Antônio ‘Cara de Sapato’ deixa Jiu-Jitsu de lado e estreia no MMA este mês

Cara-de-Sapato vai deixar o pano de lado (Foto Erik Engelhart)

Afastado dos tatames desde o Mundial de Jiu-Jitsu de 2012, Antônio Carlos Barbosa, o “Cara de Sapato”, já tem data marcada para fazer sua tão desejada estreia no MMA. No dia 20 de julho, ele enfrentará Vinícius “Gorilão”, na luta principal do Nordeste MMA, em Salvador.

Com o foco totalmente voltado para o cage, o faixa-preta está na capital baiana treinando com Junior Cigano – que enfrentará Cain Velasquez pelo cinturão dos pesados, no UFC 166, no dia 19 de outubro.

Para se dedicar ao novo desafio, “Cara de Sapato” entende que é melhor deixar o Jiu-Jitsu de lado, pelo menos por enquanto.

“Voltei a morar em Salvador para treinar com o Cigano. Depois do Mundial do ano passado, botei na cabeça que viria para cá treinar MMA com ele. Vou abrir mão do pano um pouco, porque, se eu tentar fazer tudo de uma vez, não  conseguirei nada com excelência”, contou, em entrevista à TATAME.

Antônio atingiu o auge de sua carreira no Jiu-Jitsu em 2010, no Mundial, quando fechou com Marcus Buchecha tanto no peso quanto no absoluto. Hoje, aos 23 anos, o atleta da Checkmat revela que, apesar da vontade de lutar MMA, a paixão pelo pano ainda o consome.

“Estava doido pra lutar no Mundial deste ano, mas não fui porque estava ajudando o Cigano na preparação para pegar o Mark Hunt. Infelizmente, não tinha como manter o foco no Jiu-Jitsu. Eu também acabei machucando minha costela, o que me impossibilitaria de lutar na competição. Queria muito ter ido, mas não teria como”, lamentou.

O paraibano esteve no córner de Cigano contra Mark Hunt e, agora, treina com o parceiro em Salvador (Foto reprodução)

Amigo de Junior Cigano desde 2005, Cara de Sapato esteve no córner do companheiro no duelo contra Mark Hunt, no UFC 160, e, desde então, tem treinado com o ex-campeão dos pesados em Salvador. Agora, com a aproximação do último ato da trilogia com Cain Velasquez, o faixa-preta comentou como foram os treinos com o catarinense.

“Ele veio me pedir ajuda para a preparação da luta contra o Cain, em outubro. Vou ajudá-lo com meu jogo, que é de botar para baixo, de queda, bastante parecido com o do Velasquez, que vai tentar colocar o Cigano no chão também. O jogo de solo do Cigano é muito bom, mas ele acaba não precisando usar porque resolve sempre em pé”, analisou.

Espantado com a gigantesca estrutura de uma organização com o porte do UFC, o especialista em Jiu-Jitsu não vê a hora de vivenciar a experiência de subir no octógono do maior evento de MMA do mundo.

“Não vejo a hora de chegar lá logo! A adrenalina foi a mil, fiquei todo arrepiado entrando com o Cigano! Deve ser uma coisa muito gostosa de sentir, ouvir a galera toda gritando o seu nome. Sei que ainda é distante para mim, mas estou me aplicando muito nos treinos. Bastante gente vem me elogiando”, disse.

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