Um dos organizadores da Convenção Internacional de Artes Marciais, que acontece nos dias 26 e 27 de novembro, na Faculdade Sumaré, em São Paulo, Leandro Paiva está em contagem regressiva para a edição deste ano, que promete superar a do ano passado. O autor do livro “Pronto pra Guerra”, que já atuou como preparador físico de atletas de variadas modalidades de combate irá dar a palestra intitulada “Atualizações científicas no Jiu-Jitsu e MMA”. “Cada vez aumenta mais o número de interessados intelectualizados que não se contentam apenas em ver os combates. Querem descobrir e conhecer os processos necessários ao alto rendimento dos atletas”.
Que balanço você faz da edição do ano passado?
Bem positivo. Estou avançando em minha peregrinação permanente de democratizar informações de difícil acesso, dando oportunidades iguais a quem a vida deu caminhos diferentes. Informação é poder. A convenção conseguiu trazer luz ao universo das lutas, com a presença de diversos pesquisadores (cientistas) que explicaram de um jeito mais fácil e simples para que todos entendessem bem a Ciência das Artes Marciais. Com isso bem dominado e com a fábrica natural de talentos que é o país, ficará cada vez mais complicado ganhar de lutadores brasileiros.
Qual foi a impressão do público e dos palestrantes sobre a última edição?
Destacaram a organização de primeiro mundo. Procuramos nos espelhar nos grandes especialistas em organizar congressos de medicina, que tem de fato, excelência em organização de congressos na área de saúde. Com relação ao conteúdo em si, foi o mais elogiado. Em especial pela heterogeneidade de trazer pesquisadores para explicar temas diferentes como, por exemplo, o que ocorre dentro das projeções do Judô, Luta Olímpica e como fazer para aumentar a eficiência delas enquanto, na sequência, outro pesquisador já discorria sobre técnicas psicológicas mais eficazes para o sucesso competitivo no Jiu-Jitsu e MMA.
E o que o público pode esperar do evento neste ano?
O que caracteriza a convenção ser internacional é a presença de um ou mais palestrantes convidados do exterior. Na edição anterior trouxemos o competentíssimo cubano Angel Torres Aldama que contribuiu e muito com sua experiência de ex-atleta olímpico de Luta somado ao seu mestrado em Treinamento Desportivo. Agora optamos por trazer um expoente da nova safra de pesquisadores norte-americanos: David Fukuda. Além de faixa preta de Judô, ele tem 20 anos de experiência como atleta, juiz, e treinador desta modalidade. Com relação à carreira de pesquisador, é PhD (doutorado) em Fisiologia do Exercício pela Universidade de Oklahoma (EUA). Sua carreira é notada pela autoria em livros e artigos sobre outras lutas, tais como: MMA, Jiu-Jítsu e Luta Olímpica, além do Judô. É responsável por uma edição especial sobre esportes de combate do periódico da NSCA (National Strength and Conditioning Association).
Como o crescimento do interesse do público nas lutas alavancará o evento?
Além dos treinadores e preparadores físicos nota-se cada vez mais o interesse de fãs por essas modalidades. Em geral, cada vez aumenta mais o número de interessados intelectualizados que não se contentam apenas em ver os combates. Querem descobrir e conhecer os processos necessários ao alto rendimento dos atletas. A base de todos esses processos é científica. A intenção da convenção é desmistificar isso, trazer essas informações de fácil entendimento para todos, quer sejam da área ou não.
Gostaria de destacar outros pontos?
A Convenção deste ano terá forte característica teórico-prática, ou seja, 50% de explicação teórica e 50% de demonstrações práticas. Queria ressaltar a participação, mais uma vez, dos maiores pesquisadores brasileiros de lutas: Fabrício Boscolo Del Vechio e Emerson Franchini. Outra novidade é que optamos por uma carga horária mais flexível e menos exaustiva. Tanto é que as aulas não vão começar antes de 9h manhã e o fim será no máximo entre 17 e 18h, levando em consideração o intervalo do almoço.