Thiago Pitbull venceu apenas uma das quatro lutas no UFC, e não nocauteia ninguém desde junho de 2008, quando mandou Matt Hughes à lona. E o cearense não está gostando desta situação. Escalado para voltar à jaula do Ultimate na edição 138, na Inglaterra (5 de novembro), Thiago conversou com a TATAME e prometeu voltar com o pé no acelerador diante do estreante Papy Abedi, invicto em oito lutas. “Já vi de tudo nesse jogo. Agora é confiar no meu trabalho, no meu talento e no meu time, e correr pra dentro. Vou tentar nocautear ou finalizar todas as lutas daqui em diante. Vou voltar a ser agressivo”, garante, analisando o jogo de Abedi, judoca que nasceu no Congo e comentando o atual panorama da categoria, dando seus palpites para a disputa de cinturão entre Georges St. Pierre, seu algoz no UFC 100, e Nick Diaz, ex-campeão do Strikeforce. “O St. Pierre tem como neutralizar o jogo do Nick Diaz”.
Como está a preparação para a luta?
Os treinos estão bons pra caramba, estou treinando muito com o novo programa de Wrestling e Muay Thai da ATT... Está muito bom.
Já está treinando focado no jogo do Abedi?
Já estamos treinando para um canhoto... Olhei as lutas dele e já estamos no caminho, mas ainda não estamos fazendo nada muito específico.
Ele nunca lutou em grandes eventos... Foi difícil achar os vídeos das lutas dele?
Fiz uma busca na internet e arrumei umas quatro lutas dele, acho que já foi o bastante.
O que conseguiu ver dele?
Ele é canhoto e lutava na categoria mais pesada, vai ser sua primeira luta nesse peso, então vou ter uma vantagem nisso. Ele pareceu ser um bom striker, mas não é refinado. Ele é judoca, e nunca lutou com alguém do alto nível. Não o estou subestimando, estou preparando como se fosse uma disputa de cinturão.
Sua trocação será o diferencial nessa luta?
Acho que sim... Com certeza.
Acredita que a sua experiência também vai pesar?
Ele nunca lutou num grande evento, e o UFC é totalmente diferente. Tem muitas vantagens do meu lado, mas não posso contar com isso. Tenho que treinar o máximo para chegar lá e arrebentar, fazer o melhor possível no dia da luta.
Você tinha quebrado a sequência de derrotas no UFC, mas perdeu novamente na última luta, contra o Rick Story... Como vai para essa luta?
Aprendi bastante com a minha última luta, jamais vou deixar o resultado para os jurados. Eu demorei a começar a lutar na última luta, mas já aprendi o que tinha para aprender, já vi de tudo nesse jogo. Agora é confiar no meu trabalho, no meu talento e no meu time, e correr pra dentro. Vou tentar nocautear ou finalizar todas as lutas daqui em diante. Vou voltar a ser agressivo.
Você não nocauteia desde a luta contra o Matt Hughes. Porque acha que não consegue mais?
Antigamente eu lutava sem ter nada a perder. Eu não tinha preocupação nenhuma, só lutava e me divertia, mas quando você chega num certo status começa a se preocupar demais, foca no futuro e esquece do presente. Mas é tudo um aprendizado. Tenho expectativas muito altas, quero ser um dos maiores campeões e tenho que passar por tudo isso para poder aprender e amadurecer. Não tenho mais desculpas, agora é só trabalho pesado e correr pra dentro.
Como tem visto a sua categoria no UFC?
A categoria é competitiva pra caramba, a mais competitiva do UFC, e está aparecendo gente nova o tempo todo, não tem moleza. Eu me amarro nisso. A competição está acirrada, e isso dá mais motivo para trabalhar pesado. Tem muita gente nova, mas tenho tudo pra ganhar de todo mundo.
O campeão Georges St. Pierre vai colocar o cinturão em jogo contra o Nick Diaz. O que espera da luta?
Vai ser o maior lutão, mas o St. Pierre tem como neutralizar o jogo do Nick Diaz e fazer o que ele faz de melhor.
Como acha que termina?
Acho que termina por pontos... Acho que o St. Pierre não vai nocautear ou finalizar o Nick Diaz.