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Edson Junior domingo, 24 de julho de 2011 - 09:00:01 Por Guilherme Cruz

Edson Junior estava acostumado a brilhar nos ringues de Muay Thai, e conseguiu a transição perfeita para o MMA. Invicto em oito lutas e escalado para o histórico UFC Rio, onde enfrenta Ross Pearson, o peso leve bateu um papo com a TATAME, comentando as expectativas para o show e analisando o jogo do oponente, que venceu uma das temporadas do TUF, falando sobre seus treinos nos Estados Unidos, a evolução no Jiu-Jitsu com os treinos ao lado de feras como Pablo Popovitch e Roberto Cyborg, a emoção de lutar no Rio após a tragédia na Região Serrana, onde nasceu, e a recuperação das lesões que teve antes do UFC 128. “A preparação para aquela luta foi guerra. Eu estava muito machucado”.

 

Como está a preparação o UFC Rio?

 

Está sendo a minha melhor preparação para uma luta. O camp está ótimo, a gente está seguindo certinho o planejamento que nós fizemos antes para a luta. Eu acho que nunca foi bom. Eu venho treinando tudo, bem completo. Boxe, Wrestling, jogo de chão, então está tudo bom.

 

Nos bastidores do UFC 128, você me contou que estava cheio de lesão antes da luta. Como você está agora?

 

Nossa, é verdade. A preparação para aquela luta foi guerra. Foi um mês e meio de guerra. Eu estava muito machucado, todo machucado. Graças a Deus, logo depois da luta eu fui num médico e a gente trabalhou certinho, fiz fisioterapia e comecei o treinamento 100%. Hoje continuo 100%, minha mão está ótima, não estou sentindo nada. O joelho também está bem, então eu realmente estou 100%.

 

O que você acha do seu adversário, que já foi campeão do TUF?

 

Ele é um cara muito duro, respeitado no UFC, tem cinco lutas e só uma derrota. É uma boa luta. Ele é um cara que gosta de trocar, que tem um Boxe bom, quedas, acho que é faixa-marrom de Judô. É UFC, não tem essa. A gente não tem que esperar luta, a gente tem que estar preparado e eu, com certeza, vou estar muito bem preparado.

 

Você acha que ele vai querer trocar com você ou que ele vai fugir da luta em pé, já que ele tem a maioria das vitórias por finalização?

 

É, ele tem bastante ataque no braço, mas nas últimas dele no UFC ele trocou em pé com os caras, então espero que ele realmente queira trocar comigo. Na verdade, eu espero que ele faça tudo, vou estar preparado. Se ele quiser trocar em pé, eu vou trocar. Se ele quiser jogar Wrestling comigo, eu vou fazer. Se ele quiser fazer chão, eu vou fazer o chão. Mas, se ele quiser trocar, é melhor para mim.

 

Você está treinando com vários caras duros no chão. Como está a sua evolução no Jiu-Jitsu?

 

Eu treino com os melhores do mundo. A gente vai pelo menos uma, duas vezes na semana lutar com o Pablo Popovitch. Lá tem o Pablo, o Cyborg, o Vagner Rocha, que está no UFC também, o Rafael Chaves, o Guedes... Eu treino tudo e estou muito feliz. Conversei com a minha esposa que eu estou sentindo a minha evolução, estou sentindo que eu estou aprendendo cada vez mais e o meu jogo vai em pé vai sair. Eu sei que o meu jogo em pé vai sair porque o meu jogo de chão está melhor.

 

Você está invicto no MMA. Já pensa em começar uma corrida mais intensa pelo cinturão?

 

Eu quero chegar lá, mas vou continuar trabalhando. O meu foco é fazer o meu e deixar nas mãos de Deus, porque ele sabe a hora. Eu vou trabalhar muito e confio em Deus que um dia essa hora vai chegar. Não sei se vai ser por perto ou se vai demorar, mas vai chegar. Então eu tenho minha vida nas mãos de Deus, então continuo fazendo o meu trabalho aqui e deixando que ele mexa os pauzinhos lá em cima.

 

Você está escalado para lutar no UFC Rio, um evento histórico. Como você se sente em participar desse evento?

 

Nossa, isso é sinistro. Acho que a ficha ainda não caiu. Na fila da pesagem eu, Minotauro, Anderson Silva, Shogun... A expectativa é muito grande. Eu pensei que ia ficar muito ansioso, mas não estou. Estou fazendo o meu treinamento e sei o que tenho que fazer. Vai ser uma oportunidade única. Eu vou lá fazer o que eu treinei na academia.

 

Como bate a emoção, ainda mais depois de tudo que aconteceu na Região Serrana, que é de onde você veio?

 

Ah, com certeza. Acho que dá um reforço para a gente saber que muitas pessoas foram afetadas, muitas famílias, amigos meus... Isso dá mais força porque eu sei que todo mundo está torcendo por mim e eu sinto a energia de todo mundo. Vai ter uma galera lá torcendo por mim. Os meus amigos estarão lá torcendo por mim.

 

O que você acha sobre os brasileiros nesse evento? Tem o Luiz Cané, que está treinando com você, e uma galera top como Anderson, Minotauro, Shogun...

 

Eu sou brasileiro e fã desses caras. Ao mesmo tempo que vou estar lutando, vou estar torcendo para todo mundo, principalmente, como você falou, para o Luiz Cané, que é meu parceiro de treinos, está aqui na correria todos os dias. O Minotauro, que eu não preciso nem falar, tem o Anderson, mas como eu falei: ao mesmo tempo que vou ser um lutador, vou ser um torcedor. Quando eu estiver me aquecendo lá, vou estar torcendo para eles e tenho certeza que eles também vão torcer para mim. Vai ser muito bom.


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