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Demian Maia sexta-feira, 09 de dezembro de 2011 - 09:00:01 Por Eduardo Ferreira

Após ser derrotado por Anderson Silva na disputa do cinturão dos médios no UFC 112, Demian Maia fez quatro lutas, das quais venceu três. Agora o especialista em Jiu-Jitsu está com luta marcada contra o inglês Michael Bisping, no dia 28 de janeiro, no UFC on Fox 2, e quem sair vitorioso terá o direito de disputar o cinturão. Mas Demian não quer pensar em título ainda, seu foco está no combate com Bisping e o brasileiro está animado para participar de um evento com a visibilidade que o UFC on Fox vai ter. Na entrevista que você confere abaixo, o faixa-preta falou sobre o combate com Bisping, analisou a preparação que terá que ser feita em apenas dois meses, comentou a lesão de Anderson Silva, analisou o confronto entre Sonnen e Munoz, entre outros assuntos que você confere a seguir.  

 

Como recebeu essa notícia que iria lutar contra o Michael Bisping?

 

Fico bem feliz porque é um card muito bom, é um card na FOX, que é outro nível, como se fosse um card na Globo no Brasil. Eu acho que é excelente a exposição. É um cara que tem um nome forte. Acho que é uma luta excelente para mim, porque ele fez muitas lutas no UFC, dois reality shows...

 

O Dana White disse que essa luta define, depois do Chael Sonnen x Mark Muñoz, o desafiante ao título da categoria. Isso te surpreendeu?

 

Acho que eu prefiro pensar na próxima luta, porque no UFC tudo muda o tempo todo. O cenário muda o tempo todo, basta ver o Rashad Evans, que já tentou disputar o título várias vezes e ainda não conseguiu. Eu prefiro me concentrar e focar na luta. É muito legal o que ele (Dana White) falou, fiquei muito feliz, mas eu não posso tirar o meu foco da próxima luta, que é com o Michael, independente do que acontecer se eu ganhar.

 

Em entrevista recente à TATAME, você falou que queria muito voltar a finalizar. O Bisping nunca perdeu desta forma. Você acredita que pode ser o primeiro? Há brechas no jogo dele para isso?

 

Para falar a verdade, eu vi poucas lutas dele no chão. Eu preciso pegar e ver tudo de novo para te responder com mais propriedade, mas não muda nada. Eu treino forte buscando finalizar, que é o que eu faço melhor. O Boxe e o Wrestling são para complementar.

 

O Bisping é falastrão. Como foi seu primeiro encontro com ele?


Ele sempre foi respeitoso comigo, desde que eu o conheci, na segunda vez que eu lutei no UFC, no Canadá, no começo de 2008. Foi a primeira vez que o encontrei. Foi até uma situação curiosa. Tinham me pedido para entregar algumas coisas de patrocínio. Uma outra pessoa pediu para eu encontrá-lo, então foi a primeira vez. Ele sempre foi respeitoso. Pode até fazer aquilo para promover a luta, o que eu acho bom. Na verdade, para quem é lutador profissional, não vejo possibilidade nenhuma da provocação mexer com o emocional. Eu acho que fazer a promoção é excelente. Igual o Chael Sonnen faz, ele faz. Eu acho que é uma coisa boa para o evento.

 

Faltam praticamente dois meses para a luta, mas geralmente os atletas têm três meses para se preparar. Como vai ser feito essa preparação?

 

Eu penso em treinar com todos os meus treinadores. Mas, na verdade, como foi muito em cima, faltam sete semanas e meia para a luta, a gente já combinou: essa semana vou sentar, conversar com todos os meus treinadores para decidir como vai ser feito esse camp. Eu estava treinando já, então não saio do zero. Eu já estava com uma condição física razoável, e agora a gente tem que definir o que faremos nessas próximas semanas para chegar lá na melhor performance possível.

 

O que muda para você o fato de o evento ser transmitido pela FOX?

 

Como luta, não muda nada. Sempre tento me concentrar ao máximo. Eu já lutei Jiu-Jitsu várias vezes com meia dúzia de pessoas torcendo para mim, porque o lugar que eu lutei com mais gente foi com 23 mil pessoas, no Canadá. Agora eu acho que cabem 30 e poucas mil pessoas nesse ginásio. Acho que a concentração é o nosso treino. Uma das principais facetas do nosso treinamento é a concentração, é ficar concentrado em qualquer situação. A gente sabe que tem mídia, que tem fã, que tem vinte e poucas mil pessoas assistindo, então isso não muda nada. Agora, em termos profissionais, de exposição, muda bastante coisa, porque a FOX é uma rede de televisão grande. Vou estar pronto para fazer o meu melhor para me jogar em outro patamar.

 

O Muñoz vai enfrentar o Sonnen, um adversário que você finalizou. Quem você acha que vence?

 

Cara, eu não sei. Os dois estão em um momento muito bom, os dois vem de vitórias e estão dominantes na categoria. Realmente, se você me falar hoje para escolher um... Quando é brasileiro a galera fala: ‘ah, você está puxando a sardinha para o brasileiro’. Mas são dois caras que eu conheço, já lutei com os dois. Agora, para decidir, para falar ‘aposta em um’, eu não saberia apostar hoje em dia.

 

O Chael Sonnen e até o Dan Henderson vem provocando o Anderson Silva por conta de sua lesão. Como enxerga o fato do Anderson estar há tanto tempo parado?

 

Eu não posso julgar a lesão ou o que aconteceu porque eu não conheço o que rola com o Anderson pessoalmente. Eu acho que é difícil para o campeão às vezes porque ele tem que estar sempre bem, porque há uma fila atrás dele. Então é normal o cara estar lesionado... O que acontece é que eu acho que às vezes o cara fica muito tempo sem lutar e colocam um título interino, como vai acontecer agora com o Georges Saint Pierre, mas eu acho que não é o caso. Eu acho que o Anderson deve mesmo lutar em junho. Para quem está na fila é ruim, porque quanto mais ele lutar, melhor para a fila poder andar, mas... São coisas do esporte. As lesões são comuns no nosso esporte.


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