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Gleison Tibau domingo, 20 de novembro de 2011 - 04:02:01 Por Eduardo Ferreira, direto da Califórnia

Gleison Tibau conseguiu um fato inédito em sua carreira no Ultimate, neste sábado, ao bater Rafael dos Anjos, na decisão dos árbitros. O atleta do Rio Grande do Norte emplacou seu terceiro triunfo consecutive no evento. Em ótimo momento professional e pessoal, já que sua filha nasceu no ultimo dia 12, Tibau contou à TATAME, logo após deixar o octagon, que espera receber uma chance para lutar no Rio de Janeiro. “Eu quero aproveitar e pedir ao Dana White e ao Joe Silva para me botar para lutar no Brasil. Eu quero lutar no Brasil, na minha cidade, no meu país. De preferência, não contra brasileiro, cara (risos). Brasileiros são meus amigos, estão no meu sangue. Então eu quero qualquer outro cara aí que venha lutar comigo no Brasil”.

 

Como foi, para você, essa luta contra o Rafael?

 

O Dana White vinha falando nas entrevistas “eu quero muito essa luta. São dois brasileiro top. Para mim, quem sair dessa luta vai ser o número um, dessa categoria, brasileiro”. Então, com certeza, inspirou muito para o Rafael e para mim. O Rafael estava muito bem treinado, suportou ali aquele castigo no segundo round, veio bem para a luta, valorizou bastante. Eu acho que ele merece parabéns por ter feito uma grande luta.

 

O que faltou no segundo round? Você quase nocauteou.

 

Pois é. Ele estava muito bem, movimentando. Quando ele parou, eu meti o direto e ele sentiu. Eu saí pegando e tinha 100% de certeza de que ia nocautear ali. Mas ele estava muito bem preparado, suportou o castigo e se recuperou bem. Eu fiquei surpreso.

 

É a segunda luta seguida com um brasileiro. Onde essas vitórias estão te levando? O que você espera para a próxima?

 

Esse ano de 2011 foi um ano de grandes batalhas. Tive o Kurt Pellegrino no início do ano, depois teve o Rafaello Trator e agora o Rafael dos Anjos. Grandes lutas. Eu quero aproveitar e pedir ao Dana White e ao Joe Silva para me botar para lutar no Brasil. Eu quero lutar no Brasil, na minha cidade, no meu país. De preferência, não contra brasileiro, cara (risos). Brasileiros são meus amigos, estão no meu sangue. Então eu quero qualquer outro cara aí que venha lutar comigo no Brasil.

 

Você nunca ficou falando de cinturão e sempre deixou o UFC decidir o que fosse melhor. Continua com esse pensamento ou acha que já é a hora de te darem uma luta próxima do título?

 

Não. O UFC hoje é uma organização que está muito ciente das coisas, muito profissional, então a minha carreira eu deixo na mão do UFC. Dependendo das minhas vitórias, das minhas lutas, eles vão decidir. Quando tiver na hora certa, com certeza estarei lutando pelo título. É uma coisa que eu não estou cobrando muito pois, se eu somar mais vitórias, o UFC vai ver o Gleison Tibau pronto para a luta pelo título. Com certeza eu vou estar 100% pronto e vou levar esse título para o Brasil.

 

Esta é uma categoria que o Brasil nunca disputou o título. As esperanças estão em você e no Rafael. Você se considera o melhor brasileiro ranqueado na categoria?

 

Eu vou dizer não o melhor, porque tem muitos caras bons nos 70kg. Ranqueado pode ser que esteja aí depois dessa vitória. A organização do UFC já estava falando sobre isso: quem ganhar vai ficar ali no número um do ranking brasileiro na categoria, mas o Brasil tem muitos caras cascas-grossas nessa categoria. Isso eu tiro o meu chapéu e sei que treino com muitos deles. Não é fácil, tem muitos atletas bons. Eu não quero cobrar título. Eu quero que o UFC me dê lutas e eu mostre o meu trabalho. A cada luta eu estou sentindo a evolução na parte de Boxe, Wrestling, Muay Thai, Jiu-Jitsu. Sempre evoluindo na preparação física. Foi uma luta que eu fiz os três rounds na pancada e acabei a luta bem, então estou preparado para lutar cinco rounds. Eu acho que estou pronto.

 

Quantos quilos você perdeu para essa luta? Quantos recuperou?

 

Exato. É um poder que eu tenho. Então a gente perde 15kg em um mês e a gente recupera 12, 13kg para lutar. Então é uma coisa muito boa. Se o cara parar na minha frente, se eu meter a mão, ele vai cair, vai sentir.

 

Você chegou com 82kg?

 

Hoje eu cheguei na luta com 83kg. Eu estava bem forte. 13kg em um dia. Quando o Rafael parou na minha frente, eu joguei e ele sentiu. Mais pesado, mais forte. Fisicamente, estou estou me sentindo muito bem.

 

Qual seria a luta ideal para o UFC Rio?

 

Agora eu não tenho cabeça. Eu queria que o UFC me dessa essa luta. Não quero escolher adversário, eu quero que o UFC me jogue quem quer que seja, quem eles acharem que vai dar uma boa luta (risos). Eu gosto de fazer boas lutas para empolgar o público. Ainda mais um público brasileiro.

 

A sua última luta no Rio foi a no Meca, contra o Fabrício Morango?

 

Exato. Tenho boas lembranças do Rio. Tem oito anos que eu lutei com o Fabrício Morango lá em Teresópolis, no Meca. Foi o último Meca do Brasil. Depois vim para os Estados Unidos lutar no UFC. Já tem seis anos que eu estou no UFC. Hoje estou fazendo 15 lutas no evento. Minha filha nasceu agora, sexta-feira (12), então ela está com cinco dias de nascimento, eu estou muito feliz. Eu acho que é um momento especial para mim. É uma coisa que eu estou muito feliz. Está sendo outra fase da minha vida. Estou começando a pensar de outra forma, construir a minha família e crescer.

 

Essa vitória já foi um presente pra ela?

 

Essa vitória já foi, com certeza, um presente para a Valentina.


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