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Douglas Lima quinta-feira, 12 de maio de 2011 - 09:05:01 Por Guilherme Cruz

Novo contratado do Bellator, Douglas Lima está em alta. Campeão do MFC, o brasileiro deixou para trás o cinturão no evento canadense para iniciar uma nova caminhada nos Estados Unidos, e ele está empolgado para disputar o GP até 77kg do Bellator, que deve começar em setembro. “O Bellator é um evento que muitos cara duros, e essa é minha hora de me testar com esses caras... Estou treinando muito e já louco pra lutar de novo”, afirmou Douglas, em entrevista exclusiva à TATAME, explicando porque decidiu deixar o MFC, falando sobre sua mudança para os Estados Unidos, onde começou sua carreira no MMA, os treinos na American Top Team e sua categoria no UFC, alfinetando o campeão Georges St. Pierre. “Eu também não gosto do estilo dele porque muitas das vezes ele pode terminar a luta e não termina, mas fazer o que? O importante é vencer, e ele faz isso bem”.

 

Você acabou de assinar contrato com o Bellator. O que você espera desse novo desafio na sua carreira?

 

Vai ser muito bom pra minha carreira. O Bellator é um evento que tem muitos cara duros, e essa é minha hora de me testar com esses caras... Estou treinando muito e já louco pra lutar de novo.

 

Você vai mesmo disputar o GP até 77kg?

 

Vou, sim... Assinei para começar no GP. Estou indo pra ganhar, com certeza. Vão ser três lutas duras, mas estou pronto pra essa guerra.

 

Já tem adversário ou data prevista para a estreia?

 

Nada de adversário ainda, mas eles me falaram que vão começar o GP em setembro. Ainda tenho uns quatro meses pra me preparar.

 

O Bellator está investindo pesado nos brasileiros. Você acredita que ele pode ocupar o espaço do Strikeforce como o segundo maior evento dos EUA, agora que o Strikeforce foi comprado pelo UFC?

 

E o Bellator estão investindo mesmo nos brasileiros, mas não sei se superará o Strikeforce, agora que foi comprado pelo UFC. O UFC é muito grande e está na área faz muito tempo, mas o Bellator, estando em segundo ou terceiro, pra gente não faz diferença... Quando as portas do ‘cage’ fechar, é o mesmo seja onde for.

 

Porque você decidiu deixar o MFC, onde era campeão?

 

Pô, tive que ir onde a proposta era maior e melhor para mim... O MFC foi muito bom pra mim, os caras me trataram muito bem e sempre estarei grato pelo que fizeram por mim, mas no fim do dia isso é business e tive que ir onde era melhor pra mim.

 

O MFC é o maior evento do Canadá. O que achou de lutar lá? Vai deixar saudades?

 

Demais... O Mark Pavelich (dono do evento) e a família dele me trataram muito bem. Pedi e ele ainda levou meu irmão, Dhiego Lima, para lutar lá. Foi foda sair assim, mas fazer o que? Eles levantaram muito mais minha carreira e os agradeço por isso.

 

O seu irmão luta na mesma categoria que você. Ele vai seguir no MFC? Acredita que ele conquistará o título que era seu?

 

Com certeza... Ele assinou quatro lutas com o MFC. O moleque e novo também e está muito duro. Cada dia que passa ele melhora ainda mais. Ele vai indo na calma, mas quando rolar ele vai pega essa cinta e trazê-la de volta pra nós. Esse foi o combinado.

 

Você construiu toda a sua carreira nos Estados Unidos e Canadá. Como você foi parar aí?

 

Pô, não sei nem como vim parar aqui. Isso foi plano dos meus pais em vir para cá, mas foi bom porque aqui comecei a treinar e lutar. Acho que se tivesse no Brasil ia querer fazer a carreira no futebol, mas não sei se ia muito longe (risos).

 

Quando e porque deixou o Brasil?

 

A gente deixou o Brasil em junho de 2000. Viemos por melhores trabalhos, estudo e tal... Viemos meu pai, minha mãe, o Dhiego e eu. O plano da gente era ficar um ou dois anos e voltar, mas acabou que ficamos mais. Meu pai e minha mãe foram embora no ano passado, agora ficamos só eu e o Dhiego.

 

Você e seu irmão treinam na American Top Team em Atlanta. Como são os treinos aí?

 

São treinos muitos duros, tem uma galera boa aqui. O (Roan) Jucão comanda os treinos pra gente. Meu irmão treina com direto com a gente, mas ele representa a Ascension MMA e a academia dos irmãos Assuncao (Junior e Raphael), parceiros aqui. Mas para o treino profissional, a gente junta a nossa galera e treina.

 

O sonho de todo lutador é ir para o UFC. Este é o seu desejo também?

 

Com certeza todo lutador quer ir pra lá, eu também sempre sonhei, mas tudo tem sua hora certa. Se não rolou ainda é porque não era pra ser. Estou com Bellator agora e é isso que está na minha cabeça, mas no futuro quem sabe.

 

Como vê a sua categoria no UFC na atualidade? Acredita que alguém pode parar o Georges St. Pierre?

 

Eu acho essa categoria a mais difícil porque são muitos tops. Com certeza vai sair um para derrubar o GSP, e eu boto fé no Thiago Alves (Pitbull). Eu acho que, quando eles lutarem de novo, o Pitbull ganha.

 

Muitos fãs criticam o GSP por “não ser tão empolgante”. O que você acha disso?

 

O GSP é um cara que luta pra ganhar, ele é muito inteligente na luta. Eu também não gosto do estilo dele porque muitas das vezes ele pode terminar a luta e não termina, mas fazer o que? O importante é vencer, e ele faz isso bem.

 

Você venceu 16 das suas 18 lutas antes da decisão. Você acha que tem o jogo certo para vencer o GSP?

 

Eu acho que um cara com uma defesa boa de Wrestling e com a trocação em dia consegue vencê-lo. Não o acho invencível. Estou novo ainda, mas quero demais lutar com ele um dia. Estou treinando muito, é só esperar com calma que a hora vai chegar.


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