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Cris Cyborg quarta-feira, 12 de outubro de 2011 - 10:23:47 Por Guilherme Cruz

O Strikeforce acaba de anunciar a disputa de cinturão entre Cris Cyborg e Hiroko Yamanaka para o dia 17 de dezembro em San Diego, Califórnia, e a TATAME bateu um papo com a campeã Cyborg, que analisou a peleja, disse estar pronta para lutar após meses de renegociação com o Strikeforce e falou sobre o peso de representar as mulheres, sendo a melhor peso por peso do mundo. “É importante ganhar para abrir as portas para o MMA feminino, mas eu não vejo como uma pressão. Eu acho que é uma grande oportunidade para mostrar o meu trabalho”, disse Cris, que falou ainda sobre o possível bloqueio ao MMA feminino no UFC, caso o Strikeforce seja extinto. “O sonho de todo mundo é que continue, mas eu não acho que o MMA vai acabar se não continuar no UFC. As meninas vão continuar persistindo”. Confira:

 

O que você conhece da sua adversária?

 

Eu sei que ela tem bastantes lutas (12), e ganhou a maioria delas por decisão. Ela só tem uma derrota, para uma menina que eu já lutei. Eu acho que vai ser uma boa adversária, uma boa luta.

 

Como você tem feito para treinar nesse tempo que você ficou sem luta?

 

Eu fui treinando sem compromisso, mas fui melhorando cada vez mais em pé, no Boxe, competi o Mundial de Jiu-Jitsu... A cada dia, buscando uma motivação para treinar cada vez mais e melhorar. Agora, para a luta, a gente já faz outro projeto. Na real, entra a dieta, não tem como treinar como antes. É ficar lapidando.

 

Você que competiu pela primeira vez em um Mundial de Jiu-Jitsu e foi campeã. Como vê sua evolução?

 

Eu fiquei focada um tempão com o André Galvão. Estou há um ano treinando e acho que evolui bastante. Acho que estou melhorando cada vez mais o meu jogo. Acho que em pé tenho muita coisa para melhorar, e no chão também. É MMA, então a gente tem que estar completo em tudo.

 

Você pensa em competir no Mundial de Jiu-Jitsu no ano que vem também?

 

Penso. No ano que vem vou treinar de novo. Vamos ver se eu vou ter luta em cima ou não. Vai ter agora em novembro o Mundial No Gi, mas fica em cima da minha luta. Eu acho que é importante estar sempre competindo. Independente do resultado, é cada vez mais experiência e vai melhorando.

 

Ainda teve o ADCC esse ano. Você pensou em competir de novo?

 

Na real, eu estava marcada para ir, mas me contundi. Estava treinando e me machuquei, mas agora eu já estou bem, de volta. Não deu para eu ir, mas no próximo, se eu tiver a oportunidade e não estiver muito perto da minha luta, vou com certeza.

 

Vai ser a sua primeira luta desde que o UFC comprou o Strikeforce. O que acha que isso mudará no evento?

 

Eu acho que, se mudar, deve mudar para melhor. O UFC é o maior evento que tem do MMA, estou muito feliz de estar fazendo essa luta em dezembro. É uma grande oportunidade para mim, vou poder mostrar o meu trabalho e lutar bem, abrir as portas cada vez mais para as mulheres. Mudou o nome, mas independente de qualquer coisa eu antes já lutava com a mesma seriedade, com a mesma garra, com a mesma vontade de ganhar. Agora só mudou o patrão, mas vou continuar fazendo as mesmas coisas que antes.

 

Sente algum peso ou responsabilidade pelo fato de ser considerada a melhor peso por peso do mundo e ter que dar show?

 

Venho ganhando as minhas lutas e isso é uma consequência do treino duro. Essa é mais uma luta importante na minha carreira, e é importante eu ganhar porque estou há um ano sem lutar. Também é importante ganhar para abrir as portas para o MMA feminino, mas eu não vejo como uma pressão. Eu acho que é uma grande oportunidade para mostrar o meu trabalho.

 

Fala-se muito do Strikeforce acabar ano que vem, ainda mais agora que o UFC começou a pegar os grandes atleta. O que você acha que eles vão fazer com as divisões femininas?

 

Eu acho que o MMA feminino não vai acabar. Não sei se vai continuar no UFC ou não. O sonho de todo mundo é que continue, mas eu não acho que o MMA vai acabar se não continuar no UFC. Eu acho que as meninas vão continuar persistindo, treinando, e vai aparecer um evento que queira dar oportunidade para as mulheres. Está na mão de Deus e dos produtores de continuar acreditando no MMA feminino. Meu papel ali é fazer o que eu sempre faço: lutar bem, representar as mulheres e abrir as portas cada vez mais. Mas eu acredito que as mulheres estão crescendo cada vez mais e fazendo boas lutas.

 

O que você aponta no seu peso no Strikeforce como possíveis candidatas a disputar o cinturão com você?

 

A mulherada tem que ralar aí. Vou estar preparada para lutar com qualquer uma, e seja o que Deus quiser ali em cima do octógono.

 

Como está o seu marido, Evangelista Cyborg, depois dessa última luta? Qual é a expectativa para ele?

 

Na última luta, infelizmente, ele não conseguiu a vitória, mas continuamos treinando para esperar a próxima luta, que ainda não sabemos. Está indefinido, não sabemos a data, mas continuamos na expectativa, treinando e esperando outra oportunidade.

 

Quer mandar um recado para os seus fãs?

 

Queria mandar um abraço pra galera da equipe Chute Boxe, para a galera que vive mandando mensagens no Twitter para mim... Quero dizer que estou felizona de voltar e que em dezembro eu vou estar no Brasil e espero encontrar a galera, marcar aulão e seminário.


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