Treinador de Boxe dos irmãos Nogueira, Luiz Carlos Dórea viveu a estranha sensação de misturar felicidade e tristeza, após o UFC 140, realizado no último sábado, em Toronto, no Canadá. O professor vibrou com a recuperação de Rogério Minotouro, mas terminou a noite com o dissabor das derrotas de Rodrigo Minotauro e Lyoto Machida. Em entrevista à TATAME, Dórea destacou que deseja ver Minotouro contra Jon Jones, analisou os outros duelos brasileiros e disse que não existe atleta invencível.
Que balanço faz do UFC 140?
Fiquei feliz pelo Rogério, mas muito triste pelo Lyoto e pelo Rodrigo. Somos uma família, então não dá para comemorar. O Rodrigo estava com a vitória muito próxima e... Em um momento com o nocaute na mão, e depois... Pior que isso, tem a lesão, ele que vem de três cirurgias, a recuperação...
O que deu errado na luta do Minotauro?
Tudo o que planejamos foi feito, como desgastar o Frank Mir. Sabemos que ele é muito forte no início e tentamos gastar isso, mas aconteceu essa fatalidade: além de ser finalizado, a contusão. Ele ficou mais de um ano parado, se recuperou, mas... Temos certeza que ele vai se recuperar e dar a volta por cima, mas é ruim. Estou muito feliz pelo Rogério, mas não tem muito o que comemorar.
Como avalia a performance do Lyoto diante do Jon Jones?
O Lyoto começou muito bem, com o controle do octagon. No segundo round, ele começou a perder esse controle, quando o Jones encurtou, colocou para baixo e usou o cotovelo. Foi ali que o Lyoto sentiu. Uma pena. O Jon Jones é um grande atleta, indiscutivelmente, mas ele estava muito bem.
Quem irá conseguir parar o Jones?
O UFC tem grandes atletas. Acho que o Rogério tem chances de fazer uma boa luta com ele, o Rashad Evans... Não tem ninguém imbatível, não. A cada dia que passa existe um homem a bater um novo recorde. Não tem limites. Mas já vimos que ele sendo atacado fica perdido. O ponto fraco dele é a defesa, mas no geral é um grande atleta. Muito contundente e sabe usar a envergadura que tem.