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José Aldo sexta-feira, 14 de outubro de 2011 - 16:20:01 Por Guilherme Cruz

José Aldo defendeu com sucesso o cinturão dos pesos penas no UFC 136, no Texas, Estados Unidos, e interrompeu suas férias em Nova Iorque para conceder uma entrevista à TATAME. No bate-papo, que você lê abaixo na íntegra, o campeão falou sobre a luta estratégica que fez contra Kenny Florian, disse que espera cada vez mais pedreiras no UFC e, entre outros assuntos, se mostrou animado para uma possível luta contra Frankie Edgar, atual campeão dos pesos leves. Confira:

 

O que achou da luta? Saiu tudo como estava planejando?

 

Saiu tudo ótimo, graças a Deus. Nós treinamos, fizemos uma estratégia e deu tudo certinho. Fomos lá e lutamos bem. Isso que é importante: a gente desenvolveu um bom trabalho, do jeito que o Dedé (Pederneiras) planejou.

 

Você mostrou um lado mais estratégico e maduro dentro do octagon. Sabendo que o Kenny Florian tem aquele jogo chato de trabalhar na grade, a estratégia era essa?

 

Pois é, a gente teve que trabalhar um pouco pelo que a gente viu de fora. Eu treinei bastante, estava muito focado e queria muito. Eu queria abrir muito o jogo, mas pelo fato do Kenny ser um cara estrategista, lutar bem, na calma, sempre no erro, esperando um vacilo meu, isso me fez ter que jogar de forma mais cadenciada, jogar na hora certa. O Dedé estava sempre conversando comigo, falando que se ele me acertasse, não era para eu perder o controle. Em cima disso, procurei fazer a estratégia porque eu sabia que se eu erro em algum momento eu poderia estar ferrado.

 

O primeiro round foi o único no qual o Kenny Florian conseguiu usar essa estratégia dele, e foi o round que você mais usou os chutes. Você usou menos os chutes depois para evitar abrir esses espaços?

 

Pois é, cara... Eu queria ter chutado mais. Quando começou a luta, eu dei uma sequência boa, mas logo em seguida, quando eu fiz uma finta, ele entrou nas minhas pernas direto. A partir dali eu tive que jogar mais no erro, na calma, para não errar. Por mim, eu queria ter chutado e queria ter socado mais, ter feito muito mais do que eu fiz. Mas tranquilo... Eu lutei bem e, graças a Deus, deu tudo certo.

 

A tendência agora é os adversários sempre tentem trabalhar nesse anti-jogo?

 

Pelo fato de eu ser o campeão, você vira um alvo. Todo mundo mira você, estuda mais você. Na próxima vez eu vou abrir mais o meu jogo e a luta vai ser melhor.

 

Quem deve ser o próximo na fila pelo cinturão? Será mesmo o Chad Mendes?

 

Eu nem sei disso. Eu não quis conversar com o Dedé, não quis conversar com ninguém. Agora estou curtindo minhas férias, nem parei para pensar. Agora eu estou pensando nesses dias nos Estados Unidos. Depois eu volto para o Brasil, volto a treinar e, futuramente, vou pensar em alguém, mas até agora eu não pensei em nada de luta. Quem eles colocarem, para mim está bom.

 

Aonde estão sendo as suas férias?

 

Nova Iorque.

 

Vida boa, hein?

 

Pois é (risos). Três meses ralando, então aproveitei e fiquei aqui mesmo. Mais uma semaninha e vou voltar para o Brasil e volta tudo ao normal.

 

Na coletiva depois da luta, o Dana White falou que o desejo dele é ver o Frankie Edgar, campeão dos pesos leves, descendo de categoria e te enfrentando. Como seria uma luta entre vocês?

 

Cara, eu acho ótimo. O Frankie é campeão do peso leve, então, se ele descer, eu não vejo problema nenhum. Assim como o Kenny fez, como outros estão descendo... Para mim é tranquilo. Quem eles colocarem para eu lutar, eu vou sempre lutar.

 

Você pensa em fazer o caminho contrário e subir de peso, ou essa história de que você está tendo dificuldades para bater o peso é papo furado?

 

Subir de peso é papo furado. Se alguém vai decidir isso algum dia é o Dedé.


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