Junior Assunção deixou o UFC em 2007, com duas derrotas em três aparições no octagon, e não descansou até ter a chance de voltar à jaula mais famosa do mundo. “Foi um investimento que fiz nos últimos quatro anos. Acreditei no meu sonho de um dia voltar, com mais experiência e melhor preparado”, conta o atleta, que volta ao UFC neste sábado, na edição 135, contra o estreante Eddie Yagin. Em entrevista exclusiva à TATAME, Junior analisou o jogo do oponente e destacou sua evolução para retornar ao UFC. “Antigamente eu tinha um trabalho em tempo integral, não tinha um professor focado. Hoje tenho 30 anos, estou mais maduro, sei o que quero... O Junior de hoje em dia quer ser campeão, o de antes queria só estar no UFC”, avisa, dando seu palpite para a disputa de cinturão entre Jon Jones e Rampage Jackson, que acontece na mesma noite.
Qual a expectativa para o retorno ao UFC?
Está legal... Foi um investimento que fiz nos últimos quatro anos. Acreditei no meu sonho de um dia voltar, com mais experiência e melhor preparado, e a expectativa é a melhor possível.
O que mudou na sua preparação para descer à categoria de pesos penas?
Eu não tive que fazer muita coisa, praticamente ajustei a dieta e continuo fazendo o que venho há uns meses. Minha última luta foi em março e estou treinando para essa luta há cinco meses. Estou tranquilo.
O que conhece do Eddie Yagin, seu adversário neste sábado?
Ele é um cara duro, com certeza merece respeito por estar competindo nesse nível, mas é um estreante no UFC. Eu já fui estreante e sei a pressão que é, sei o que vai passar na cabeça dele. Respeito, assim como respeito todos os meus adversários, mas no fim do dia tenho que fazer o que faço nos treinos e minhas últimas lutas.
Ele conquistou 10 das 15 vitórias por nocaute ou finalização. Qual a sua estratégia?
Meu carro chefe é o Jiu-Jitsu, claro, sou faixa-preta e confio nessa área. Sou muito bom de Wrestling também e estou confiante em todas as áreas. Acredito no meu jogo. Meu estilo é diferente dos estilos que têm por ai. Vou chegar e impor meu “gameplan” e espero sair vitorioso no primeiro round.
Como avalia sua evolução desde que deixou o UFC, em 2007?
Tudo mudou. Antigamente eu tinha um trabalho em tempo integral, meu estilo de vida não era assim, não tinha um professor focado. Hoje tenho 30 anos, estou mais maduro, sei o que quero. Não estou mais naquela pilha de lutar no UFC. Para mim, é um evento como outro qualquer. Ganho mais (dinheiro) e tenho mais exposição, mas não faz muita diferença. O Junior de hoje em dia quer ser campeão, o de antes queria só estar no UFC.
Você e seu irmão Raphael estão atualmente no UFC, e outro membro da família Assunção, o Freddy, vem fazendo um grande trabalho. Sonha em ver a família Assunção fazer história com três lutadores no UFC?
Seria legal da parte de marketing... Meu irmão Raphael já está no UFC e o Freddy começou um pouco mais tarde que nós dois, mas está construindo uma boa carreira. Ele tem seis lutas no total, nocauteou na semana passada, tem um estilo muito diferenciado... Começamos na capoeira e temos um estio muito diferenciado. Acreditamos nesse estilo, e quando você acredit numa coisa não existem barreiras. O plano é ele fazer três lutas e se juntar ao UFC.
Qual o seu palpite para a luta principal do UFC 135, entre Jon Jones e Rampage Jackson?
O Jon Jones tem um estilo muito diferenciado, o Rampage tem um estilo em linha, mas esse estilo não-ortodoxo está ganhando hoje. Todos os campeões não lutam em linha, são bem mais imprevisíveis. O Jones é muito imprevisível, imenso... Vou puxar para o lado do Jones, mas luta é luta. Bateu onde tem que bater, muda a noite, mas acho que dá Jon Jones.