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King Mo Lawal quinta-feira, 01 de dezembro de 2011 - 11:17:05 Por Eduardo Ferreira

Lyoto Machida decidiu intensificar os treinos de Wrestling para o duelo com Jon Jones, que acontece no dia 10 de dezembro, e para isso convocou o duríssimo King Mo Lawal, ex-campeão de sua categoria no Strikeforce. Em visita a Belém, a TATAME bateu um papo exclusivo com o norte-americano, que analisou os treinos do carateca e apontou: ele está pronto para vencer Jon Jones. “No fim das contas é uma questão de estratégia, e ele tem uma ótima estratégia... Acho que ele consegue”, aposta King Mo, revelando que volta à jaula do Strikeforce no dia 7 de janeiro, ainda sem adversário definido, comentando o nocaute imposto sobre Roger Gracie e analisando a atual situação entre Strikeforce e UFC.

 

Como você veio parar em Belém para treinar com o Lyoto?

 

Eu estava em Las Vegas treinando Boxe e então meu empresário me ligou e disse: “O Lyoto quer que você vá para Belém treinar com ele”. Pareceu bacana e eu falei “sim, vamos lá”. E foi como eu acabei aqui. E aqui estou há duas semanas. Tem sido ótimo o treinamento.

 

O que achou do desempenho dele durante essas semanas de treino?

 

Ele melhora a cada dia. Ele está melhor. Quando eu cheguei aqui ele estava bom, mas ele melhorou. Ele é um cara esperto. O pai dele é um gênio. Ele tem um grande time, e eles tem boas coisas aqui.

 

Acredita que ele está pronto para parar o Jon Jones?

 

Sim, acho que ele está pronto. Bom, se ele não tivesse pronto, não estaria lutando. Ele sempre está pronto. No fim das contas é uma questão de estratégia, e ele tem uma ótima estratégia... Acho que ele consegue.

 

Jon Jones é um grande wrestler, mas não é fácil derrubar o Lyoto. Como vê a luta nesse aspecto?

 

O negócio é o seguinte: o Jon Jones é um bom wrestler. Ótimos wrestlers são caras como Daniel Cormier, Ben Askren, Joe Warren. Eles são ótimos wrestlers. Para o MMA, ele tem ótimas quedas. Eu acho que, se o Lyoto fizer o que ele vem fazendo, vai ser difícil de derrubá-lo. É difícil derrubar um alvo que se move. Se você ficar parado em pé, o cara te derruba, mas é difícil derrubar alguém que fica se movendo.

 

É a sua primeira vez no Brasil?

 

Não. É a segunda vez, eu já fui para o Rio.

 

Tem planos de voltar no futuro?

 

Espero que sim. Eu gostaria. Tem bons treinos, bom clima, boas pessoas...

 

Você prefere o Rio ou Belém?

 

Eu gosto de Belém.

 

Acha aqui melhor?

 

Aqui é muito bom porque tem tapioca (risos).

 

Você derrotou o Roger Gracie de uma maneira impressionante. Se surpreendeu da luta terminar daquele jeito?

 

Não, eu não me surpreendi. Eu planejei nocauteá-lo e era o que eu queria fazer. Eu fiquei tentando acertar um soco forte nele. Eu sabia que uma hora conseguiria. Ele é muito novo no esporte. Ele está começando, sabe? Talvez eles tenham dado essa luta pra ele muito cedo, mas ele chega lá. Ele vai ser um campeão em breve.

 

Você estava pronto para enfrentá-lo no chão?

 

Sim, estava. Eu treino com o Fabrício Werdum, Dean Lister, Robert Drysdale, Rômulo Barral, Bruno Bastos… Eu treino com muitos caras bons de Jiu-Jitsu.

 

Campeões mundiais...

 

Sim (risos). Eles acabam comigo, eles me fazer dar os três tapinhas. Eu senti que o Roger é bom, mas eu pensei: “Eu consigo jogar Wrestling com ele um pouco no chão. Talvez ele me finalize, mas talvez demore um tempão”. Mas, talvez eu lutasse no chão e ficasse só me defendendo, me defendendo... Ele é bom, então eu queria ver o que ia dar. Eu achei que estava pronto.

 

Quando você acha que o Roger vai se tornar um campeão?

 

Eu acho que talvez em um ano e meio. Ele precisa de mais lutas. Eu acho que ele lutou comigo muito cedo. Talvez fosse melhor para ele lutar com um striker, onde ele pudesse usar as quedas para finalizar. Aí talvez um wrestler, ou outro cara do Jiu-Jitsu, e aí um cara que nem eu, Gegard Mousasi, Mike Kyle, Ovince St. Preux, caras diferentes...

 

Você pediu uma revanche contra o Rafael Feijão. Essa é a sua próxima luta?

 

Espero que sim. Eu quero lutar com ele porque agora estou mais saudável. Antes, quando eu lutei com ele, eu estava com o menisco ruim, não tinha estabilidade no joelho. Eu lutei com ele, estava ganhando, mas ele me acertou no joelho e foi isso, e ainda me acertou com cotoveladas. Mas agora eu estou pronto (risos).

 

O que você faria de diferente?

 

Não muita coisa, o mesmo, porque agora eu não estou machucado, posso usas as duas pernas. Na última luta, eu usei uma perna. Dessa vez vou usar as duas.

 

Quando você luta de novo?

 

No dia 7 de janeiro.

 

Sabe seu adversário?

 

Não, veremos.

 

Feijão?

 

Espero que sim. Ouvi falar que ele está machucado, mas vamos ver.

 

O que você acha dessa situação do UFC e do Strikeforce?

 

Eu não sei. É confuso porque ninguém sabe ao certo o que está acontecendo. Eu não sei o que está rolando, então só digo que quero lutar. Me dêem lutas que eu não me preocupo com isso.

 

Acredita que vai lutar no UFC ano que vem?

 

Veremos. Espero que sim. Eu não sei o que exatamente está acontecendo porque o Strikeforce me quer aqui ano que vem, então não sei. Eu tenho que esperar até meu contrato expirar. Meu contrato vence em fevereiro, então veremos. Eu não sei o que tá acontecendo, ninguém sabe. Mas espero que dê tudo certo no fim das contas.

 

Como você vê a categoria meio-pesados no UFC?

 

Tem muita gente boa, mas eles podem ser batidos. Ninguém é invencível, porque, lembrem-se: todo mundo da categoria 93kg quer estar no topo e tem vários deles: Rampage, Forrest Griffin, Rashad Evans, Lyoto, Shogun. Cinco campeões diferentes nos últimos três anos. Então todo mundo pode ser batido. É só uma questão de tempo dentro da corporação.

 

Você acha que é a melhor categoria do mundo?

 

Sim, eu acho. E é a que mais dá dinheiro (risos).


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