Felipe Arantes, mais conhecido como “Sertanejo”, estreará no UFC Rio contra o compatriota Iuri Marajó. O lutador da Chute Boxe tem apenas 23 anos e não sabe o que é derrota desde 2009. Especialista em Muay Thai, o atleta disputou o cinturão do evento americano UCC, mas um No Contest adiou o combate para agosto. E parece que não era para ser mesmo. A disputa de cinturão no UCC foi novamente adiada, Sertanejo ficou bem desmotivado, mas como diz o ditado: “há males que vem para o bem”, já que logo após a desilusão, o casca-grossa fechou com o UFC Rio, o que lhe pegou de surpresa. Confira abaixo uma entrevista com o lutador, onde ele prometeu cair pra dentro e fazer a luta da noite com Iuri Marajó no UFC Rio, explicou o porquê do apelido, analisou seu adversário entre muitos outros assuntos que você confere a seguir.
Esse convite para lutar no UFC Rio te pegou de surpresa?
Me pegou muito de surpresa. Eu jamais pensaria que eu iria lutar no UFC Rio! Na verdade eu tinha uma luta marcada no UCC (Urban Conflict Championships) para o fim do mês de agosto! O evento adiou o show para setembro e assim que fiquei sabendo que não lutaria, fiquei super chateado porque estava focado, treinando pesado e ter que tirar o pé do acelerador em plena reta final me deixou bem desmotivado. Mas graças a Deus recebi essa noticia maravilhosa e já estou treinando dando o meu máximo novamente.
Sua origem é do Jiu-Jitsu ou Muay Thai? Conte um pouco de sua história nas artes marciais para quem não conhece.
Minha origem é do Muay Thai. Treino Muay Thai desde os 13 anos de idade. Tenho umas 15 lutas de Muay Thai profissional e comecei a pegar gosto pelo MMA e assim comecei a me focar bastante no Jiu-Jitsu, para não depender apenas da minha parte em pé. Hoje treino tanto Jiu-Jitsu quanto Muay Thai. Mas o meu começo nas artes marciais foi com o Judô quando eu era bem pequeno, mas treinei por pouco tempo e depois parti pro Tae Kwon Do onde treinei uns dois anos. Conheci o Diego Lima no decorrer da vida e fui fazer um treino de Muay Thai. Foi tudo o que eu sempre quis fazer, pois sempre gostei de esporte de contato mais pesado.
Você se considera um privilegiado por estar estreando no maior evento do mundo, ainda por cima no Brasil?
Privilegiado seria pouco. Sou um super privilegiado! O sonho de todo brasileiro e acredito que de todo o lutador é lutar no UFC, e no Rio de Janeiro então nem se fala! Deus me deu essa oportunidade na hora certa! Vou agarrar com unhas e dentes!
O que você conhece do Marajó? Pretende manter a luta em pé, já que você é um striker?
Conheço o meu oponente, já vi algumas lutas dele em eventos no Brasil e na internet. Mas não sou um cara que fico estudando o adversário. Assisto uma vez a luta e não mais. Prefiro chegar na hora e ver qual vai ser. Eu pretendo lutar em pé sim, afinal a luta fica mais bonita e minha origem é na luta em pé, mas estou treinando muito chão, se a luta for para o solo, estarei pronto também, sem fugir do combate.
O que o público pode esperar dessa estreia no UFC Rio?
Bom, o publico pode esperar muita garra, muita vontade de vencer e com certeza a luta vai ser um show. Gosto de cair pra dentro sem medo de ser feliz, e nessa luta não vai ser diferente. Não tenho medo de perder e isso me deixa muito confiante em cair pra dentro. Vou dar o meu melhor, vou treinar muito e deixar o resultado nas mãos de Deus, afinal o futuro a ele pertence. A minha parte estou fazendo e espero que possamos fazer a luta da noite! Heyyyy!!
Como surgiu esse apelido “Sertanejo”?
Eu nasci escutando música sertaneja, sou muito fã do Bruno e Marrone, gosto dos caras pra caramba e os caras me dão força e inspiração. Quando estou triste, escuto Bruno e Marrone, quando estou feliz, escuto os caras. A música sertaneja para mim é uma coisa de coração.
Gostaria de agradecer a alguém?
Bom, primeiramente gostaria de agradecer a Deus e a minha família por me darem toda a base que preciso, as pessoas que me apoiaram e que me apóiam até hoje como meu grande amigo Marcão, meus companheiros de treino da Chute Boxe (Allan, Thomas, Babu, Flavio, entre outros). Gostaria de agradecer ao pessoal da Cia paulista por me dar o suporte no Jiu-Jitsu, a Gold Team Fighter USA, ao Macaco e o Fred por cuidarem da minha carreira internacional e por terem me dado essa chance! Agradeço aos meus patrocinadores Conduta, Provise, Spank e ao meu mestre Diego Lima por estar comigo desde o começo e acreditar em mim.