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Antônio Pezão quarta-feira, 07 de setembro de 2011 - 14:05:01 Por Guilherme Cruz

Antônio Pezão entra na jaula do Strikeforce neste sábado contra Daniel Cormier, em combate válido pela semifinal do GP dos pesos pesados da organização, e bateu um papo com a TATAME antes de entrar em ação. Focado, o paraibano analisou a troca de adversários, uma vez que estava escalado para duelar com Alistair Overeem, e garantiu que está tranquilo caso seja derrubado pelo wrestler. “Estou com o meu Jiu-Jitsu em dia... A gente tem que respeitar, tem muito atleta bom de Wrestling no MMA, mas a luta começa em pé. E eu estou muito bem”, avisa Pezão, explicando sua torcida pelo desafeto Josh Barnett, que luta na mesma noite contra Sergei Kharitonov, e analisando as lutas – e a torcida – do histórico UFC Rio.

 

Qual a expectativa para a luta com o Daniel Cormier? Você teve que fazer uma troca na sua preparação...

 

É. Trocou tudo. Eu ia lutar com um striker, depois passou para o Daniel, que é um atleta que tem oito lutas, todas vitórias... Ele é um wrestler, um cara que luta bem ali em pé, bota bem para baixo. A gente não teve muita oportunidade de ver o chão ainda, então... Eu estou muito bem em pé, graças a Deus e ao Dórea, que consertou muitos erros e me ajudou bastante. O Cigano, que me deu muitos toques.

 

E como está o seu chão para esta luta, caso ele te coloque para baixo?

 

Estou com o meu Jiu-Jitsu em dia... Treinei com o professor Everaldo, Zé Mário, Minotauro, Feijão, todos muito bons de chão... E eu vou te falar: eu não tenho muita preocupação dele me colocar para baixo, até mesmo porque não vai ser tão fácil assim em colocar para baixo porque eu treino com wrestlers, como o Rashad (Evans), treinava aqui com o Josh, que passou lá seis semanas com a gente lá praticamente. Ele é quatro vezes campeão nacional (dos Estados Unidos) de Wrestling. Treinei bastante com ele, fiz muito sparring, ele tentando me colocar para baixo...

 

MMA não é Wrestling. A gente tem que respeitar, tem muito atleta bom de Wrestling no MMA, mas a luta começa em pé. E eu estou muito bem. Graças a Deus ainda teve a presença lá do De La Riva, inclusive até acabou de me mandar uma mensagem aqui no Twitter: ‘sorte na raspagem lá’. Ele me passou umas raspagens muito boas. Vamos que vamos! Se ele me colocar para baixo, vou colocar essas raspagens do professor De La Riva com o Everaldo em jogo, e vamos ver no que vai dar.

 

Qual é o seu palpite para a outra semifinal, entre Barnett e Kharitonov?

 

Não vai ser uma luta fácil para o Josh. O Kharitonov tem uma mão duríssima e tem uma experiência, assim como o Josh também tem. Ele é muito experiente, vem desde a época do Pride. Está com uma vontade muito grande de ganhar, as pessoas viram contra o Arlovski o lutão que ele fez, mas a minha torcida é pelo Josh. Eu acho que ele vai ganhar, que ele é mais completo. Ele é um atleta que vive bem em todas as partes. É um lutador camaleão, luta bem em todas as partes.

 

Diferente dele, estou torcendo por ele. Diferente dele, porque ele é um cara que está querendo que o Cormier ganhe. Inclusive, vi uma entrevista onde ele estava dizendo que vai lutar com o Cormier na final. Ao contrário dele, eu quero que ele ganhe. Primeiro que ele é mais lutador, e segundo que eu quero enfrentá-lo na final. Acho que ele não está querendo muito me encontrar na final, não. Ele deve estar de dedo cruzado para que o Cormier ganhe, mas eu não vou dar esse gosto para ele.

 

O Josh deu uma entrevista dizendo que a sua única vantagem como atleta é o tamanho. O que acha disso?

 

Engraçado, cada um tem uma vantagem. A vantagem do Cigano é a mão dele, que é pesada, forte. A vantagem do Minotauro é o chão, que é muito bom. Cada um tem uma coisa. Ele falou que a minha vantagem é o tamanho, então que seja só o tamanho. Então vamos lá, vamos mostrar para ele que às vezes não é só isso.

 

Você estava treinando no Rio e acompanhou de perto o UFC Rio. O que achou do evento?

 

Em toda a minha carreira, nunca vi um show tão grande. Não é porque foi no meu país. Não é porque eu queira puxar o saco da minha pátria. Não, de forma alguma. Mas, no meu tempo de carreira, eu nunca vi um show igual, nunca vi uma torcida daquela, gritando o tempo todo, fazendo “ola”, batendo os pés... Em lugar nenhum eu cheguei a ver um evento daqueles. A torcida foi a sensação do show.

 

Qual foi a emoção de ver a vitória do Minotauro?

 

Ele fez muita gente chorar. Eu vi muitos grandões chorarem naquele dia, inclusive eu. Ele deu a volta por cima. Eu tive a oportunidade de acompanhar todo o trabalho dele ali durante seis semanas, o trabalho final da luta. Não todo o trabalho, mas o trabalho final eu consegui acompanhar. E vi como a cada dia que passava ele estava melhorando, ele estava bom de cabeça, estava com o corpo já quase 100%. Tudo que ele treinou ali com o professor Dórea, tudo que o Cigano passou, tudo que a gente fez no dia a dia. Na realidade, o nosso esquema de luta era colocar para baixo e finalizar. Ele estava bem preparado e fez justamente o que o Dórea e o Cigano falaram. Muita gente chorou. Não só no estádio, mas em casa. Muito legal, muito legal.

 

E o que achou das outras lutas?

 

Os nossos lutadores, porque todos deram show. Com exceção do Banha, que infelizmente aconteceu aquele acidente de trabalho... Mas foi maravilhoso. O Anderson mais uma vez mostrando que não tem pra ninguém. Para lutar com ele é difícil, é complicado. O Shogun que mostrou que bem preparado é complicado para qualquer um também. O Toquinho, o Thiago Tavares, o Erick Silva, uma nova geração que está chegando. Eu treinei com o menino ali, vi o menino treinando e fiquei abismado. Ele foi lá e conseguiu aquele nocaute maravilhoso.


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