22/01/2011 14h00 - Atualizado em 18/07/2012 02h21
Luis Carlos Dórea
Por Da Redação
Responsável pela trocação afiada do striker Junior Cigano, Luis Carlos Dórea foi convocado pelo atleta para ser o treinador de sua equipe no reality show The Ultimate Fighter, e está empolgado para a nova função. Em entrevista exclusiva à TATAME, Dórea comentou a mudança no oponente, com a saída de Cain Velasquez e a chegada de Brock Lesnar e apontou as falhas de Lesnar e vantagens de Cigano na luta, além de comentar os treinos finais de Anderson Silva para a luta contra Vitor Belfort.
Como vocês receberam a notícia do TUF do Cigano? Qual a expectativa?
Vai ser legal, muito bom. Fizemos todo um trabalho para disputar o cinturão, mas o Cain Velasquez se machucou. É coisa do esporte, acontece. Sou de acordo em lutar só a 100%, não dá pra entrar no octagon com menos de 100%. Vivo há 31 anos no mundo da luta e sei o que acontece. O Cigano ficou um pouco triste, a última luta foi em agosto e ele queria lutar, mas aconteceu isso.
Deus sabe o que faz, e veio uma coisa muito boa: participar da casa, passar os seus conhecimentos, e depois lutar com o Brock Lesnar, um ex-campeão de muito nome. Ele está sempre treinado, sempre procurando aprender. A expectativa é das melhores possíveis. Ele embarcou hoje para os Estados Unidos, mas eu fico aqui para ajudar o Anderson Silva, e depois da luta com o Vitor eu vou para lá.
Você já participou do TUF, quando o Minotauro foi treinador?
Não, acho que o Cigano ia lutar e eu não pude ajudar. Eu fui para a casa, treinei o Rodrigo para a luta com o Frank Mir, mas não ajudei o pessoal da casa.
E como você vê o combate entre o Cigano e o Lesnar?
Vai ser uma grande luta. O Brock Lesnar é um atleta muito forte, sabemos das qualidades dele, e das falhas. O Cigano sempre enfrentou os melhores, desde que estreou contra o Werdum só pegou atletas tops. Confio que ele vai continuar buscando o nocaute. O Brock é muito forte, um wrestler, mas sabemos onde está a sua fraqueza. E a fraqueza dele é onde mora a qualidade do Cigano: golpear. Sabemos que vai ser um grande espetáculo, o Cigano vai em busca do nocaute e tem tudo para sair vitorioso e continuar rumo ao cinturão.
Você está ajudando o Anderson nos treinos para o Belfort? Como está o campeão para essa luta?
O Anderson está muito bem, se dedicando em tempo integral. Ele é muito disciplinado, cumprindo toda a etapa do treinamento. Ele está muito bem treinado, não é à toa que é o melhor do mundo. Vai ser uma grande luta. A equipe está de parabéns, todo mundo empenhado. Ele vai chegar muito rápido e forte.
Como especialista em Boxe, como você analisa o jogo do Vitor contra o Anderson?
Já treinei com o Vitor, gosto dele, tem uma condição técnica privilegiada, mas o Anderson está no melhor momento. Ele já lutou cinco rounds várias vezes e é tecnicamente muito bom, tem poder nas mãos. Vai ser a luta do século, e o bom é que será entre dois brasileiros. A técnica do Vitor é muito boa, mas o Anderson é um fenômeno. Ele consegue boxear pra frente e pra trás, tanto atacando quanto se defendendo, contra-atacando. O Vitor tem um grande talento no Boxe, mas o Anderson está na melhor forma da vida dele.


















