Até enfrentar Frank Mir, em dezembro de 2008, Rodrigo Minotauro acumulava quatro derrotas na carreira, todas por pontos. O norte-americano foi o responsável por impor o primeiro nocaute técnico da carreira do brasileiro, que, dia 10 de dezembro, pelo UFC 140, tem a chance de “dar o troco” em solo canadense. Em entrevista à TATAME, o peso pesado falou sobre a expectativa pela aguardada revanche, apostou em Rogério Minotouro contra Tito Ortiz e das lições tiradas do embate de três anos atrás.
O Frank Mir foi o primeiro a te vencer por nocaute técnico, em 2008. Ele está “engasgado”?
É uma revanche que eu sempre quis fazer. Fico satisfeito em poder lutar com ele novamente. Vou tentar dar o meu melhor. Estou melhor fisicamente, fiz minhas cirurgias, então não estou contundido. Vou poder representar da maneira que eu quero. Estou bem treinado, fiz um excelente camping e o que eu quero é ganhar.
Você lutou contra o Brendan Schaub no Rio, voltando de muito tempo parado, depois de cirurgias, e nocauteou. Acredita que a pressão será menor agora?
Foi um pouco mais de pressão, foi uma volta. Vou aproveitar o camping dessa luta e as qualidades que eu ganhei nessa luta. A minha trocação melhorou, fisicamente eu me acertei com o meu preparador físico, o (Cláudio) Pavanelli, que é o preparador físico do Flamengo, um cara de excelente nível. Eu consegui pegar um cara muito bom. Meus treinadores, o De La Riva na parte de Jiu-Jitsu, o (Amaury) Bitetti, o meu professor de Wrestling, que está sempre trazendo americanos com ótimo nível de Wrestling, me ajudaram muito. Então eu melhorei a minha parte de Wrestling.
Que lições tiradas da luta contra o Frank Mir, em 2008, poderão ser utilizadas no próximo mês?
Eu acho que, em 2008, eu fui um pouco emotivo. Pensei menos, não me movimentei muito. Tenho que me movimentar mais contra o Frank Mir. Ele é um atleta ágil, apesar de que ele cansar um pouco. Então eu tenho que me movimentar o tempo inteiro e tentar pressionar mais ele.
O fato de você lutar no mesmo dia que o seu irmão, Rogério, não é inédito. Mas isso muda alguma coisa?
Me estimula mais porque o Rogério é um dos meus maiores sparrings de treino. Eu sou um dos maiores sparrings dele também. Isso ajuda. Acho que é um negócio que um ajuda o outro, isso estimula bastante. É um pouco cansativo de assistir a luta do Rogério e depois fazer uma luta na sequência, porém mais ajuda do que atrapalha.
Como você analisa a luta do Minotouro contra o Tito Ortiz?
O Rogério é melhor de trocação e bom o suficiente para defender as quedas do Tito Ortiz. Eu acho o Rogério melhor no chão, e leva uma vantagem em pé. O Rogério é um atleta experiente no Boxe, e eu acho que ele pode nocautear.
Como ele está lidando com o fato de precisar ganhar, já que vem de duas derrotas?
É uma pressão isso que acontece no UFC: você não poder ter um número de derrotas. Mas eu acho que ele sabe lidar muito bem com isso. O Tito Ortiz está na mesma posição, e eu acredito na experiência do Rogério na trocação para conseguir o nocaute.