 

Qual foi o fator determinante para você vencê-los?

 

Eu sempre procurei treinar com todo mundo da minha academia, e como a maioria das pessoas sempre foi mais pesada e mais fortes que eu, tive que realmente estudar alguma forma para não ser amassado o tempo inteiro. Não só lutar o absoluto como principalmente treinar com pessoas de todos os estilos – mais fortes, pesadas, flexíveis, até crianças – é muito importante pra desenvolver melhor a técnica. É muito importante abrir um leque de posições de todos os lugares, e não só se prender ao que pode funcionar com determinadas pessoas ou determinadas situações. Jiu-Jitsu tem que ser objetivo e estudado. Eu dou aula pra muitas pessoas, mas também nunca deixei de ser aluno. A evolução nesse esporte nunca acaba.

 

Como está a sua preparação nos Estados Unidos? Com quem tem treinado?

 

Aqui tenho muito treino e toda estrutura que um atleta pode querer. Tem treino toda hora e a galera é sempre dura. Todo dia treino com o Samir Chantre e Matheus Henrique, esses são os que mais têm me ajudado, e também treino com o André de Freitas e outros faixas-pretas como Nick Diaz, Jake Shields, etc. É muita gente pra enumerar, mas, definitivamente, de treino não posso reclamar. E faço intercambio com outras pessoas de outras equipes, por exemplo, estou sempre me comunicando com o Felipe Costa, que me deu aula por muito tempo e está sempre me ajudando tecnicamente.

 

O que espera do Mundial No Gi? Vai lutar no absoluto também?

 

Eu estou me sentindo muito bem e quero muito ser tricampeão mundial No Gi na faixa preta. Mas o importante é fazer o meu melhor... Perdendo ou ganhando, o principal é ter uma boa atuação. Sei que não sou invencível, não tenho medo de perder. Tudo depende do dia. Como só luto por diversão, não tenho peso de ter que lutar, tudo depende de como eu estiver na hora.

 

Quais são seus planos para 2011? Vai continuar entre os galos ou pretende subir de categoria?

 

Quero lutar todos os campeonatos possíveis pra mim, mas o plano é sempre o mesmo, treinar sempre pra estar sempre preparado. Não sabemos o dia de amanha, então, se aparecer alguma oportunidade, não quero desperdiçar. O meu peso só ano que vem mesmo, eu odeio fazer dieta, tanto pra ganhar quanto pra perder peso. Quando estou treinando muito a tendência é o peso baixar, então depende muito do campeonato. Mas meu peso normal tem variado de 58,5 a 60kg, então pro ano que vem não espero nada muito diferente, a  não ser que eu entre pra fechar com algum companheiro de equipe.


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