Lyoto Machida venceu Randy Couture em sua última aparição no UFC, mas ainda não tem data certa para voltar à jaula. No último fim de semana, o carateca embarcou rumo ao Rio de Janeiro para tentar negociar com os cartolas do UFC, mas foi em vão. “Até agora nada, estou aguardando a oportunidade. Acho que devo lutar no final de novembro ou início de dezembro, até pelo tempo que teria para me preparar, mas o pessoal (do UFC) não falou nada”, conta o atleta, que em entrevista exclusiva à TATAME comentou a possibilidade de enfrentar Phil Davis, elogiou as vitórias de Minotauro, Anderson e Shogun no UFC Rio e se mostrou disposto a negociar com um clube de futebol. “Quem sabe o Santos”, brinca. Confira:
Você disse que viria ao UFC Rio para tentar negociar a sua próxima luta. Fecharam alguma coisa?
Até agora nada, estou aguardando a oportunidade. Acho que devo lutar no final de novembro ou início de dezembro, até pelo tempo que teria para me preparar, mas o pessoal (do UFC) não falou nada.
Muito foi especulado sobre uma possível luta com o Phil Davis. Essa é a ideia principal?
As pessoas têm falado, mas até agora não vi ninguém da diretoria (do UFC) falar, então...
O que achou do UFC Rio? Ficou surpreso com a festa?
Foi muito bacana, positivo... Eu já sabia que seria assim porque conheço o povo brasileiro, sei como é a torcida daqui. A torcida foi muito fiel a todo momento, diferente da torcida americana, que troca de lado muito rápido. O cara apanhando ou batendo, era Brasil até o final, e achei isso bacana.
Aprovou o desempenho dos brasileiros nas três lutas principais?
O resultado superou as expectativas... O Minotauro surpreendeu. Ele não era o favorito pela maioria porque vinha de cirurgias e estava lutando com uma promessa, mas venceu. O Anderson, como tinha falado, é acima da média e seria uma luta muito boa, e não foi diferente. O Shogun fez uma luta muito boa e muito rápida... Esperávamos ver mais um pouco, mas faz parte. O Brasil, no geral, foi muito bem.
Como tem visto essa crescente onda de clubes de futebol patrocinando atletas de MMA?
Acho bacana, se for um negócio profissional. Quando um time desses procuraria um esporte de luta? A gente vê que a popularidade do esporte está aumentando no Brasil a cada momento, e acredito que isso seja bom para o esporte, mas tem que ter cuidado porque a torcida muitas vezes é fanática e confunde um pouco as coisas. Tirando isso, é só coisa boa.
Você negociaria com algum clube?
Se tiver uma proposta, estamos aí, lógico... Lutador profissional é isso. Estou aberto a ofertas (risos).
Para qual time você torce?
Nessa hora a gente nem tem time (risos)... Eu acompanhei muito futebol quando era adolescente, mas o mundo da luta me cativou muito mais. Nunca fui de chorar por um time, morrer por um time. Gosto de futebol e tudo, mas não com essa coisa de torcer até morrer. Gosto de assistir, mas não opino por nada.
Teria preferência por algum clube?
Não sei... Quem sabe o Santos, que tem o Paulo Henrique Ganso, que também é daqui do Pará (risos)... Estou aberto a propostas.