Por Marcelo Barone
Foto Eduardo Ferreira
Acostumado a disputar – e conquistar – títulos nas principais competições de Jiu-Jitsu, Xande Ribeiro teve que se contentar em ser apenas espectador do Mundial, realizado no último fim de semana na Califórnia, Estados Unidos. Com a costela machucada, o faixa-preta abriu mão do torneio para se recuperar a tempo de lutar no ADCC, em setembro.
Em entrevista à TATAME, Xande, que assistiu todos os dias do evento, contou que teve vontade de competir. Mas acabou vendo na pausa a chance de se fortalecer e aprender mais sobre os adversários.
“Faz parte do esporte. No fim das contas me conformei de não estar lá. É mais uma oportunidade que tenho de treinar mais, ficar mais forte e voltar ano que vem preparado para fazer uma forcinha com essa rapaziada. Foi um campeonato bem legal, essa garotada da nova geração se mostrou aguerrida e mostrou um Jiu-Jitsu diferente. Passei os quatro dias assistindo, dá uma ‘vontadezinha’ (de lutar), um friozinho na barriga, mas é normal. Não foi a primeira vez que aconteceu isso comigo e deu para analisar o jogo da galera”, disse, destacando o que mais lhe chamou a atenção.
“O que mais me impressionou foi a força dos times estrangeiros, com a presença europeia e americana nos pódios da categoria de base. A renovação e a internacionalização são importantes. Com certeza, daqui a uns dois anos, a força estrangeira para brigar com os brasileiros na faixa preta será mais interessante e o esporte só tem a crescer com isso”.
No mês de maio, em entrevista à TATAME, Xande havia apontado Rodolfo Vieira como o “nome forte” do Mundial. E não deu outra, o atleta da GFTeam faturou peso e absoluto na Califórnia.
“Ele tem mostrado que é o nome do esporte. Ganhou peso e absoluto no Pan, peso e absoluto no Abu Dhabi Pro e peso e absoluto do Mundial. Realmente é uma performance que não tem o que discutir. Ele tem um Jiu-Jitsu simples, uma passagem muito boa e mostrou que tem guarda também. Acho que essa simplicidade e esse senso de Jiu-Jitsu fizeram a diferença com todo mundo. Ele está de parabéns”, elogia.
Treinando de uma “forma geral”, como ele próprio define, Xande, que lesionou a costela, avalia suas condições físicas atuais entre 65% e 70%. Com o objetivo de lutar no ADCC, em setembro, ele prevê recuperação total nos próximos dois meses para chegar em plenas condições ao evento.
“As expectativas são as melhores possíveis. Com certeza vai ser um dos mais disputados. Na minha categoria tem o próprio Rodolfo, o (Vinicius) Pezão, uma rapaziada boa e será aquela guerra. De forma geral, todas as competições de Jiu-Jitsu estão ficando mais niveladas com a ajuda da tecnologia, internet, vídeos, ‘online training’, competições todo fim de semana, suporte dos patrocinadores... Isso está possibilitando a galera ficar mais profissional e ter mais condições de competir e mostrar resultado. Estou amarradão, sou bicampeão da categoria, ganhei em 2007 e 2009, e vou com força total. No absoluto já lutei várias vezes, venci vários campeonatos, cheguei em final e me machuquei, então estou pensando na minha categoria, que está bem difícil. Tem a sensação Rodolfo no peso, o supercampeão Roger também e não vai ser fácil defender esse título, não. Mas estou bem, com a cabeça boa e só falta estar 100% fisicamente”.
Clique aqui para acompanhar a cobertura completa do Mundial na área especial da TATAME.
ESTA COBERTURA É PATROCINADA POR KEIKO SPORTS E ROYAL COMBAT