Brasileiro que será treinador do TUF chinês analisa MMA no país

Sharpei (o primeiro da frente, de preto) já está na China (Foto divulgação)

O MMA cresce em todo o mundo, e a chegada à China é um reflexo da desenfreada expansão do esporte. Em outubro, os portões do maior país do planeta, que não costumam dar acesso com facilidade, estarão abertos para receber mais uma edição do The Ultimate Fighter, que será realizado na Ásia pela primeira vez.

As artes marciais mistas na milenar cultura são um mistério, mas a TATAME tem uma fonte infiltrada no país. Marco Machado, o “Sharpei”, é faixa-preta de Jiu-Jitsu e será um dos treinadores do TUF chinês. O brasileiro, que morou nos Estados Unidos por quatro anos, treinou na Checkmat e está na China há menos de um mês. Em entrevista à TATAME, ele falou da ímpar experiência.

“Através do Robert Drysdale, eu conheci o David Stern, que me convidou para gravar doze episódios do show. Como não tinha mais a intenção de ficar nos EUA, vi uma grande janela para o Jiu-Jitsu e vim para a China. Ainda não posso fazer uma avaliação de como é o MMA aqui, pois ainda não tive muito tempo, mas posso dizer que os caras que vi na academia onde estou treinando são melhores do que eu esperava. Os dois estarão no TUF”, contou Sharpei.

Por causa do fechado comunismo chinês, o futuro do MMA ainda é incerto por lá. O faixa-preta, porém, acredita que a publicidade do UFC e os jovens podem ser os segredos para Dana White fincar sua bandeira no oriente.

“O governo chinês ainda não apoia o MMA, pois o mesmo ainda é visto como um esporte bárbaro aqui. Eles dizem que jaula é só para animais. Esse era o mesmo problema no ocidente, e o UFC resolveu com muita publicidade e jogo de cintura. Tudo aqui muda muito rápido, e a juventude pensa muito pra frente. Outro desafio será a questão do pay-per-view, visto que o povo não gasta com TV, pois o governo oferece programação gratuita e de ótima qualidade. O futuro depende de muito trabalho. Só o tempo dirá”, analisou.

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