Escalado para uma das lutas preliminares do UFC Rio, Paulo Thiago parte em busca de recuperação. Sedento pela vitória após duas derrotas consecutivas, o policial do BOPE encara David Mitchell pronto para o duelo, ciente das habilidades de Mitchell no chão. Ele tem uma trocação razoável, mas se vira bem em pé. Ele mostrou nos vídeos que, no chão, ele é um ótimo lutador, tanto por cima como por baixo. Tem várias posições de finalização, de raspagem, o omoplata, gogoplata, que é um jogo bem perigoso”, analisa Paulo, feliz por lutar no Rio de Janeiro. “É igual a ser chamado para jogar na seleção brasileira”. Confira abaixo a entrevista exclusiva com Paulo Thiago, que falou sobre os treinos para o combate, seus palpites para as lutas principais do UFC Rio e o trabalho de preparação física que tem feito com Rafael Alejarra.
Como está o treino e a expectativa para a luta no UFC Rio?
A expectativa está a melhor de todas, todo mundo queria estar lá. Graças a Deus eu fui chamado. É igual a ser chamado para jogar na seleção brasileira. Então eu vou estar lá representando o Brasil lá junto com a galera, com todos os lutadores, e estou treinando forte. Todo mundo está dando uma força, todos têm com luta marcada, então o treino está forte.
O que você conhece sobre o jogo do seu adversário?
Pelo que a gente viu nos vídeos que a gente conseguiu, ele é um lutador que tem uma trocação razoável. Não é um exímio trocador, mas se vira bem em pé. Pelo que a gente conseguiu entender, ele não é tanto um wrestler. Ele derruba do jeito que ele consegue. Às vezes, quando ele não consegue derrubar, ele puxa para a guarda, mas mostrou nos vídeos que, no chão, ele é um ótimo lutador, tanto por cima como por baixo. Tem várias posições de finalização, de raspagem, o omoplata, gogoplata, que é um jogo bem perigoso que a gente estava treinando bastante, porque eu vi que ele domina bem essa técnica. Ele é um lutador que dá para trocar com ele em pé, mas acho que o maior perigo dele é no chão.
A tua ideia para a luta é mantê-la em pé e surpreendê-lo na trocação?
É começar bem em pé e, na hora que tiver que ir para o chão, que eu caia em uma posição boa para dominar, bater e buscar uma finalização. Vou tentar botar o meu ritmo de jogo ali, tanto em pé como no chão. Se eu tiver a oportunidade de aplicar uma queda, eu vou tentar.
Você foi escalado para o UFC Rio, um evento histórico, e você já chegou no evento com prestígio, lutando de cara com o Josh Koscheck, depois lutando no UFC 100, outra edição histórica. Como você vê isso?
Eu só tenho a agradecer ao UFC por estar participando um pouco da história do evento, de estar podendo lutar em eventos históricos. Acho que todo mundo queria estar aonde eu estou, acho que vários lutadores no Brasil e no mundo inteiro queriam estar tendo essa oportunidade, então só tenho que agradecer a Deus e ao UFC por me dar essa oportunidade. Agora, eu tenho que treinar bastante para continuar lá fazendo o meu trabalho.
Quais são as expectativas para as outras lutas do UFC Rio?
Eu acho que o Anderson vai nocautear bonito. Ele realmente é o melhor do mundo. Eu acho que tem a chance de todos os brasileiros saírem com a vitória. Alguns com lutas mais difíceis e outros nem tanto, mas eu acho que é a chance dos brasileiros fazerem as lutas principais. O Shogun está sob a expectativa de todo mundo, de que ele deve ter dado uma forçada nos treinos. Pelo que a gente tem de notícias, ele está treinando bem, forte, e vai ser uma luta maneira porque o adversário dele também é guerreiro. Como é uma revanche, ele vai querer dar o troco. Minotauro, todo mundo está na expectativa porque ele está há algum tempo parado, vindo de várias lesões, mas é o Minotauro, e o nome já diz tudo. Mas acho que todo mundo tem chances de ganhar.
Entre as preliminares vai ter o Erick Silva contra o Mike Swick, que é um cara que você já finalizou no UFC. Que dicas você daria para o brasileiro?
Eu acho que o Erick tem uma trocação muito boa, é superior na trocação. É uma das lutas que eu tenho mais certeza de que o brasileiro vai ganhar é essa. Ele vai ganhar do Mike Swick, que já está parado há um tempão. O Erick vive lutando no Jungle e eu tenho sempre recebido notícias do Erick, de que ele está treinando muito bem, então acho que ele tem tudo para ganhar.
Você pretende vir para o Rio alguns dias ou semanas antes para fazer o final da preparação na X-Gym?
Não. Dessa vez a gente vai ficar por aqui mesmo. Estava o Ataíde, o Lula, que é meu preparador físico, o Alejarra, que chegou agora também, o Rodrigo Aguiar, no Muay Thai, então todo mundo está treinando aqui e achamos que a minha melhor preparação essa vez será aqui em Brasília. Vou para lá só uma semana antes da luta mesmo.
Como está sendo esse trabalho agora com o Lula e o Alejarra na preparação física?
Ficou legal para caramba. Os caras se juntaram aqui e montaram uma academia nível A, de primeira mesmo. O Alejarra já tem aquela bagagem de vários anos treinando campeões, então foi só uma grande soma que ele trouxe de conhecimento, treinos, várias novidades que a gente estava precisando... E o Lula é um cara que eu adoro. Às vezes os caras não deixam os outros colocarem a mão no seu atleta, mas o Lula tem a cabeça aberta e quer aprender também e se vinculou com o Alejarra, e os dois estão me ajudando bastante.
E o que a gente pode esperar do Paulo Thiago no UFC Rio?
Força máxima, vou com tudo para ganhar essa luta. Quero fazer uma boa apresentação lá para comer comemorar com a torcida brasileira no Rio de Janeiro.