Único lutador a defender o cinturão dos meio-pesados do UFC por mais de cinco oportunidades – um recorde no UFC –, Tito Ortiz não atravessa uma fase tão confortável. Mesmo com apenas uma vitória nas últimas sete lutas, o “Bad Boy de Huntington Beach” garante não sentir pressão alguma para sua luta contra Rogério Minotouro, no UFC 140. E mais: ele quer castigar o brasileiro. “Vou testar a trocação do Rogerio. As pessoas dizem que o Boxe dele é tão bom, mas já o vi levar um knockdown, e eu quero tentar fazer o mesmo com ele”, disse Ortiz, em entrevista exclusiva à Revista TATAME de outubro, falando sobre sua preparação, os palpites para o duelo entre Jon Jones e Lyoto Machida e os treinos com Ricardo Demente. Confira abaixo um trecho do bate-papo, e fique ligado na TATAME para saber tudo sobre o UFC 140.
Como foi sua preparação para a luta?
Rogério Nogueira é um dos melhores do mundo, eu o acompanho há muito tempo... Ele e seu irmão. Será uma ótima luta para mim. Eu espero uma guerra, será uma das lutas mais duras da minha vida. Mas eu virei pronto e preparado. Eu tenho que vir.
O Rogério, além de ser um faixa-preta de Jiu-Jitsu, possui um Boxe excelente. Como está se preparando para isso?
Eu venho treinando Boxe e Jiu-Jitsu por 14 anos, cheguei em terceiro lugar em Abu Dhabi (ADCC) na minha categoria e quarto no absoluto. Eu já finalizei alguns faixas-pretas, quase finalizei Rodrigo Medeiros, que é campeão mundial de Jiu-Jitsu. Não é uma luta de Jiu-Jitsu nem de Boxe, é MMA. Eu fui o lutador que deteve o cinturão dos meio pesados por mais tempo em toda a história do UFC, sou um dos lutadores mais reconhecidos no UFC. Mas o Rogerio é um oponente duro. Tenho que fazer meu dever de casa, trabalhar duro, fazer o possível para derrotá-lo. E o melhor para derrotá-lo é vir 100%.
Ainda está com o Ricardo Demente como seu treinador de Jiu-Jitsu? Como ele está ajudando o seu jogo?
É só ver a minha luta contra o Ryan Bader, que eu finalizei com uma guilhotina. Ricardo tem me ajudado muito com o meu Jiu-Jitsu, especialmente agora que eu estou saudável. As pessoas não entendem, eu operei meu pescoço e voltei. Muitos atletas não voltam depois de uma cirurgia como esta. Eu ainda estou competindo, feliz da vida e saudável. E o Ricardo ajudou muito meu jogo de Jiu-Jitsu, e eu o ajudo com Wrestling. Ele ganhou sua estreia no MMA no Brasil, acho que foi em 80 segundos... Derrubou o cara e pegou no braço, rápido. Nós somos irmãos agora, ele dá aula na minha academia, o centro de treinamento Punishment, e tento ajudá-lo em sua carreira para torná-lo ainda melhor do que ele já é.
Se sente pressionado para esta luta?
Não, nenhuma pressão.
Mesmo depois da derrota para Rashad?
Pressão nenhuma, pois estou com tempo para me preparar para esta luta. Na luta contra o Rashad não tive tempo, treinei 10 dias. Eu lutei porque o UFC me pediu, eu lutei porque o fãs queriam me ver lutar novamente. Provavelmente eu não deveria, mas senti que estava em ótima forma. Não tive tempo para atingir o pico, mas terei tempo para essa luta. Vou fazer questão de treinar bastante Jiu-Jitsu, Kickboxing e Wrestling. Vou testar a trocação do Rogerio. As pessoas dizem que o Boxe dele é tão bom, mas já o vi levar um knockdown, e eu quero tentar fazer o mesmo com ele.
Qual o seu palpite para Jon Jones x Lyoto Machida?
Vai ser uma luta bem difícil porque o Machida se movimenta exatamente como o Jon Jones. Eles são extremamente difíceis de se acertar. Eu não sei, mas acho que o Jon Jones vai se sair melhor, mas o Machida é um duro oponente. É isso que torna o UFC o melhor evento para ser assistir, você nunca sabe quem vai ganhar.