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José Aldo sábado, 05 de novembro de 2011 - 12:45:01 Por Guilherme Cruz

José Aldo está na crista da onda. Em 2010, o lutador já era considerado o número um do mundo, mas o título do WEC não lhe dava tanta visibilidade no Brasil. Com a ida para o UFC, o manauara ganhou as manchetes do país. Em 2012, será o astro do retorno do UFC ao Brasil, em 14 de janeiro. Em entrevista exclusiva à TATAME, a fera da Nova União falou sobre as mudanças em sua vida dentro e fora do octógono, como os preparativos para o lançamento do filme sobre sua vida e a transmissão de sua luta com Chad Mendes pela TV Globo, além da merecida homenagem na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, com a Medalha Pedro Ernesto. Confira:

 

O seu mestre Dedé já recebeu essa medalha. Como é receber a mesma homenagem que ele recebeu?

 

É ótimo, um sonho. Você ser homenageado é sempre um presente muito grande. Eu acho que é fruto do trabalho que você vem fazendo.

 

Está sendo feito um filme sobre você, a sua luta vai passar na Globo... Como vê esse momento da sua carreira?

 

Ótimo. É um momento que todo atleta sonha em ter na carreira. Graças a Deus, eu estou passando por esse momento e tomara que dure, não eternamente porque é difícil, mas muito tempo (risos).

 

O Jorge Turco falou para a gente que você vai virar um Cidadão Carioca. Como vê isso?

 

Pois é, isso que eu conversei com o Jorge. Eu falei que, um dia eu queria ganhar isso, eu queria ser um cidadão carioca, pelo fato de que a cidade me acolheu, me deu essa oportunidade toda que eu tenho hoje, então eu me sinto já um carioca.

 

Com essa medalha você vira cada vez mais um exemplo para as crianças, a juventude que está entrando no esporte...

 

Muitas crianças, principalmente em comunidades carentes, sempre sonham em ser um jogador de futebol ou aquele que está ali dominando na comunidade. Hoje em dia, com esse movimento grande da luta, eu acho que hoje muitas crianças pensam em ser um Anderson Silva, um Minotauro, um José Aldo. Então eu me sinto parte dessa trabalho que vem mudando a mentalidade das crianças.

 

Você acha que muda alguma coisa o seu dia de preparação o fato de você virar uma estrela de cinema e da Rede Globo?

 

Na minha cabeça, não (risos). Eu nunca deixei subir nada que estava acontecendo na minha vida, desde que eu comecei. Para mim, não muda nada, eu vou ficar apenas um pouco mais reconhecido e tudo, mas eu acho que é você saber diferenciar. Eu sou novo, tem muita coisa aí e eu acho que vou ter que trabalhar bastante.

 

2012 começa com a sua próxima luta. O que você espera do próximo ano?

 

Vencer. Eu acho que o próximo ano já vai começar bem, com uma luta em 14 de janeiro. Espero defender o meu título e mantê-lo.

 

Como é a emoção de estar de volta à sua casa?

 

Pois é. O bom filho à casa torna. Eu sempre lutei aqui no Rio, mas agora é uma luta especial, é uma luta do UFC, o maior evento do mundo vindo aqui no Rio de Janeiro de novo. É uma emoção grande, mas tem que saber diferenciar as coisas. Tenho que treinar, tenho que dar o máximo todo dia na academia para chegar lá bem e defender o título.

 

Falaram na possibilidade de um UFC em Manaus, só que esfriou um pouco. Você tem esse sonho de lutar em de novo em Manaus?

 

Cara, hoje em dia, é só  pela família. Minha família, minha mãe e minhas irmãs estão lá. Hoje em dia, a minha cada é aqui, eu soou um cidadão amazonense, mas a minha vida toda foi no Rio de Janeiro, onde eu cresci, aprendi a lutar e aprendi a ser homem também. Então eu tenho um prazer muito grande em lutar aqui. Mas, se um dia eu for lutar lá, tranquilo. A minha família está toda lá, vai ser do mesmo jeito.

 

A família vem para o Rio ver a luta?

 

Acho muito difícil isso, principalmente isso. Para a família assistir é muito difícil, eu acho que mãe, o coração bate muito forte, então não. Minha mãe nem assiste, então é difícil minha mãe vir assistir, mas, com certeza é está mandando um pensamento, uma energia positiva para, mais uma vez, sair vitorioso.

 

A sua mulher comentou que ia precisar de um médico, porque ela não conseguia assistir as suas lutas, mas que aqui no Brasil ela ia ter que assistir. Ela fica muito nervosa?

 

Muito, muito nervosa. Ela fala que é dor de barriga, um calafrio muito grande, nervosismo. Ela nem assiste, ela fica no quarto orando e sói assiste depois que passa.

 

Aqui no Rio ela vai ter que ir?

 

Eu não sei se ela vai ou não. Isso daí é com ela. Se ela se sentir bem lá, tranquilo. Eu vou estar focado no meu trabalho.

 

Tentar que acabe rápido, né?

 

Com certeza. Essa então, eu já estou treinando muito para que, se Deus quiser, dê tudo certo e eu acabe o mais rápido.

 

Você tem alguma pressão por causa disso? No WEC, você sempre vencia rápido. No UFC, você teve que fazer 25 minutos de luta duas vezes...

 

Cara, eu não sinto pressão nenhuma. Eu acho que eu tenho que lutar. É isso que eu tenho que fazer. E agora mudou. Quando eu comecei, eu era um franco atirador, ia e arriscava tudo. Hoje em dia você tem uma responsabilidade muito grande nas suas costas, então é totalmente diferente. Hoje em dia, eu sou muito mais estudado do que era antes. Antes ninguém conhecia o José Aldo, então eu ia lá, fazia o meu trabalho. Eu fico tranquilo, sempre respeito adversário, mas treino bastante. Procuro nocautear rápido ou finalizar, mas isso também tem o adversário. O adversário está do outro lado tentando do mesmo jeito, então tranquilo. Eu fico normal. O importante sou eu estar treinando, indo todo dia à academia, chegar lá lutar e vencer.

 

No primeiro UFC Rio, os brasileiros foram muito bem. Você sente alguma pressão extra desse segundo UFC Rio e você ter que dar uma alegria para a torcida?

 

Nenhuma. Nem que seja a terceira, quarta. Pressão nenhuma. Eu não jogo na minha cabeça pressão. Como te falei, eu acredito no trabalho. Eu vou à academia todo dia, treino, estudo o adversário, a gente faz tudo certinho. Se acontecer, um dia, a derrota, vai acontecer. Ninguém é perfeito, um dia sempre vai chegar alguém que pode vencer você. A felicidade vai ser grande. Só de você estar ali lutando e representando, todo mundo vai estar feliz e eu vou procurar dar o meu máximo para a alegria ser maior. A torcida brasileira quer a vitória.

 

Você está estudando o Chad Mendes. O que você descobriu dele? Ele é um cara invicto, mostra poucas falhas no jogo dele...

 

Pois é. Eu não estudei nada. Isso daí é com o Dedé, mas ele está muito ocupado, já viajou de novo. Mais lá para a frente, quando tudo chegar, quando a gente assinar o contrato... Tudo já está formal, mas até agora o contrato a gente não assinou, e a gente procura assinar e ver os pontos fortes e fracos dele. Em cima disso a gente estuda o adversário.


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