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Erik Koch quinta-feira, 24 de março de 2011 - 09:00:01 Por Guilherme Cruz

Após conquistar suas últimas três vitórias no primeiro round, o peso pena do UFC, Erik Koch, já começa a sonhar alto. Oriundo do WEC, Erik estreou no UFC 128, onde aplicou um nocaute fulminante no brasileiro Raphael Assunção, que lhe rendeu U$ 70 mil de bônus. Em entrevista exclusiva a TATAME, que você confere abaixo, o americano acredita que Raphael usou a estratégia errada e se “enforcou”, se disse focado para tirar o cinturão de José Aldo, entre outros assuntos que você confere a seguir.

 

O que você achou da luta? Saiu tudo conforme o planejado?

 

Sim. Não exatamente como a gente planejou, porque a estratégia dele foi diferente da que eu imaginei que seria. Eu achei que ele fosse querer trocar comigo, ou que ele fosse encurtar a distância para me levar pro chão, mas fui eu perseguindo ele o tempo todo. Ele começou a me chutar, e eu achei que ele ia tentar me manter em pé, e eu sou do tipo de cara que prefere contra-atacar, mas quando eu percebi que ele não estava confortável, que ele ia se enforcar, eu percebi isso, e comecei a tirar vantagem da situação.

 

A estratégia dele não deu certo então...

 

Sim, sim. Definitivamente. Ele foi pego. Nosso tamanho é diferente, nosso alcance, e o jogo em pé foi o fim para ele.

 

 Onde você se vê na categoria, agora com essa vitória?

 

Junto com todo mundo. Tem muitos caras que eu queria lutar agora, e eu direi de novo: eu quero lutar pelo cinturão, então se o José Aldo é o melhor, é quem eu quero.

 

Como você acha que seria uma luta contra ele?

 

Eu acho que é um bom casamento. Eu sou maior do que ele, eu jogo bem em pé, ele também troca bem. Nós dois somos bons no chão, eu acho, então eu acho que seria uma boa luta.

 

Você está considerando que o José Aldo se mantenha no topo até que você tenha essa chance pelo título?

 

Eu não acho que alguém vá tirar esse cinturão dele, ele é definitivamente uma fera, ele é fenomenal, mas é uma daquelas coisas que eu, enquanto lutador, quero. Essa é a vitória que eu quero, essa seria a vitória que me faria chorar de alegria. Essa é a luta que eu quero, essa é a luta que eu quero ganhar.

 

O que você acha da trocação e do Muay Thai dele?

 

Topo de linha, cara... Ele é fenomenal, ele pára todo mundo, especialmente caras como o Urijah Faber, é impressionante. Parar caras como o Mike Brown do jeito que ele parou, dominando a categoria, é impressionante. Mas eu ainda vejo uns furos no jogo dele e eu acho que posso focar neles e tentar.

 

Com a fusão do WEC com o UFC, o que você acha dessa nova categoria pesos leve?

 

É ótimo. Isso foi provado ontem (19). Na minha última luta no WEC eu ganhei um bônus pelo melhor nocaute da noite, e foi de 10 mil. Agora é “ah, 10 mil é legal”, mas o que a gente ganha agora pode mudar vidas. No UFC, a gente recebe mais, a gente é mais exposto. Eu lutei entre as preliminares e a minha luta foi ao ar na SpikeTV e de novo em pay-per-view. Eu tive dupla exposição. As pessoas pensam no MMA, elas pensam no UFC, então estar no WEC, um evento da Zuffa, não era o mesmo, e as pessoas não entendem o quão grande isso é. As pessoas olham o MMA e veem o UFC, e fazer minha estreia no UFC como eu fiz foi perfeito, e eu amo o que eles estão fazendo com os pesos mais leves, e eu acho que agora nós vamos ser mais respeitados.

 

Quais são os seus planos para esse bônus?

 

(risos) É engraçado você falar disso assim. Eu ainda estou pensando, eu não sei o que farei, mas eu vou guardar, cara. Eu quero ter dinheiro para quando eu for mais velho, me aposentar... A gente não pode lutar para sempre, mas eu, definitivamente, quero comprar um carro novo e, quem sabe, abrir um negócio, tem sempre dinheiro saindo e entrando. Mas sim, definitivamente um carro (risos).

 

O que você acha da compra do Strikeforce pelo UFC? Te pegou de surpresa?

 

Sim, me surpreendeu. Eu não imaginava. Eu acho que é uma boa coisa, é mais uma daquelas coisas, como o que aconteceu com o Pride. Você vai poder ter todos os lutadores juntos, e o UFC é o melhor. Você vai poder ver ótimos casamentos de lutas... Um dos meus preferidos, Nick Diaz... Se eles juntarem todos os lutadores, eu adoraria ver o Nick Diaz de volta ao UFC. E caras como o Gilbert Melendez, seria uma grande aquisição para a categoria 165lbs, como se ela já não estivesse bastante cheia, mas você tem um cara que é muito talentoso. Eu acho ótimo, isso vai trazer grandes lutas.


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