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Paulo Thiago sexta-feira, 26 de novembro de 2010 - 11:55:01 Por Guilherme Cruz

A situação de Paulo Thiago não é das mais confortáveis no UFC. Apesar de ser conhecido como um “showman”, o atleta está na corda bamba após as duas derrotas consecutivas, para Matin Kampmann e Diego Sanchez. Em conversa com a TATAME, Paulo comentou a recente derrota e reconheceu que precisa da vitória a todo custo. “Se ganhar fico, se perder, estou fora... Agora é matar ou morrer, só mais uma chance”, disse Paulo, que descartou a influência da dupla-rotina no BOPE como um empecilho para se dedicar totalmente ao MMA. E por falar no BOPE, Paulo comentou a atual “guerra” que aflige o povo do Rio de Janeiro, se deixando à disposição para combater o tráfico de drogas nas favelas cariocas. “Os caras do BOPE do Rio são demais, É isso mesmo que tem que fazer, correr atrás e não dar mole para esses vagabundos”, afirmou. Confira o bate-papo exclusivo abaixo:

 

O que deu errado na sua luta com o Diego Sanchez?

 

Eu dei mole, eu estava levando bem a luta no primeiro round, até a metade do segundo round eu estava indo bem, mas ele conseguiu me dar uma queda e eu dei uma cansada no chão. Acho que eu dei mole no peso, deixei para perder muito peso lá na hora, e agora eu vou rever isso... Não foi um bom resultado, mas por ter sido a melhor luta da noite, isso me segurou no evento (risos). Agora eu estou esperando para ver quem é. Agora é matar ou morrer, só mais uma chance.

 

Você acha que o fato de você não poder se dedicar inteiramente ao MMA, por causa da sua profissão no BOPE, pode ter te prejudicado?

 

Não, eu acho que isso não é um dos motivos porque a polícia me dá total apoio, eu não deixo de ir para nenhum treinamento, eu estou em uma boa posição, representando a polícia como lutador, então os caras não me atrapalham em nada, só me apoiam. Não posso colocar culpa na polícia de jeito nenhum.

 

Como você está encarando a próxima luta no UFC, vindo de duas derrotas? Você acha que será a sua última chance no UFC?

 

Acho que sim. Se ganhar fico, se perder, estou fora. Tenho que treinar tudo que tenho que treinar, correr atrás e ver o que está dando errado... Treinar forte e esperar. Ainda não me falaram nada de próxima luta, então estou só aguardando, mas já voltei aos treinamentos, estou treinando forte, ajudando toda a galera aqui que vai lutar também. O Rani (Yahya), que vai lutar no UFC, o Massaranduba e o Moicano que vão lutar no Jungle, então o treino lá na academia está forte e eu já estou treinando forte com eles.

 

O pessoal já falou sobre alguém ou alguma data para a sua próxima luta?

 

Cara, eu não estou sabendo de nada, não faço a menor ideia de quem seja e nem quando. Espero que seja logo para eu não perder muito o ritmo, pois já estou treinando.

 

E no mais, como estão as coisas? Como foi esse tempo de descanso que você tirou depois da luta para relaxar a cabeça?

 

Eu queria conhecer o Havaí há muito tempo e, como eu lutei ali do lado, em Los Angeles, ficou mais fácil. Passei uns dias depois da luta descansando lá, mas agora estou aí treinando de novo.

 

Você trocou a farda pela prancha de surfe? Se arriscou nos mares do Havaí?

 

Eu não tenho a manha. Eu queria muito aprender essa parada, mas eu ainda não consegui ficar nem sentado na prancha, a prancha ficava me jogando pro lado... Passei a maior vergonha do mundo (risos).

 

O seu negócio é colocar a farda e a arma na mão, não é?

 

É, mas agora eu vou dar o gás nisso daí porque eu tenho que aprender essa parada, eu acho maneiro demais. Os camaradas lá me levaram de jet ski num lugar com umas ondas gigantes, ondas de 30 pés, gigante... Maneiro para caramba. Uma hora dessas, eu vou aprender a surfar.

 

Quem sabe no futuro, quando você se aposentar do MMA , quem sabe você não se arrisca em alguns campeonatos de surfe...

 

Pode ser, mas pelo menos ficar em pé tem que conseguir, não é? (risos) É difícil demais aquilo, mas é muito maneiro.

 

Sobre essa questão que está acontecendo no Rio, com essa grande onda de violência... O que você está achando desse trabalho tático que estão tendo que fazer?

 

Os caras do BOPE do Rio são demais, os caras são sinistros mesmo, maneiro demais o trabalho deles. É isso mesmo que tem que fazer, correr atrás e não dar mole para esses vagabundos.

 

Você se coloca à disposição, caso surja o chamado para receber reforço?

 

Quando você me ligou eu estava pensando exatamente nisso... Eu sonho em ter a oportunidade de ir para o Rio, ficar um tempo trabalhando, mas não tem jeito agora. Mas eu queria passar por uma experiência dessas aí.


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