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Rafael Cordeiro quarta-feira, 29 de junho de 2011 - 10:27:47 Por Marcelo Barone

Treinar atletas do quilate de Maurício Shogun, Wanderlei Silva e Fabrício Werdum não é para qualquer um. Admirado pelas feras, Rafael Cordeiro, líder da Kings MMA, trabalha duro para que seus atletas sejam os melhores do mundo. A bola da vez agora é Wand, que enfrenta Chris Leben, neste sábado, em Las Vegas, pelo UFC 132. Em entrevista à TATAME, o Mestre, como é conhecido, afirmou que o Cachorro Louco vai nocautear em sua volta ao octógono. “Nunca podemos duvidar do Wanderlei. Se ele tem isso em mente (o nocaute), pode acontecer a qualquer momento. A gente sabe que ele tem uma pancada muito forte, está muito rápido e essa velocidade contra o Leben será uma grande vantagem”, disse o treinador.

 

Como foi o treinamento do Wanderlei Silva para o UFC 132?

 

Ele treinou super bem. Fez a preparação técnica com a gente e foi muito bem nesse tempo que passou aqui (Kings MMA) aproveitando bastante não só o Muay Thai, mas o Jiu-Jitsu com a rapaziada. O Wanderlei está pronto e muito forte por esse tempo de musculação que fez enquanto ficou parado. Será uma luta boa porque ele está voltando a seu máximo e sem contusão nessa reta final.

 

Ele afirmou que vai nocautear o Chris Leben. Você concorda?

 

Eu concordo. Nunca podemos duvidar do Wanderlei. Se ele tem isso em mente, pode acontecer a qualquer momento. A gente sabe que ele tem uma pancada muito forte, está muito rápido e essa velocidade contra o Leben será uma grande vantagem.

 

O quanto essa inatividade do Wanderlei pode atrapalhá-lo?

 

Isso foi compensado com bastante treino técnico e luta dentro da academia. Ele pode não ter lutado fora, mas passou por todo tipo de pressão possível na academia e está preparado para dar pressão. O Wanderlei está muito bem treinado, preparado e acho que vai poder render 100%, pois está sem lesão.

 

A que você credita a derrota do Fabrício Werdum?

 

Acho que cada luta é uma luta. Essa foi mais uma na etapa da vida dele. Ele é novo, tem muito pela frente e foi um aprendizado. Estamos revendo os detalhes da luta para não acontecer mais no futuro. O primeiro passo é o atleta acreditar nele, o que o Werdum já está fazendo, voltando forte na musculação, isso é o mais importante.

 

O que passou pela sua cabeça ao vê-lo pedindo para o Overeem lutar no chão?

 

O importante na luta é o atleta ficar solto, confortável e ele estava seguro no chão. Mas ficou muito com esse negócio de finalizar na cabeça e esqueceu o potencial dele em pé. Focou muito o chão e, realmente, ele tem Jiu-Jitsu para finalizar qualquer um, mas esqueceu que tem Muay Thai para fazer frente com qualquer um também. Na verdade, o Werdum é atleta de MMA e tem preparo em pé e no chão.

 

Qual era a estratégia para a luta?

 

A estratégia era movimentar bastante. O Werdum é mais rápido, tinha que trabalhar em ângulos, movimentar em pé, rodar bastante, não parar na frente dele e botar para baixo. Não conseguimos, mas acontece. Temos que trabalhar para não acontecer mais no futuro.

 

Como está a preparação do Shogun para o UFC Rio?

 

O Shogun está muito dedicado, terminando o treino cheio de dor no corpo, o que é muito importante (risos), aquela dor de treino... Ele está rendendo bem, puxando o gás e dando seu máximo. É bom ter a rapaziada toda junta, isso faz a diferença e um levanta o outro. Ele se motiva a cada treinamento a dar o máximo pelo gabarito de atletas que têm para treinar.

 

Ele conversa com você sobre a expectativa por conta da luta?

 

O Shogun quer lutar, sinto aquela gana de garoto nele, de quando começou a sair na mão. Essa gana é dele e vai ser muito boa porque irá levantá-lo. Vamos trabalhar para um nocaute, mas luta é luta.

 

Você acredita que ele estará mais motivado em função da maneira que ele perdeu para o Jon Jones?

 

Acho que todo campeão quando perde volta mais forte. Essa é a mentalidade do campeão. Ele vem de uma derrota, então chegará reforçado, com estímulo. Vai ser uma luta boa. Agora é focar no futuro, voltando com aquela motivação e vendendo caro cada resultado dentro do ringue. Preparamos nossos atletas para dar e receber pressão e o resultado da luta é consequência disso.

 

O Mark Muñoz venceu o Demian Maia no UFC 131. O que achou do desempenho do seu aluno?

 

O Muñoz foi muito bem, rendeu no octógno e é uma pessoa que eu tenho um orgulho muito grande. Ele está valorizando muito o time não só tecnicamente, mas como pessoa. Ganhou de um atleta de nome, que já disputou título e vai chegando cada vez mais à frente no ranking da disputa pelo cinturão.

 

O clima na academia é muito bom e há uma forte ligação entre você e os atletas. O quanto essa união é importante?

 

Essa união é tudo. Mais importante que a ligação profissional é a ligação afetiva com os atletas. É o primeiro ponto para formar uma equipe, com laços de família e amizade. E estamos fazendo isso ainda mais, ampliando a nossa academia, dobrando seu tamanho. Em um mês será a maior da Califórnia. As obras já começaram e devem terminar em um mês. Vamos dividir o CT no meio, uma parte para o Jiu-Jitsu e outra só para Muay Thai e MMA.


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