Índia detona lutadoras do UFC: ‘Estão mais preocupadas em mostrar a bunda’

Índia tem luta marcada contra Cyborg (Foto Invicta)

Ediane Índia atuou no extinto Rio Heroes – evento cujas lutas não tinham regras nem tempo -, e finalizou um adversário do sexo masculino. A atleta da American Top Team, que estreou em um duelo profissional há sete anos, acompanha o crescimento do MMA feminino, mas não aprova os rumos que a modalidade está tomando. Ela acredita que as lutadoras do UFC, especificamente, estão mais preocupadas com a fama do que com os combates.

Em entrevista à TATAME, a integrante do Invcita FC detonou o nível das representantes do peso galo do Ultimate.

“As lutadoras do UFC estão mais preocupadas em mostrar a bunda, do que em sair na porrada. O MMA feminino virou modinha por causa da Ronda, apesar de ela ser uma das poucas lutadoras de verdade. Para entrar no UFC, tem que mostrar a bunda, aparecer. Era melhor colocar umas strippers lá em cima do octógono para trocar porrada, que ficaria mais bonito”, disse Ediane Índia, defendendo ainda a compatriota Amanda Nunes.

“A Ronda merece estar onde chegou. Não vejo nenhuma adversária para bater nela. A única que poderia dar um calor é a Amanda Nunes. De resto, ninguém tira o cinturão da Ronda. Ela é boa no que faz, é campeã olímpica de Judô… As outras são muito ruins. Só tem ‘frango’. Falo isso e não tenho nenhuma vergonha. É ridículo. Sonho em lutar no UFC para mostrar às outras lutadoras que elas precisam treinar mais. A Miesha é boazinha, mas deveria seguir a carreira de modelo para ganhar mais dinheiro (risos)”, completou a brasileira, que exaltou também a experiente Vanessa Porto.

Ediane Índia demonstrou respeito pelas brasileiras Cris Cyborg e Amanda Nunes (Foto Invicta)

Enquanto a oferta do UFC não aparece, Ediane Índia treina para enfrentar Cris Cyborg pelo título do Invicta. A baiana, radicada nos Estados Unidos há quatro anos, tentará tomar o título dos penas da adversária, em duelo ainda sem data marcada. A curitibana é uma das poucas lutadoras capazes de extrair elogios de Índia.

“Ela gosta de sair na porrada. Tenho muito respeito por ela. É uma grande atleta, todo mundo vê isso. Quando subirmos lá no cage e tocar o sino, vamos cair na porrada, cada uma defendendo o seu. Ela está mais completa em relação à época em que foi campeã do Strikeforce. Tem uma boa defesa de queda, é agressiva, tem as mãos pesadas. Tenho que surpreender. Por um lado, eu poderia ser besta em trocar com ela, por outro, estou treinando Boxe direto há dois anos”.

Apesar de confiar em seu jogo, Índia não esconde que o favoritismo é de Cyborg, apontada como uma das melhores lutadoras do mundo. “Eu sou o azarão (risos). E isso é bom. Quando as pessoas ficam muito em cima, você fica se achando, o que é perigoso. Espero surpreender, fazer a casa de apostas cair. A Cyborg é a melhor do mundo e estou feliz por enfrentá-la. Não há nenhuma mulher no MMA para bater nela, então vou tentar. Vai ser uma guerra. Sempre quis enfrentá-la e sei que uma vitória me deixaria em outro patamar”.

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