Por Marcelo Barone
Foto William Burkhardt
Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu não é nenhuma novidade para Hannette Staack. Aos 32 anos, ela já participou de nove edições e venceu em oito vezes. A última aconteceu no domingo, na Califórnia, Estados Unidos, ao derrotar Ida com um belo armlock voador. E, para os que acham que este foi apenas mais um título na carreira da faixa-preta, ela explica, em entrevista à TATAME, que esta medalha de ouro teve um gosto especial.
“Ano passado fiquei sem competir. A gente assumiu uma academia nos Estados Unidos, então fiquei um ano fazendo a academia crescer. Apesar de não estar fora totalmente, já que estava treinando, fui ao Pan, ao Mundial, fiquei inteirada sobre o que a galera está fazendo, as pessoas que estavam subindo para o médio... Este ano foi importante, lutei de quimono azul, que foi o quimono do meu primeiro mundial, em 2002, teve uma certa nostalgia. Foi como se fosse o primeiro. É sempre bom ver a nova geração com a velha geração, que mostra que a experiência também tem muito valor. Claro que o preparo físico também é muito importante, mas consegui fazer o trabalho bem feito. Foi importante porque foi o retorno”, afirmou Hannette, comentando sobre o armlock voador, que assegurou sua presença no lugar mais alto do pódio.
“A gente treina muito posições básicas nos circuitos de Jiu-Jitsu que a gente faz na academia, mas essa é um posição que a gente coloca como uma carta na manga, uma coisa a mais. Sabemos que nem sempre será possível dar um armlock voador, claro, mas quando há a oportunidade ele sai automaticamente”.
Campeã da última edição do ADCC, na categoria até 60kg, em Barcelona, em 2009, Hannette defenderá o título nos dias 24 e 25 de setembro, na Inglaterra.
“Depois desse Mundial a expectativa é ótima. Tinha me inscrito no absoluto, mas o André (Negão), tirou meu nome e disse: ‘Foca na sua categoria porque você está voltando e depois no ADCC, onde você já está inscrita na categoria acima de 60kg’. Apesar de querer muito lutar o absoluto, tenho que respeitar a palavra dele, que é meu professor. A expectativa é muito boa, tem meninas muito duras na categoria, então estarei pronta, fazendo uma preparação física intensa. Estou tranquila, acostumada a lutar com pessoas maiores que eu, sempre lutei absolutos antes desse Mundial e acho que, fazendo um treinamento desde agora, vai dar tudo certo”, concluiu a lutador, que vai fazer um camp no Brasil este mês.
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